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Porque não se pode perder o Milhões de Festa: Parte 1 - As estreias

25 de Junho, 2015 ArtigosJoão Rocha

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Porque não se pode perder o Milhões de Festa: Parte 2 – Os históricos

NOS Primavera Sound • O que esperar – Dia 3 – Parte 2/2
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Apesar de ainda não se ouvir o cantar do galo, os raios do Deus Música já começam a atingir o rio Cávado e como tal, chegou a altura de começar a prever o que vamos encontrar este ano durante o Milhões de Festa. Barcelos recebe de 23 a 26 de julho mais uma edição de um festival que combina em si um vasto leque de géneros musicais, e por assim o ser, optou-se por tentar dar ênfase a bandas de registos díspares durante estas antevisões.

Em vez de se fazer uma análise das bandas pelos dias em que vão atuar, decidiu-se misturar, e usar uma outra fórmula: Assim, ao longo de quatro publicações, com quatro artistas cada (4x4), iremos dar destaque às estreias que pisam o solo nacional, aos históricos que já dispensam apresentações, à comitiva nacional, ainda sobrando tempo para um mergulho na piscina mais famosa dos festivais de Verão.

Já conhecido por acertar previamente em projetos predestinados ao sucesso (Toro Y Moi e Alt-J estrearam-se em terras de Barcelos, por exemplo), começamos estas antevisões ao Milhões de Festa 2015 dando as boas vindas a quem pisa palcos nacionais pela primeira vez e que vai conhecer aí o famoso espírito festivaleiro do povo Tuga.
 

• All We Are


 
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Apesar de estreia em Portugal, não é a primeira vez que os All We Are merecem da nossa parte um certo destaque. Com o álbum homónimo ainda fresco, a banda de Liverpool apresentou-se como uma das grandes surpresas musicais deste ano. Rich, Guro e Luís combinam em si três nacionalidades distintas, no entanto tal não influencia a uniformidade e coerência musical que nos apresentam.

Formados em 2011, começaram o seu percurso musical como guitarristas, mas o gosto em fazerem música juntos levou-os a adaptarem-se a outros instrumentos. Entre o folk e o psicadélico, criaram um som muito próprio de pop alternativo, o que leva a que muitos os apelidem de “Bee Gees on diazepam”. Antes de se apresentarem sobre a chancela da Domino Records, chegaram a lançar um EP pela Payper Tiger Records, We Hunt em 2012 foi o ponto de partida para um percurso musical pelo qual não podíamos estar mais agradecidos.

A nível criativo, as músicas tendem para a progressão paulatina da calmaria para o final explosivo sem nunca perder o seu registo smooth típico. Guitarra e voz fazem o recheio num ritmo intensamente marcado pela catchyness do uso do baixo, que se mistura com uma bateria atípica que gera uma fórmula hipnótica, fazendo dos All We Are a banda que nos causou tanto espanto este ano.

Sobem ao palco dia 24, e do concerto podemos esperar bastante improviso, assim como mais energia do que o álbum nos mostra. O facto de serem três em palco obriga-os a uma maior criatividade quando se apresentam ao público o que torna expectável também que ouçamos divergências nas roupagens das músicas. Entrevistados pela Wav. ficou também a promessa de durante o Milhões os encontrarmos a dar um mergulho na piscina.





 

• Al Doum & The Faryds


 
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No mesmo dia que os All We Are, sobe ao palco um colectivo italiano composto por seis elementos. Domenico Davidini, Johnny Serpico, Filippo Ferrari, Riccardo Vincentini, Stefano Tamagni e Lorenzo Farolfi são os rapazes que constituem os Al Doum & the Faryd. Juntaram-se em Milão no ano de 2010 e o seu leque de influências é tão grande quanto o número de elementos que os compõem.

Os sons étnicos incidem com grande precisão na cultura árabe e africana, havendo também espaço para a indiana. O sitar, o kisanji e o djembe são as estrelas, no entanto é na fusão com os instrumentos típicos de uma banda de rock (sim, não se enganem, estamos perante uma banda de rock) que dão aos Al Doum o registo psicadélico, com um je ne sais quoi de kraut rock, que fazem deles uma espécie de banda sonora perfeita para as aventuras de Indiana Jones em ácidos.

Lançaram o primeiro álbum homónimo em 2011, no entanto o material de trabalho foi tanto, que em 2012 estavam já a editar o seu segundo álbum Positive Force. Em 2014 lançam Cosmic Love, o último álbum até à data, e possivelmente será esse que o público português irá conhecer melhor durante a passagem dos Al Doum & the Faryds por Barcelos.





 

• The Holydrug Couple


 
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Saímos agora da Europa para dar um salto até à América do Sul. É em Santiago no Chile que vamos encontrar os The Holydrug Couple. O duo composto por Ives Sepúlveda e Manuel Parra formou-se em 2008, quando o segundo desafia o primeiro para vir experimentar a sua nova bateria depois de um período longo sem se verem.

Conhecidos por seguirem um registo musical muito egocêntrico, totalmente alheio ao panorama internacional do momento, a banda sobe ao palco do Milhões no dia 25 e vem partilhar connosco o gosto pelos primórdios do rock psicadélico, ainda muito banhado pela influência do blues. Ives dá a voz, mas desdobra-se entre a guitarra, o baixo e as teclas, enquanto Manuel, como não poderia deixar de ser, assegura a bateria.

Em 2011 lançaram o seu primeiro álbum Awe, mas durante estes 4 anos que separam esse marco da vinda a Portugal, muita coisa mudou no percurso dos The Holydrug Couple. Foram descobertos no mesmo ano pela Sacred Bones Records, que os apadrinha desde então. Ives, cada vez mais consciente do som que quer para a banda passa a produzir as músicas da banda e é então lançado Noctuary em 2013.

2015 vê nascer Moonlust, o último álbum da banda, e é esse que vem ser apresentado nas margens do Cávado. Este foge ao registo que a banda tinha até então. Com influências mais viradas para a música tradicional francesa de Gainsbourg ou para as baladas soul americanas, tenta revestir-se de alguns elementos electrónicos e de synth-pop. No entanto o sentimento de viagem cósmica mantém-se, e esperamos que essa seja transportada para o Milhões de Festa





 

• Hey Colossus


 
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Para fechar a nossa seleção de estreias em Portugal, deixamos a banda mais díspar das que até então apresentamos. Os Hey Colossus, apesar da grande diversidade de géneros com que é composto o som que apresentam, gostam de se descrever como uma banda de sludge, e entram diretamente para a lista de bandas que merecem o nome que usam.

Vindos de Londres começaram o seu percurso em 2003 e têm como principais influências os Black Sabbath e os Black Flag, havendo espaço ainda para outras como os Can, Neu!, Earth, entre outros. Rhys Llewellyn, Jonathan Richards, Robert Davis, Joe Thompson, Timothy Farthing e Paul Sykes são, como não poderia deixar de ser, súbditos do poder da guitarra, usando o pedal e as distorções sem qualquer receio do som que possam criar. A bateria e o baixo, claro está, são o resto da nobreza que compõe a corte dos Hey Colossus.

Com uma discografia já extensa, vêm a Portugal apresentar o seu mais recente álbum In Black and Gold, que se encontra a conquistar a crítica um pouco por toda a parte. A monumentalidade do hardcore é colossal e é por isso mesmo que ninguém lhes pode apontar o dedo ao nome. O concerto no Milhões está marcado para dia 25 e aguardam-se decibéis descontrolados a puxar para um mosh em uníssono.

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