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Indouro Fest 2015: O que esperar – Parte 5/6

09 de Abril, 2015 ArtigosLuís Sobrado

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Slint - Spiderland (1991) | Máquina do Tempo #8

Indouro Fest 2015: O que esperar – Parte 4/6
Yuck1 - Cópia

Quatro análises feitas, faltam serem analisadas cada vez menos bandas do, pelo contrário, cada vez mais próximo Indouro Fest.

Hoje é tempo para ficarmos a saber mais do grande nome do cartaz, que marca presença em solo português por dois anos consecutivos, e também da mais recente confirmação para o Indouro Fest 2015. Tudo para saber a seguir.

- Yuck

Desde que foi conhecido o cartaz do Indouro Fest 2015, o nome que mais saltou à vista e que, certamente, mais público levará às margens de Gaia é o dos londrinos Yuck, já um dos grandes nomes do indie rock britânico.

Após no ano passado, em estreia em Portugal, terem marcado presença nas margens de um rio mais pequeno, o Taboão, no festival Vodafone Paredes de Coura, a banda agora liderada por Max Bloom após a saída do anterior vocalista e guitarrista, Daniel Blumberg, assume-se (justamente, diga-se) como o grande valor do cartaz do Indouro Fest 2015.

A verdade é que mesmo depois de Glow & Behold, LP de 2013, e Southern Skies, EP de 2014, será inevitavelmente o homónimo Yuck, de 2011, a ser largamente considerado como o grande disco lançado pela banda até agora. Entre as influências contam-se Dinosaur Jr., Pavement, My Bloody Valentine e Sonic Youth, e a qualidade dos riffs que se vão sucedendo é indesmentível.

Extremamente bem recebido pela crítica, este disco conta com algumas das fan-favourites: "Get Away", "The Wall" ou "Georgia" foram três dos singles, mas é normalmente em "Rubber", a última faixa do disco, que chega o grande momento de apoteose sónica nas actuações ao vivo. Resta-nos esperar que também se ouça o brilhante cover de "Age Of Consent" dos New Order, tal como aconteceu no ano passado em Paredes de Coura.





 

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- The Lucid Dream

Quase tudo o que da melhor música se fez em solo britânico é assumidamente homenageado pelos Lucid Dream. Dos Beatles aos Verve dos primeiros anos, passando pelos Jesus And Mary Chain ou Primal Scream, ou mesmo viajando ao outro lado do Atlântico para visitar uns Stooges, Flaming Lips ou MC5, muito do que melhor se fez na cena psicadélica é parte integrante dos Lucid Dream.

Ainda assim, há um conterrâneo da banda que recentemente lançou Songs Of Lies And Deceit que é quase o quinto membro da banda. Chama-se Jason Pierce e é fundador de dois projectos seminais do rock das últimas décadas: Spacemen 3 e Spiritualized.

Ainda que os Lucid Dream não apresentem a veia gospel de Pierce, particularmente explorada nos Spiritualized, as semelhanças, para além de muitas, são extremamente bem exploradas e facilmente discerníveis.

Não se pense que isto é mais do mesmo, ainda assim. Os Lucid Dream serão uma das mais talentosas bandas a pisar o palco do Indouro Fest 2015, e são um dos nomes para ter debaixo de olho para os próximos anos no que a psychedelia diz respeito.





 

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- Barry White Gone Wrong

Nascidos a partir da banda Os 3 Marias, à qual se juntou Peter de Cuyper, um belga radicado em Sesimbra desde 1995, os Barry White Gone Wrong assumem-se como um dos principais valores do blues rock nacional, com um claro piscar de olho à soul (não fosse o nome da banda falar de Barry White).

Ao contrário da instituição da música soul e funk que é Barry White, nem todas as músicas começam com uma introdução em modo spoken-word, com uma voz ridiculamente profunda, intimidante e, admitamos, irresistivelmente sensual. Ainda assim, a voz de Peter de Cuyper, ou "The Heartman", como é conhecido, é igualmente grave e poderosa e assenta perfeitamente no rock groovy dos seus BWGW.

As novíssimas "Hard Times" e "Dynamite" têm tido algum airplay nas rádios nacionais e adivinha-se o lançamento de um LP para não daqui a muito tempo. E ainda bem que assim é.





 

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- Eat Bear

Com a responsabilidade de representar a cidade invicta que, a par da irmã Gaia, alberga o Indouro Fest, os Eat Bear são um projeto de garage rock puro e duro. Sem grandes adornos, os riffs de guitarra vão-se acumulando, umas vezes mais fuzzy outras vezes de uma forma que nos faz lembrar o surfcore dos Lululemon.

Apesar de jovens, têm já um LP no currículo. Trust Found, de 2013, veio suceder a alguns singles e EPs e abrir caminho a "Skip Off // July", single lançado este ano e que pode deixar a adivinhar um novo disco com maior incidência no classic rock e numa maior predominância dos solos em detrimento dos riffs. Banda a acompanhar nos próximos tempos.



- Os Príncipes

Os Príncipes são o duo composto por Maria Mónica e Jorge Queijo. Sendo mais uma das bandas portuenses do cartaz, podem-se orgulhar de terem lançado o seu disco de estreia em Setembro de 2014, Reinaldo, numa edição limitada de 250 cópias e cujas edições físicas são feitas à mão pelos próprios.

O do-it-yourself é também transportado para a sua música. As guitarras não são harmoniosas, as letras são ásperas, as canções curtas e simples. Mas Reinaldo só nos pode deixar com água na boca: as canções são eximiamente bem construídas, e, acima de tudo, trata-se de algo novo. Um dos projectos mais interessantes a marcar presença no Indouro Fest 2015.

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