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NOS Primavera Sound • O que esperar – Dia 3 – Parte 1/2

01 de Junho, 2015 ArtigosLuís Sobrado

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NOS Primavera Sound • O que esperar – Dia 3 – Parte 2/2

NOS Primavera Sound • O que esperar - Dia 2 - Parte 2/2
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A poucos dias do início do primeiro festival de grande dimensão em território nacional, resta-nos ficar a conhecer dez das bandas que pisarão os palcos montados no Parque da Cidade do Porto no último dia, o próximo sábado, dia 6 de junho.

Dessas dez, poderão ler sobre metade delas em baixo. Nas cerca de vinte bandas que irão agitar o Parque da Cidade do Porto neste último dia de festival, contam-se autênticas lendas do Indie Rock, impulsionadores do movimento Shoegaze, revivalistas da Pop Psicadélica dos 60s, renovadores do Pós-Punk do século XXI e um dos maiores nomes de sempre do rock industrial. A quem nos referimos? Estão prestes a descobrir.

Portrait of Ride (Andy Bell, Laurence Colbert, Mark Gardener and Steve Queralt) photographed in Oxford in August 1990. 24203 - Exclusive  (Photo by Joe Dilworth/Photoshot/Getty Images)

- Ride (Inglaterra)

Em 2013, os hipnóticos My Bloody Valentine. No ano passado, os mais contidos Slowdive. Em 2015, chega-nos a vez dos Ride darem continuidade a este ciclo que tem como objetivo trazer todas as mais influentes bandas do movimento shoegaze à cidade do Porto.

E se é verdade que este grupo de meninos de Oxford nunca alcançou tanto reconhecimento como as duas "bandas irmãs" já referidas, estão muito enganados se pensam que, por isso, merecerão menos atenção. Nowhere, disco de estreia dos Ride, que está a alguns meses de completar um quarto de século, é um dos grandes discos que os anos 90 nos ofereceu e foi determinante para o surgimento do Dream Pop e para o impulsionar do Britpop.

Mestres na arte de criar canções, lançaram, nos seis anos que sucederam a Nowhere, mais três discos. Going Blank Again, de 1992, colocou os holofotes sobre os dois vocalistas e guitarristas da banda, Andy Bell e Mark Gardener, coroando-os como reis de um Shoegaze que atravessava a sua segunda dinastia: primeiro, com os My Bloody Valentine, de Kevin Shields; depois, com estes mesmos Ride; e, por fim, com os Slowdive de Halstead e Goswell.

Não muitos anos depois, em 1996, anunciariam um hiato devido a divergências no seio da banda. Se por um lado não podemos negar que as bandas criadoras deste estilo tão marcante na história do rock como o Shoegaze não primam pela sua duração... também não nos podemos queixar, pois todas elas voltam à casa de partida, com todos os seus membros reunidos. E, felizmente, estaremos lá para o comprovar.



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- The Thurston Moore Band (EUA)

Que fique bem claro: Thurston Moore é uma lenda. Passados os tempos áureos da outrora maior banda de culto do mundo, que transformou o rock com discos como Daydream Nation, Goo ou Washing Machine, o norte-americano encabeçou uma quantidade considerável de projetos pós-Sonic Youth, como Chelsea Light Moving, Dim Stars, Ecstatic Peace ou Twilight.

Depois do aclamado álbum acústico de 2011, Demolished Thoughts, do qual retiraríamos uma das melhores canções dos anos 10, "Benediction", regressou ao rock puro e duro com The Best Day, lançado em Setembro do ano passado. Thurston Moore faz-se acompanhar por um único membro da composição original dos Sonic Youth, o baterista Steve Shelley.

E será provavelmente nesse registo de um Noise Rock mais contido que aquele que os Sonic Youth nos ofereceram na década de 80 (e sem Kim Gordon) que iremos testemunhar a vinda de Thurston Moore e a sua banda ao NOS Primavera Sound. Não há "Teenage Riot", mas não nos podemos queixar: malhas não irão faltar.



