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Porque não se pode perder o Milhões de Festa: Parte 2 – Os históricos

29 de Junho, 2015 ArtigosJoão Rocha

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Porque não se pode perder o Milhões de Festa: Parte 3 – A armada portuguesa

Porque não se pode perder o Milhões de Festa: Parte 1 - As estreias
milhões de festa Isaiah Mitchell (Earthless) & Matt Pike (Sleep, High on Fire) @ Milhões de Festa 2014

O Milhões de Festa é uma chuva de asteróides que se aproxima de Barcelos a uma velocidade tremenda e por esta altura já ninguém o pode parar. Se na edição anterior destas antevisões deitávamos os olhos aos primeiros esporos que vinham atingir o solo nacional, desta vez vamos olhar com atenção para as massivas rochas que por aí já andam a vaguear faz imenso tempo.

Nunca um embate soou tão apetecível: Barcelos aguarda uma explosão que apenas se ouve, e o som, esse é História, com H grande.

• Michael Rother


 
red-bull-rother - Cópia

O primeiro grande nome a ser explorado nesta antevisão chega-nos da Alemanha e é representativo de um estilo local que influenci(ou)(a) de forma massiva o desenvolvimento do panorama musical atual. Michael Rother, já com 64 anos, é um dos nomes maiores do Krautrock, não tivesse deixado o seu cunho em bandas míticas como os NEU!, Harmonia, e até mesmo uma breve passagem pelos Kraftwerk.

Multi-instrumentalista, começou o seu percurso musical bastante cedo tocando numa banda que viria mais tarde a terminar por dois dos seus elementos juntarem-se aos Kraftwerk. É esta ligação que permite a Michael, em 1971, integrar brevemente a histórica banda alemã aquando o abandono de um dos seus membros fundadores.

Após a saída dos Kraftwerk, funda os NEU!, também em 71, e é a partir daí que o seu nome passa a ter o relevo mundial que hoje tem. Com três álbuns na carteira, juntaram ao krautrock a habilidade de desconstruir o rock, usando o motorik (ou até mesmo criando-o sem querer) de tal forma que este tornou-se a imagem de marca da banda. Em 1973, aproveita uma breve pausa nos NEU! para formar os Harmonia. Neste trio exploram melhor as sonoridades ambiente, atingindo em 1976 o expoente máximo dessa vertente quando acolhem Brian Eno e os quatro criam Tracks and Traces, o terceiro e último álbum dos Harmonia.

Detentor de uma vasta discografia a solo e de vários projetos esporádicos com grandes nomes da música, Michael Rother traz até Barcelos muito mais do que a sua música. Espera-se uma viagem cósmica por uma história que ainda hoje tem lugar no presente, e só isso faz sozinho uma excelente razão para não se perder o Milhões de Festa no dia 25.





 

• Goblin


 
Goblin_@_Roadburn_2015_02

Influenciados pelos Genesis e os King Crimson, os Cherry Five vagueavam nas epopeias musicais do rock progressivo, o que chamou a atenção de uma editora especializada em bandas sonoras. Assinam contrato com a Cinevox e começam a fazer alguns “reparos” em bandas sonoras de alguns filmes. O seu toque de midas tem finalmente a oportunidade de brilhar quando são convidados para fazer a banda sonora de Profondo Rosso, e é então que os Goblin nascem.

A mudança de nome acontece como estratégia de marketing, visto que a banda sonora de Profondo Rosso seria comercializada pouco depois do primeiro CD dos então Cherry Five. No entanto, o sucesso acabou por ditar que eram os Goblin que o público queria. Vindos de Itália, os Goblin são um monumento da história da música com passagem obrigatória pelo cinema, pelo horror.

Formados em 1972, o seu percurso de sucesso foi feito de mãos dadas com o realizador italiano Dario Argento. As bandas sonoras de Profondo Rosso e principalmente de Suspiria foram um tremendo sucesso, colocando os Goblin num pedestal que durou até 1978, altura em que a banda se separa. Apesar de alterações na banda, projetos paralelos, e mais algumas bandas sonoras feitas, os Goblin foram desvanecendo-se no panorama musical, reunindo-se esporadicamente para alguns concertos.

O público do Milhões de Festa é assim este ano brindado pela sorte e na noite de 26 de julho pode assistir a uma dessas aparições esporádicas destas lendas vivas da música, que prometem reluzir no Cávado o brilho de uma lua cheia de música.





 

• Hemdale


 
hemdale

Do outro lado do Atlântico encontrámos um curioso caso de (des)sucesso. Provenientes do Ohio, nos Estados Unidos da América, os Hemdale começaram a lançar cartas no mundo da música desde 1993, no entanto nunca conseguiram até ao momento editar um álbum de originais.

Envolvido numa polémica falência, Jerry’s Massage Parlor viu durante vário tempo a anunciação de ser editado, no entanto tal nunca aconteceu. Não obstante, esta banda de grindcore conseguiu uma vasta legião de fãs um pouco por toda a parte, fazendo deles um dos nomes maiores de deathgrind (ou brutal death metal, se preferirem) da atualidade.

Conhecidos não só pelo seu cariz gratuito, não tivessem apenas lançado demos e terem participado em algumas compilações, os Hemdale caracterizam-se por um poderoso riff que reveste de tragédia um lirismo inspirado no degredo, na mutilação e na podridão de todas as coisas.

São esses os ingredientes que estiveram a apurar durante vinte anos de carreira, são esses os componentes necessários que constituem a fórmula explosiva, que agora está pronta a arrebentar em Barcelos, bem na cara de todos os que estiverem presentes no dia 24 de julho no Milhões de Festa.





 

• Deerhoof


 
deerhoof

Os Deerhoof já dispensam apresentações ao público português. Já passaram por Lisboa, Porto e Sines, mas desta vez sobem até a terras minhotas para mostrarem o quanto progrediram ao longo destes vinte anos de carreira.

Saltitando entre o Pop e o Rock, sempre com uma tendência certeira no avant garde, os Deerhoof foram importantíssimos para o desenvolvimento do movimento indie na música. Formaram-se em 1994 e, tendo em conta as adversidades que uma banda anti-comercial tinha de atravessar na década de 90, inícios de 2000, é de louvar a sua persistência, sinónimo de amor por aquilo que fazem.

A sua extensa discografia não é estanque à música que faziam no início do seu percurso: a experimentação e a adaptação aos novos sons que vão surgindo, são a razão que fazem dos Deerhoof uma banda recorrentemente citada como fonte de inspiração por parte de artistas como Sufjan Stevens, of Montreal, Grizzly Bear, entre outras.

Com La Isla Bonita editado recentemente, espera-se dia 24 uma exploração mais aprofundada dos últimos trabalhos da banda. Uma crua demonstração de que não só de sangue novo vive o movimento indie, mas que bandas como os Deerhoof continuam cá com muito para ensinar, e acima de tudo, vontade de evoluírem.


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