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Indouro Fest 2015: O que esperar – Parte 6/6

16 de Abril, 2015 ArtigosLuís Sobrado

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gaia - Cópia

Chegámos, finalmente, à sexta e última semana de análises. Com quase vinte bandas e músicos analisados até ao momento, resta-nos um sprint final que conta com uma poderosa voz feminina e projetos portugueses de renome.

Esperamos que, com esta apresentação das bandas que irão estar presentes no Indouro Fest, tenha sido possível mostrar o porquê de a primeira edição deste festival deixar muita água na boca para o que poderá vir por aí nos próximos anos. Comecemos, então, a nossa última viagem pelas seis bandas que restam para completar o cartaz do Indouro Fest 2015.

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- Lola Colt

Lola Colt é o projeto liderado por Gun Overbye. Esta PJ Harvey dos novos tempos, no que à sua voz diz respeito, junta a uma voz distintiva um punhado de músicos que inserem a sua música num panorama completamente único na música atual. Juntaram uma noir-pop a um indie rock carregado de influências das bandas sonoras dos Western Spaghetti e assim criar um som hipnotizante e, acima de tudo, extremamente singular.

O único longa-duração da banda, Away From The Water, chegou-nos aos ouvidos em 2014 e foi produzido por Jim Sclavunos, baterista (e, a bem dizer, multi-instrumentalista) dos Grinderman e dos Bad Seeds, a banda de apoio do lendário escritor de canções que é Nick Cave.

De resto, podemos dizer que os Lola Colt partilham algumas características com o próprio australiano. Particularmente na fase mais negra da sua carreira já de si negra o suficiente, também Nick Cave demonstrava o mesmo gosto pelo soturno e pelo delta blues que em muitas canções dos Lola Colt nos faz ser transportados para o cenário húmido de um episódio de True Detective.





 

white-haus

- White Haus

Depois de Rui Maia se ter aventurado com o seu projeto a solo, Mirror People, foi a vez de outro membro dos X-Wife, João Vieira, trazer ao mundo White Haus. Embora seja conhecido que João Vieira viveu em Londres durante 15 anos, antes de regressar à sua cidade natal, o Porto, Nova Iorque pareceria mais adequado. Cada vez mais se pode orgulhar de, musicalmente e não literalmente (por enquanto) ser o embaixador da já mítica editora DFA de James Murphy, do seio da qual sairam LCD Soundsystem ou The Rapture.

Em 2013 saiu White Haus EP, que contava com quatro irrepreensíveis malhas de dance-punk e leftfield disco. Embora seja um projeto claramente saudosista dos anos 80, não há dúvidas que João Vieira conseguiu criar uma sonoridade distintiva com este seu novo projecto.

Com The White Haus Album, de 2014, o projeto passou definitivamente para a ribalta, não só do panorama eletrónico nacional como também alcançou o status de um dos projetos do ano da música independente portuguesa. Resta-nos esperar por mais canções de João Vieira, e que, se possível, as batidas viciantes de "Far From Everything" ou "How I Feel" se mantenham.





 

Whistlejacket @ State-X New Forms 2012

- Whistlejacket

Inseridos na mesma cena da psychedelia londrina da qual sairam os TOY, também presentes neste Indouro Fest, os Whistlejacket chegam a Portugal com apenas dois EPs na bagagem mas ideias bem definidas.

As guitarras são spacey e dreamy, e têm espaço para respirar. Num estilo que oscila entre o shoegaze e uma neo-psychedelia mais pop, as canções alternam entre o fuzzy e um psicadélico mais ambiente. O próprio Faris Badwan, líder e principal compositor dos The Horrors, descreveu o som destes Whistlejacket como "hipnótico e imersivo".

EP e YULE, os dois EPs da banda, foram lançados em 2014 (no mesmo dia), o que nos deixa a adivinhar que algo mais poderá estar para vir neste ano em que se dá a sua estreia em palcos fora das Terras de Sua Majestade.





 

quiet

- Quiet Affair

Vindos de Leça da Palmeira, os Quiet Affair nasceram em 2012, e desde aí o quarteto tem vindo a atuar em vários espaços da cidade do Porto, particularmente desde o lançamento do seu primeiro longa-duração, o homónimo Quiet Affair de 12 faixas.

Reúnem influências que atravessam vários estilos, desde David Sylvian ou Peter Gabriel até Jeff Buckley, Nick Cave ou Arcade Fire. A voz grave do vocalista, conhecido como "Topo", relembra um outro projecto nacional: Noiserv insere-se na mesma estética introspectiva e depressiva dos Quiet Affair.





 

vendaval

- Vendaval Art Project

Vendaval é o projecto a solo de Nuno Ribeiro, lisboeta de nascimento que tem no experimentalismo a principal força motriz da sua música. Autodidata, compositor e produtor, desenvolve outros projetos a solo e em grupo, mas será Vendaval Art Project aquele que nos chegará aos ouvidos quando subir ao palco em Vila Nova de Gaia.

Luminous Path, lançado em 2014, é o nome do primeiro e único disco lançado por Nuno Ribeiro: uma viagem solitária com a sua guitarra, por entre paisagens sonoras exóticas e um universo complexo em que tudo é, ao mesmo tempo, lo-fi e grandioso. Projecto muito interessante e a acompanhar de perto.





 

- Radar Elvis

Os Radar Elvis são mais uma das bandas da casa: vindos de Francelos, Vila Nova de Gaia, praticam um rock puro e simples, com riffs interessantes e a fazer lembrar o college rock dos anos 80 e 90 ou algumas das bandas de culto do indie rock do fim do século.

Eels, Silver Jews ou até REM são algumas das influências de uma banda que tem em guitarradas despreocupadas e num rock revivalista duas características chaves para que se definam os Radar Elvis.



Quase trinta bandas depois, chegámos ao fim desta série de artigos de análise ao cartaz da primeira edição do Indouro Fest. Resta-nos dizer que este festival é mais uma prova do crescimento da cidade do Porto (mais concretamente de Vila Nova de Gaia, neste caso) como um grande polo cultural do país, e que cada vez mais se assume como a capital indie de Portugal. Venha a nós o rock no Indouro Fest 2015!
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