11
TER
12
QUA
13
QUI
14
SEX
15
SAB
16
DOM
17
SEG
18
TER
19
QUA
20
QUI
21
SEX
22
SAB
23
DOM
24
SEG
25
TER
26
QUA
27
QUI
28
SEX
29
SAB
30
DOM
31
SEG
1
DOM
2
SEG
3
TER
4
QUA
5
QUI
6
SEX
7
SAB
8
DOM
9
SEG
10
TER
11
QUA

NOS Primavera Sound • O que esperar – Dia 3 – Parte 2/2

03 de Junho, 2015 ArtigosLuís Sobrado

Partilhar no Facebook Partilhar no Google+ Partilhar no Twitter Partilhar no Tumblr

Porque não se pode perder o Milhões de Festa: Parte 1 - As estreias

NOS Primavera Sound • O que esperar – Dia 3 – Parte 1/2
10351164_727057633999141_3578173572115141799_n

Faltam poucas horas para que Cícero, Regula e Moullinex subam ao palco montado nas Fontainhas e assim anunciem o início do primeiro grande festival nacional do ano. Está muito perto.

Assim sendo, resta-nos ficar a saber mais sobre o último conjunto de cinco nomes que faz parte de um total de trinta analisados, ao longo das últimas semanas. Para ler mais em baixo: repetentes da eletrónica em solo nacional, ex-emo rockers, o grande nome do industrial noise atual e ainda de uma superbanda canadiana.

Underworld_02

- Underworld (Inglaterra)

Tal como muitos dos grandes projetos de electrónica, os Underworld nasceram nos anos 80 das cinzas de uma banda de new wave, os Freur, na qual juntavam elementos de reggae, ska e muito Kraftwerk.

Em 1987, bem longe estariam Karl Hyde e Rick Smith de imaginar que o som da electropop funky do primeiro disco dos Underworld, Underneath The Radar, iria evoluir de tal maneira que, seis anos depois, dubnobasswithmyheadman iria redefinir os padrões da música eletrónica e contribuir decisivamente para o expandir do tecnho e trance.

dubnobasswithmyheadman, justamente o disco que irá ser apresentado no NOS Primavera Sound 2015 pelos Underworld, coloca-se facilmente ao lado de Screamadelica dos Primal Scream ou do seminal The Stones Roses como um dos mais importantes discos a sair de território britânico nos anos 90. A perfeita simbiose entre acid house, tecnho e dub fazem deste disco épico um clássico instantâneo.

Criado o mito à volta dos Underworld graças ao ultimate cult movie que é Trainspotting, é tempo para os ver, em 2015, apresentar um clássico com mais de 20 anos. Esperemos que haja também tempo para "Born Slippy".



We Are The Rhoads Client: DCFC

- Death Cab For Cutie (EUA)

Os Death Cab For Cutie são um dos grandes casos de sucesso do Indie Rock das últimas décadas: passou de um simples projeto de quarto de Ben Gibbard para banda de rock nomeada para um Grammy e cabeça de cartaz em qualquer festival alternativo.

Gibbard lançou You Can Play These Songs With Chords em formato cassete mas, ao ver a boa receção à sua música, fez-se acompanhar, a partir daí, por uma banda de três elementos composta por Chris Walla, Nathan Good e Nick Harmer, este último ainda pertencente ao alinhamento atual da banda.

O reconhecimento na esfera Indie foi sendo cada vez maior, principalmente com o lançamento dos discos We Have The Facts And We're Voting Yes, de 2000, e Transatlanticism de 2003, que coroaram Ben Gibbard como um dos grandes liricistas, compositores e frontman da altura.

Com quase vinte anos de carreira, chegam ao NOS Primavera Sound com o fresquíssimo Kintsugi, lançado no fim de Março, e desta vez só esperamos que não seja a chuva a fazer cancelar o concerto de uma banda também ela, por vezes, sombria, introspetiva e cinzenta, mas não por isso menos capaz de nos tornar os dias um pouco mais coloridos.



The New Pornographers_01

- The New Pornographers (Canadá)

Há cerca de 15 anos, Mass Romantic terá certamente invadido os corações dos maiores fãs de Big Star, T. Rex ou Todd Rundgren. Entre guitarras orelhudas e glissandos de pianos, este supergrupo canadiano chamado The New Pornographers era capaz de levar a power pop aos meninos indie.

Como referido, trata-se de um supergrupo. Dan Bejar, dos já míticos Destroyer, juntou-se a vários compositores com nome feito como A.C. Newman dos Zumpano, John Collins dos Thee Evaporators e a compositora country Neko Case para formar um dos mais inocentemente exuberantes e apaixonados projetos do início do milénio.

Depois do já referido e ultra-a(cla)mado disco Mass Romantic, seguiu-se um conjunto de cinco outros discos lançados entre 2003 e 2014, com especial destaque para Twin Cinema, de 2005, que reservará certamente um lugar para A.C. Newman no panteão dos grandes songwriters da década que passou.



BALTIMORE - Musician Dan Deacon photographed in his studio November 17, 2014

- Dan Deacon (EUA)

A curiosa figura de Dan Deacon tem-lhe vindo a conferir uma simpatia praticamente generalizada pelos fãs de eletrónica. Pegando nas técnicas de sampling e colagem de sons e juntando-lhe um apurado sentido pop, o natural de Baltimore tem criado alguma da mais criativa e vibrante música dos últimos anos.

Mais do que ser um talentoso multi-instrumentalista e mago da electrónica, é o carácter colorido e playful de músicas como "True Thrush", do disco America, ou de praticamente todo o disco lançado em 2015, Gliss Riffer, que conferem a Dan Deacon um lugar especial na música indie atual.

Bromst, de 2009, foi aclamado internacionalmente e aproximou o compositor de um registo noise-pop seguido nos dois álbuns seguintes já referidos anteriormente. Embora tudo isto não tenha sido suficiente para que a sua atuação no Primavera Sound 2013 tenha primado pela presença de público, pode ser que em 2015 o contrário suceda. Venham dançar com Dan Deacon.



Pharmakon_01

- Pharmakon (EUA)

Margaret Chardiet teve um início de carreira indubitavelmente precoce, especialmente tendo em conta a área da música secular em que se "especializou". Pharmakon é o projeto de Margaret que, desde os seus 17 anos, se tem assumido como uma das figuras mais proeminentes da cena underground e da música experimental nova-iorquina.

Na verdade, Pharmakon é bem mais do que um simples projeto de música experimental. A música composta por Margaret é cada vez mais genre-defying, passando muitas vezes a fronteira entre o industrial noise que já se tem vindo a fazer há algumas décadas e uma espécie de death noise irado e visceral que, pura e simplesmente, pode ser revolucionário.

Ao vivo, as atuações de Pharmakon têm sido descritas como estranhamente baseadas num perfecionismo, nunca dando espaço à "aleatoriedade do noise". Abandon e Bestial Burden foram lançados em 2013 e 2014, respetivamente, pela Sacred Bones Records, o que, por si só, já seria garantia de qualidade. Mas não: Margaret poderá mostrar na sua atuação ao vivo o porquê de ser vista como uma das mais criativas mentes da música experimental dos anos 10.

por
em Artigos

NOS Primavera Sound • O que esperar – Dia 3 – Parte 2/2
Queres receber novidades?
Comentários
http://www.MOTORdoctor.PT
Contactos
WAV | 2018
Facebook WAV Twitter WAV Youtube WAV Flickr WAV RSS WAV
Queres receber novidades?