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NOS Primavera Sound 2016 • O que esperar – Parte 2/3

28 de Maio, 2016 ArtigosWav

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NOS Primavera Sound 2016 • O que esperar – Parte 3/3

NOS Primavera Sound 2016 • O que esperar - Parte 1/3
1ºdia_5 Junho_NOS PRIMAVERA SOUND 2015 _ © Hugo Lima | www.hugolima.com | www.fb.me/hugolimaphotography

Seguindo na rota dos destaques do artigo anterior, escolhemos agora mais cinco nomes que pensamos serem de obrigatório visionamento. Começando pelo septuagenário Brian Wilson e terminando na eletrónica dos Floating Points, este segundo dia de NOS Primavera Sound é um dia que promete e muito.

Brian Wilson


É com a interpretação integral de Pet Sounds, magnum-opus dos seus The Beach Boys, que Brian Wilson se apresentará ao público português e aos muitos estrangeiros que todos os anos rumam ao festival portuense (que vê os passes gerais esgotarem pela primeira vez). Composto em grande parte por Brian Wilson, Pet Sounds caracteriza-se por utilizar instrumentos não convencionais (tais como sinos de bicicleta, campainhas, garrafas de coca-cola, etc) mesclados com as tradicionais harmonias vocais e instrumentais dos Beach Boys. Lançado em Maio de 1966, o álbum comemora este ano o seu quinquagésimo aniversário, mote que serve para a sua total reprodução nesta edição do festival. Esta é uma oportunidade única de se ver e ouvir um vulto musical como Brian Wilson bem de perto, com o bónus de o termos a interpretar uma das obras-primas da história da música.



 

PJ Harvey


Carisma – é a palavra que marca a lenda que Polly Jean Harvey já é. De sonoridades sujas e abrasivas que marcaram os anos 90, com o baterista Rob Ellis e o baixista Stephen Vaughan lança o seu primeiro álbum, Dry, em 1992. Já em 1995 lança o seu primeiro e mais icónico álbum a solo: To Bring You My Love, ano em que colaborou também com Nick Cave na épica “Henry Lee”. A partir daqui, e com a crescente maturidade da inglesa, encontra melodias mais polidas e letras mais interventivas em Let England Shake. Com um novo álbum na bagagem, The Hope Six Demolition Project, Polly Jean chega-nos a dia 10 de junho ao NOS Primavera Sound, sem dúvida um dos concertos mais ansiados do ano.



 

Mudhoney


Falar deste NOS Primavera Sound e não mencionar Mudhoney seria sacrilégio. O histórico quarteto de Seattle e principal propulsionador daquilo a que mais tarde se chamaria de Grunge, regressa a Portugal nove anos após a sua estreia (no Paradise Garage em Lisboa) para nos “sujar” (este é o termo certo) com o seu rock abrasivo que, apesar de ter sofrido alguma modificação ao longos dos anos (como se quer), continua a cativar e a ter o seu lado reminiscente dos anos 90 (típico da editora Sub Pop). Um concerto que promete muita poeira e muita agitação.



 

Tortoise


Também memorável será a prestação dos Tortoise, um dos nomes pioneiros da primeira vaga do pós-rock e fortemente influenciados pelo jazz de chicago (são da Thrill Jockey e basta). Regressam agora aos discos após um hiato de sete anos com The Catastrophist, álbum que terá óbvio destaque no concerto mas temas como “Swung From The Gutters” e “Crest” farão certamente parte do alinhamento. Jazz do bom à uma da manhã, ideal para nos fazer viajar internamente e acalmar os ânimos antes de rumarmos a mais uma noitada onde a música eletrónica dominará até por volta das seis da manhã.



 

Floating Points


A fechar as escolhas para o segundo dia de festival e falando em eletrónica (esta também algo influenciada pelo jazz atual), Sam Shepherd, mentor de Floating Points, que é uma das jovens promessas da música eletrónica mundial, atuará em formato Live Act também no Palco. (ex-ATP). Apesar de já andar no circuito desde 2011, foi apenas no de 2015 que lançou o seu primeiro longa-duração Elaenia, disco muito bem conseguido que lhe valeu destaque em meios tão díspares como a Popmatters, Rolling Stone ou a Resident Avisor, esta última classificando-o como o melhor álbum do ano transato.

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