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NOS Primavera Sound • O que esperar - Dia 2 - Parte 2/2

18 de Maio, 2015 ArtigosLuís Sobrado

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NOS Primavera Sound • O que esperar – Dia 3 – Parte 1/2

NOS Primavera Sound • O que esperar - Dia 2 - Parte 1/2
10155957_727238453981059_6515203202857966378_n © Hugo Lima

Analisados cinco dos nomes que vão pisar os palcos do Parque da Cidade do Porto na sexta-feira de dia 5 de Junho no NOS Primavera Sound, é tempo para mais cinco análises.

Hoje falamos de uma veterana que ajudou a moldar o rock dos últimos quarenta anos, de uma banda de culto que o tempo esqueceu, de singer-songwriters com talento de sobra e do mais recente duo a fazer abalar a esfera do underground hip-hop. Tudo isto para ler  em baixo... e para ver daqui a pouco mais de duas semanas no NOS Primavera Sound.

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- Patti Smith (EUA)

Foi uma das primeiras e mais sonantes confirmações para o cartaz do Primavera Sound 2015. Ao longo dos anos, foi alcançando um estatuto de culto que na história do rock do qual muito provavelmente nenhuma outra mulher se pode orgulhar. É, a par de Bob Dylan, o melhor exemplo da fusão entre poesia e rock que o século XX nos ofereceu. O seu nome é Patti Smith.

De Chicago, onde nasceu, viajou para Nova Iorque onde se integrou na cena punk da Big Apple. Aí, Patti, Ramones ou Television, largamente influenciados pelo proto-punk dos Stooges ou New York Dools, criaram um estilo que fez com que o rock nunca mais fosse o mesmo. A contribuição de Patti Smith foi com Horses, disco seminal de 1975 e que será o grande motivo da actuação da singer-songwriter no Primavera Sound.

Horses é um disco perfeito. Não só foi revolucionário ao nível lírico, quase rimbaudesco, como também ao nível musical e da atitude em si. Nascia aqui o punk, um estilo que fez o rock & roll avançar e nunca mais olhar para trás. Desde a épica faixa de abertura "Gloria", passando por enormes canções de riffs inimagináveis até à altura como "Redondo Beach", "Free Money" ou "Land", Patti criou em Horses verdadeira mudança. E isso é algo de que poucos se podem orgulhar.

40 anos depois de Horses, Patti Smith chegará à cidade do Porto com dois concertos na agenda: um deles no primeiro dia do festival, a solo e em cuja actuação irá apresentar algumas das suas obras de spoken word; depois, no segundo e penúltimo dia de festival, fazer-se-à acompanhar da sua banda e aí sim poderemos ouvir este álbum icónico e inovador na íntegra. Mal podemos esperar.



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- Sun Kil Moon (EUA)

Tudo em que Mark Kozelek toca transforma-se em ouro. Primeiro, nos anos 90, com os seus já extintos Red House Painters, ajudou a moldar o slowcore e a influenciar ilustres como Jeff Buckley, Elliott Smith ou Jason Molina. Depois, sob o moniker de Sun Kil Moon, deixou que combinação da sua voz grave com a sua guitarra servisse de meio para levar a cabo este projecto assumidamente autobiográfico, introspectivo e que, até ver, nunca desiludiu.

Cerca de dois anos depois do lançamento de Old Ramon, último disco dos seus Red House Painters, Ghosts Of The Great Highway viu a luz do dia e fez Kozelek alcançar o estatuto de um dos grandes songwriters dos nossos tempos: "Glenn Tipton", "Salvador Sanchez" ou a absolutamente épica "Duk Koo Kim" falam por si mesmas.

Até chegarmos a 2015, sucederam-se discos menos bem sucedidos como Tiny Cities (2005) e sucessos de aclamação como April (2008), mas o apogeu da carreira deste natural do Ohio enquanto líder deste projecto aconteceu precisamente no ano passado. Em Fevereiro de 2014 saiu para as lojas Benji e rapidamente se colocou no topo dos melhores discos lançados até então. No fim do ano, muitos o colocariam ainda no primeiro lugar.

Benji é uma viagem ao íntimo de Mark Kozelek: falando de morte, de nostalgia, de dor, dos seus pais, da sua infância, fá-lo de uma maneira tão honesta e altamente descritiva que consegue ser por vezes difícil escutarmos a autêntica poesia musicada que Benji nos trouxe. Felizmente, para 2015, um concerto em solo nacional e a promessa de um disco novo, Universal Themes, com lançamento marcado para 2 de Junho, quatro dias apenas antes da sua subida ao palco do Parque da Cidade.

Review de Benji



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- The Replacements (EUA)

Para começar, convém deixar bem claro que os Replacements são uma das bandas mais injustamente esquecidas do cartaz do NOS Primavera Sound 2015. Foram, um dia, uma das maiores e mais influentes bandas de rock dos anos 80 e, trinta e um anos depois do lançamento do seu magnum opus, Let It Be, virão a Portugal provar o porquê de tão ousadas afirmações.