Foxygen's new album, ...And Star Power, comes out Oct. 14

- Foxygen (EUA)

Depois de cancelado o concerto destes californianos um tanto ou quanto alucinados na edição de 2013 do Primavera Sound, teremos finalmente oportunidade de ver o concerto dos Foxygen na cidade do Porto, dois anos depois.

E, nesse intervalo de tempo, também um disco foi lançado pela dupla de Sam France e Jonathan Rado, conhecida pela sua Pop Experimental que mistura num caldeirão influências vindas maioritariamente dos anos 60, 70 e 80, desde a Pop Psicadélica, ao easy listening, passando até pelo Noise Rock ou pelo Punk.

O primeiro álbum propriamente dito dos Foxygen é Take The Kids Off Broadway, largamente inspirado no Classic Rock de uns Rolling Stones e ao qual é misturado um psicadelismo de um Syd Barrett. Apenas um ano depois, refriaram a esquizofrenia que dominava o som do primeiro disco e lançaram um dos discos-sensação de 2012.

We Are The 21st Century Ambassadors Of Peace And Magic levou-os até às rádios alternativas com singles catchy como "No Destruction" ou "San Francisco" e com autênticas viagens de regresso ao auge do Space Rock como "On Blue Mountain". Estava aberto o caminho para uma incursão numa Indie Pop mais secular e acessível, quando France e Rado decidiram seguir o caminho exactamente oposto: lançar um épico de uma hora e meia, ...And Star Power, onde vão sendo alternados 4 minutos de Noise Punk com a mais sedutora da balada folk. Não há como não os querer ver já no próximo sábado.



Einstürzende-Neubauten

- Einstürzende Neubauten (Alemanha)

A tradução do nome deste coletivo Avant-Garde germânico não podia ser mais adequado. "Colapsando novos edifícios" é o que significa o nome, e, na verdade, o próprio nome não se distancia muito do som ritmado, agressivo, sombrio e cerebral de uma das mais revolucionárias bandas da história da música experimental.

Podem facilmente ser rotulados de "pais do industrial", tal foi a influência que teve a música destes originários de Berlim, a par dos tresloucados Throbbing Gristle e Cabaret Voltaire, sobre o chamado Rock Industrial de bandas como Nine Inch Nails ou Ministry.

Influenciaram também as mais sombrias bandas de synthpop como os Depeche Mode ou pós-punk de uns Birthday Party, a cujo líder, Nick Cave, Blixa Bargeld dos Einstürzende Neubauten se junta frequentemente como membro permanente dos já míticos Bad Seeds.

Ainda assim, a sua influência vai muito para além disso. Revolucionaram o uso da guitarra como instrumento capaz de produzir uma enorme multiplicidade de sons. O sampling, o som dos sintetizadores, a incorporação de uma série de elementos electrónicos repletos de distorção ou noise, vieram a ser determinantes na definição do som da música experimental até aos dias de hoje. São só mais uma prova que, se houve país verdadeiramente determinante no alargar do espectro da música experimental desde os anos 70, esse foi a Alemanha.



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- Ought (Canadá)

A par dos também canadianos Viet Cong, os Ought marcaram 2014 como um ano de memoráveis adventos na cena do revivalismo Pós-Punk. Crescidos no seio de uma Montréal a viver uma autêntica explosão na indústria musical em formato do-it-yourself e fortemente vincada por uma cultura política de esquerda, os Ought têm como grande cartão de visita a pertença à editora Constellation. O nome diz-vos alguma coisa?

Pois bem, é desta mesma Constellation Records que fazem parte instituições da música experimental ou da outsider music como Do Make Say Think, Fly Pan Am, Matana Roberts, Siskiyou, Vic Chesnutt ou, sobretudo, os Godspeed You! Black Emperor. Ao pertencerem a um tão selectivo grupo de bandas, os Ought não nos podiam falhar. E não o fizeram mesmo.

Depois do self-released New Calm, em 2012, lançaram-se para um público mais alargado com More Than Any Other Day, um dos grandes discos de 2014, que junta à irreverência de um pré-college rock dos The Feelies ou Talking Heads a uma dose certa de influências vindas do Art Punk de Clinic ou da energia do Emo Punk de uns La Dispute. Uma das possíveis grandes revelações do NOS Primavera Sound 2015.

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