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O Jamba Core (e o jazz) dos The Rite of Trio

28 de Março, 2016 ArtigosGoncalo Tavares

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O dia em que Bowie morreu
Correndo-The-Rite-of-Trio-o-jambacore-ja-tem-disco Foto via bitaites.org

Que dizem as tags do bandcamp deste trio portuense? Passo a citar: experimental jamba core jazz progressive rock. Jamba é a perdição do Danny Brown, uma marca de smoothies e outros sumos vigorosos. A banda não teria a empresa em mente quando se auto-descreveu, mas não é que colam incipientemente?

Os Rite of Trio são um slurpee sonoro. Não falo do blending só por si (uma ideia bem redutora) mas da mistura enérgica, pomposa, ácida até, que orientam. Está no rosa-choque da capa do álbum, nos teasers do youtube, em toda uma postura irreverente, irrequieta e muito barulhenta. Este trio é constituído por Pedro Melo Alves, Filipe Louro e André Bastos Silva. Respetivamente, o baterista dos Catacombe, o baixista dos Salto e um monstro na guitarra, com rigor jazzístico mais unhas e dentes afiados. Possivelmente, é aqui que nasce o efeito smoothie, pois esta multiplicidade de vivências manda em GETTING ALL THE EVIL OF THE PISTON COLLAR!

Partem do jazz, mas só trazem a linguagem. Têm o rock sempre consigo, mas só explicitam a energia. Já o experimental e o progressivo são permanentes, mas de uma forma pouco evidente. Ouça-se o exemplo de Grab a Chair, Pick a Card: duas malhas com a cor do indie nacional num minuto, posteriormente intercaladas com sequências de swing e panos de delays.

Todas as estruturas são misturadas e remisturadas, emprestam-se e isolam-se. Convida-se semideuses, instrumentos artesanais (um “glassbreaker”, casualmente apresentado) e as mais inúmeras referências, expressas através de riffs (em Serious Business, ouvem-se as melodias dos níveis subterrâneos do Super Mario bros, por exemplo). Soam a uma revolução prestes a arrebentar, a um rompimento cheio de dúvidas. Visto como um todo, é uma atitude musical adolescente, mas super bem tocada.

O álbum termina com um poema cantado, Symbols, de Rainer Maria Rilke. Segundo o booklet, este projeto afirma-se como uma metáfora da vida. Se é para terminarmos com seriedade (com pena minha e pelo projeto), digo-vos: o 21º lançamento da Porta jazz é umas das suas propostas mais audazes.

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