15
SEX
16
SAB
17
DOM
18
SEG
19
TER
20
QUA
21
QUI
22
SEX
23
SAB
24
DOM
25
SEG
26
TER
27
QUA
28
QUI
29
SEX
30
SAB
1
DOM
2
SEG
3
TER
4
QUA
5
QUI
6
SEX
7
SAB
8
DOM
9
SEG
10
TER
11
QUA
12
QUI
13
SEX
14
SAB
15
DOM

Rock made in civilização | AMA #1

10 de Janeiro, 2015 ArtigosJohnnyA

Partilhar no Facebook Partilhar no Google+ Partilhar no Twitter Partilhar no Tumblr

Marmelanço, do bom! | AMA #2

The Strokes - Is This It (2001) | Máquina do Tempo #1
AMA - a melhor alternativa

“São horríveis notícias para os pessimistas”


O rock está vivo! E de boa saúde. Estive agora com ele no parque e mostrou-me as análises ao sangue. Impecáveis. São horríveis notícias para os pessimistas que usavam o discurso fúnebre formatado do “Ai e tal, nos anos não-sei-o-quê é que era bom”. Continua a ser, porque as pessoas inteligentes e capazes de fazer música não morreram com a queda do muro de Berlim, nem desapareceram com o primeiro disco da Tonicha. Prova evidente do que escrevo é o álbum de estreia dos The Black Chakra, El Maya.

the black chakra

“Sons para ouvir com tremoço e marisco”


Casa bem o tactear do baixo de Pedro Almeida, com as vibrações da guitarra de Pedro Duarte em conjugação com os pontuais, precisos e circunstanciais toques da bateria do Marco, um relógio suíço a quem, por acaso, ensinaram a tocar bateria. Onde não faltam os teclados de Daniel Valente, instrumento que, aliás, diz muito ao psychadelic rock.O devido destaque não pode deixar de ser dado ao que mais caracteriza a alma de El Maya, a voz de João Isidro. Arrastada na libertação das sílabas no seu tom muito próprio, torna toda esta sonoridade em algo com uma versatilidade quase infinita.

Não é mentira se disserem que todas as músicas deste trabalho podem servir de banda sonora para ler, por exemplo, Saramago, Dostoiévski ou Manuel Luís Goucha, mas serve também para o chazinho da reunião de avós, para celebrações de vários tipos, para ouvir no habitual almoço de nudistas ou no lanche com o pessoal do emprego. Sons para ouvir com tremoço e marisco e para aumentar o volume quando as testemunhas de jeová nos batem à porta. Para ouvir com um copo de cerveja. Música para celebrar a amizade, em liberdade. E para ouvir, independentemente da idade.

O rock está vivo! E convida-nos a viajar a seu bel-prazer por entre as cordas das guitarras a ostentar a sedução no gingar, com todos os outros instrumentos a acompanhar, como que se tratasse de uma reunião de amigos. Bem, é provável que se trate disso mesmo, porque se é bom ouvirmos com quem gostamos, aposto que deve ser ainda melhor criar e tocar com quem nos diz muito. “The Desert Calls” transmite exactamente isso, um trabalho feito por amigos que nos parece dizer “Larga a pose. Abana o tronco. Sente a tua alma a preencher o teu corpo.”


“um vocalista parolo que canta por cima de uma guitarra”


O rock está vivo! E ainda bem, porque é delicioso ouvir “Tropic Bound”, uma das quatro músicas presentes no disco, e perceber que é música com maturidade e que não são “Lálálás” de um vocalista parolo que canta por cima de uma guitarra que se troca entre dois acordes. Não! É uma sonoridade adulta, encorpada e que se dedica a passar uma mensagem. Mas mais do que isso, e a parte mais interessante, é o convite que faz: uma convocatória à libertação pela música. E não procurem aqui uma compreensão técnica daquilo que os instrumentos produzem, mas dediquem-se a apreender, da forma que bem entenderem, o lado fantasista e esotérico do que ouvem. El Maya pode ser um longo beijo na boca do surrealismo, porque mesmo sem darem conta, vão sentir-se beijados no fim.

Acho que já escrevi isto, mas faz sentido recordar os pessimistas: o rock está vivo!
por
em Artigos

Rock made in civilização | AMA #1
Queres receber novidades?
Comentários
http://www.MOTORdoctor.PT
Contactos
WAV | 2019
Facebook WAV Twitter WAV Youtube WAV Flickr WAV RSS WAV
Queres receber novidades?