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Dia Mundial do Rock: Um Testemunho Pussy de uma Rapariga Apaixonada

13 de Julho, 2014 ArtigosAna Isabel Pereira

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Hoje é Dia Mundial do Rock. Chamem-me o que quiserem mas, este sim, é o meu Dia dos Namorados. Este é o dia em que vem ao de cima o meu lado mais glicodoce e declaro amor eterno por algo sem me sentir hipócrita. Não há reservas em restaurantes, trocas de prendas, rosas vermelhas, idas ao cinema para ver o filme lamechas que estreou tão convenientemente há uns dias atrás e muito menos peluches rabetas. Não há stresses para comprar a prenda perfeita ou o ter que pensar duas vezes no que se diz para não irritar o cônjuge mas, acima de tudo, não há a dúvida que por vezes se instala nestes dias, sobre se no próximo ano, neste mesmo dia, vou sentir o mesmo. Apesar de tudo, tal como o Dia dos Namorados, este é apenas um dia simbólico para celebrar o amor.

Quanto a vocês não sei, mas no dia de hoje toda eu me torno na versão humana da “Celebration” dos Kool & the Gang. Abro a janela, deixo o sol irradiar-me a cara e uma leve brisa dar o ar de sua graça enquanto a paisagem comunica com o meu cérebro e torna menos difícil decidir qual vai ser a banda sonora do dia. Ponho os meus ray ban e o meu blusão de cabedal por cima do pijama e derrapo pelo chão em mogno como uma criança ao som da “Kashmir”. Hoje nem é preciso arranjar o cabelo para o deixar num misto Robert Plant e Chris Cornell quando parecia jesus. Há lá coisa melhor que esta…

Depois de snifar todos os vinis da casa sucumbo a um dos meus guilty pleasures e vejo o “School of Rock” (Jack Black, se estiveres a ler isto, eu amo-te!), uma das razões que iluminaram o meu gosto musical há uns anos atrás. Acendo umas velas em honra dos deuses do rock e vou dançando conforme a playlist que tenho sempre pronta para o dia mais meloso do ano (na minha vida), alternando entre um headbanging manhoso e um gingar à la Josh Homme. Quando o corpo fraqueja e a dança passa a ficar mais parecida com a fraca imitação do deus Homme, Alex Turner, sei que é hora de me contentar com outra coisa e dar tudo a “air guitarrar”. O tempo passa, asseguro cada vez mais a minha posição de inimiga número um de todas as casas limítrofes, mas sinto-me estupidamente feliz. Agora venham-me dizer que isto não é amor! É sim! E do mais badass que existe.

Sinto-me triste apenas por ver que é comemorado com listas ridículas e histórias enfadonhas (ou passa completamente ao lado das pessoas) quando devia sair tudo à rua e comemorar de forma ativa o 13 de julho: melhor dia do mundo e, quiçá, da Europa.

Portanto, amigos, ouçam muita música, fiquem roucos, preparem esses corpos para a praia a abanar o esqueleto, destruam a casa, vão a concertos, toquem algum instrumento, deixem a polícia fazer-vos uma visita a pedido dos vizinhos e convidem-nos para a festa enquanto os vossos familiares equacionam um internamento no manicómio mais perto, não há regras no rock (YOLO?!)!

Amor não é o que vos enche o coração, é o que vos preenche a alma e, por isso, a todos os malfadados leitores da WAV desejo um Feliz Dia Mundial do Rock!
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