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Rock in Rio 2016 • O trunfo eletrónico

17 de Maio, 2016 ArtigosDiogo Alexandre

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NOS Primavera Sound 2016 • O que esperar - Parte 1/3

Wav Upclose 2# First Breath After Coma
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Como é sabido, o Rock in Rio não é um festival consensual, quer em termos de cartaz como em termos de opinião individual. Mas, o que é certo, é que é um dos maiores festivais do nosso país e um dos mais mediáticos, se não mesmo o mais mediático. E este ano não foi exceção: desde o Natal que se anda a ouvir falar de Rock in Rio, do Springsteen, dos Queen e de outro tanto número de bandas capazes de encher pavilhões. No entanto, este artigo não se destina a fazer uma análise crítica ao cartaz, digamos principal, do festival lisboeta, mas sim àquilo que pensamos que tenha passado ao lado de muitas pessoas que se ficaram por ver os nomes principais de cada dia.

Admitindo algumas falhas de programação e nomes de qualidade dúbia nos restantes palcos do festival, onde não se pode apontar o dedo é à programação do palco da eletrónica, sendo esta, para nós, a grande surpresa e o grande triunfo do festival.

Do cartaz fazem parte nomes como Carl Cox, Mano Le Tough, Gus Gus, Nightmares On Wax, Octave One, Hudson Mohawke, entre tantos outros nomes consagrados das pistas de dança portuguesas, dos quais destacamos os old school DJ Vibe e Carlos Manaça (que atuam na mesma noite), estando expectantes também para as apresentações de Fandango (projeto, relativamente recente, que junta Luís Varatojo a Miguel Gomes) e dos Beatbombers (duo composto por DJ Ride e Stereossauro).

A maioria dos nomes anteriormente mencionados dispensam apresentações, mas para aqueles que ainda estão indecisos (e porque não podemos mencionar o cartaz inteiro), escolhemos seis DJs/produtores que consideramos merecedores de uma breve descrição analítica da sua carreira até ao momento e imperdíveis para quem esteja na Bela Vista no dia em questão.

No primeiro dia o Deep House estará na mó de cima com a presença de uma das jovens promessas do género: Mano Le Tough. Iniciado na arte do Djing em 2009 e com disco (Trails) recém editado pela Permanent Vacation, editora que lançou nomes como Todd Terje, John Talabot e Azari & III (estes últimos tendo actuado na edição passada do mesmo festival), Niall Mannion não vai querer comprometer o público presente e, por certo, trará o set ideal para terminar em beleza a noite de quinta-feira.

Dia 20 é o dia solene em que, para além da oportunidade de rever nomes importantíssimos da eletrónica nacional também vamos poder ver três lendas vivas do techno dos anos 90 e início dos 00's. Primeiro somos presenteados com um Live Act dos irmãos Lenny e Lawrence Burden, membros principais dos Octave One, que fundaram, juntamente com a sua editora 430 West Records, em 1990. Editora essa que lançou autênticos hinos como Jaguar (DJ Rolando) e Falling In Dub (Random Noise Generator). Será uma oportunidade única de se poder ver um live destes “dinossauros” da eletrónica e onde o Roland TR-909 estará em força.

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Carl Cox (na foto) tem a tarefa árdua de superar uma fasquia que já se encontrará elevadíssima, por esta altura, porém acreditamos que assim o fará. Tudo o que se disser acerca deste senhor será pouco e não fará jus à importância que detém no techno mundial. O DJ e produtor dos Barbados já atuou em tudo o que é sítio para se atuar, incluindo festivais como a Loveparade, Tomorrowland, Ultra, entre outros (a lista é interminável) e é residente do Space (em Ibiza) há 15 anos.

O primeiro dia da segunda semana do festival é dia de Warp Records: Nightmares On Wax e Hudson Mohawke encerram assim o dia dedicado ao “rock”. Os primeiros, ativos desde 1988 com primeiro registo a sair em 1991, são peças fulcrais no trip-hop mundial, tendo na sua discografia álbuns tão prestigiados como Smokers Delight e Carboot Soul. Esperam-se instrumentais com uma componente ambiental forte que nos façam viajar de olhos fechados e descansar um pouco depois do rock distorcido do dia.

Hudson Mohawke é contratação recente da Warp e o seu posicionamento dentro dos subgéneros da eletrónica não poderia ser mais distante da dos seus colegas. Mohawke é dono de uma música mais dançável: instrumentais de hip-hop bem trabalhado com algum trap à mistura, mas sem resvalar para a mediocridade que o género atravessa. Lantern, lançado há menos de um ano, mostra o escocês mais seguro de si próprio e sem medo de arriscar e soltar o baixo em alturas não muito convencionais. Mas é disso que é preciso.

Sabe-se que o Rock in Rio jogou bem quando escolheu os Gus Gus, em modo Live, para fechar definitivamente o festival. Num dia em que Louisahhh (bem observada por nós na edição passada do NOS Alive) também dará o ar da sua graça, os Gus Gus regressam após longo interregno (quando foi a última vez que por cá passaram? 2003?) para interpretar, possivelmente, aquilo que é a sua conceção de House Music e Synthpop, prometendo dança e muita festa, acima de tudo. “Over” vai ecoar na tenda electrónica de uma forma que não passará despercebida a ninguém, nem mesmo aos que ficarão sentados fora da mesma.

A eletrónica do Rock in Rio 2016 promete muito e em vez de se estar a ler sobre sensações quase impossíveis de se descrever, o melhor é comprovar in loco. Vais mesmo ficar no Urban?

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Rock in Rio 2016 • O trunfo eletrónico
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