Nascidos na cena punk de Minneapolis, extremamente vibrante no final dos anos 80, foram embaixadores deste estilo numa cidade improvável: quem diria que era bem lá no norte dos EUA que chegaria a maior cidade rival de Nova Iorque e Los Angeles como capital do punk. A verdade é que daí sairiam duas das bandas de maior nome na história do punk rock: Hüsker Dü e The Replacements.

Inicialmente conhecidos pelos seus concertos absolutamente caóticos, transportaram essa verdadeira vibe libertária para o seu primeiro disco, Sorry Ma, Forgot To Take Out The Trash. Ainda assim, em 1983, dois anos depois, Hootenanny iria revelar uns Replacements mais maduros e ecléticos.

Esse ecleticismo culminou em três enormes discos: Let It Be (1984), Tim (1985) e Don't Tell A Soul (1989) fizeram agitar as águas do rock e inspirar inúmeras bandas como R.E.M., Nirvana, The Afghan Whigs, Guided By Voices ou até Wilco e The Strokes. Ou seja, todo o rock alternativo teve a mão dos irmão Stinson e companhia.

Actualmente, com a morte do guitarrista fundador Bob Stinson, mantêm-se apenas Paul Westerberg na voz e guitarra e o seu irmão, Tommy Stinson, no baixo, como membros da formação original. Na bateria e guitarra juntam-se, ao vivo, Josh Freese (The Vandals, Devo) e Dave Minehan. Resta dizer que há um grande motivo para os ver ao vivo no próximo dia 6 de Junho: será, ao que tudo indica, a última actuação ao vivo da história desta instituição do rock chamada The Replacements



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- Ariel Pink (EUA)

Nascido há 36 anos em Los Angeles, Ariel Rosenberg, mais conhecido como Ariel Pink, tem vindo gradualmente a afirmar-se como um dos grandes nomes da pop psicadélica, judando a isso um estilo bastante distintivo, completamente lo-fi largamente baseado na pop dos anos 80 e na música experimental, e um visual fora do vulgar.

Desde o início dos anos 2000 que Ariel Pink e os seus Haunted Graffiti têm vindo a construir uma reputação sólida e um cult-following generoso com base num som lo-fi característico e numa atitude do-it-yourself. Desde a mais generalizada música gravada em casa aos menos comuns sons de percussão gravados com a boca, de tudo um pouco já terá experimentado Ariel Pink durante a sua carreira.

Enquanto que os seus primeiros discos foram altamente influenciadores da cena chillwave que iria surgir em meados da última década, os últimos discos, embora continuando a revelar o experimentalismo adjacente à música de Ariel Pink, revelaram uma maior incidência na canção, na melodia, e menos na constante reinvenção e mudança no som que marcou os primeiros registos do californiano.

pom pom, primeiro disco a ser assinado apenas por Ariel Pink sem os Haunted Graffiti, saiu em 2014 e revelou mais um passo no sentido de o músico se aproximar de um art rock e de uma neo-psychedelia mais convencional. Embora nem sempre consensual, a freak pop de Ariel Pink acabou por se revelar game-changing na história da pop mais recente e uma clara influenciadora do DIY. Resta-nos esperar que, deste músico imprevisível, saia uma setlist que contemple a maravilhosa rendição de "Baby" de Donnie & Joe Emerson.

Review de pom pom



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- Run The Jewels (EUA)

Run The Jewels começou por ser um projecto secundário dos rappers El-P e Killer Mike. Se o primeiro, nova-iorquinho, dedicava a maior parte do seu tempo à produção e à carreira a solo, o segundo, de Atlanta, contava já com um largo grupo de fãs conquistado pelos seus seis discos a solo lançados.

A verdade é que, de 2013 até ao presente ano de 2015, a aclamação deste projecto cresceu tanto que acaba por ser aquilo que de mais significativo os dois rappers conquistaram até ao momento na carreira. O primeiro álbum homónimo, explosivo, agressivo, urbano e no qual se revelava uma notável sinergia entre os dois rappers surpreenderia o mundo do hip-hop e colocava os Run The Jewels como a next big thing do género.

O melhor ficou para depois. Sem que nada o fizesse prever, Run The Jewels 2 acabou por se revelar ainda mais poderosamente provocador do que o primeiro disco, musica e liricamente. Por cima de negras beats de electrónica, o hip-hop sujo e repleto de punch do duo provou-se revolucionário e deu-se o raro acontecimento de a sequela suplantar o disco original.

Com Run The Jewels 3 a caminho e depois de comparações aos Outkast, tal é a eficácia da simbiose entre as vozes dos dois rappers, assim como acontecia com André 3000 e Big Boi, o duo tem já uma enorme fan base e um estatuto raramente alcançado por um colectivo de hardcore hip-hop. Em 2014, o Primavera Sound recebeu Kendrick Lamar. Um ano depois, chegam-nos os Run The Jewels. Irão estes destronar King Kendrick?

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