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Sonic Blast Moledo 2017 • Antevisão e Playlist

06 de Agosto, 2017 ArtigosAna L. Marinho

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É já na próxima semana, nos dias 11 e 12, que Moledo (Viana do Castelo) se oferece pela sétima vez como morada do Rock. O Centro Cultural de Moledo será anfitrião de mais uma edição de um dos festivais que mais provas de virtude tem dado a nível ibérico ou mesmo europeu. Desde a sua primeira edição em 2011 que o Sonic Blast Moledo tem tido uma das evoluções mais admiráveis no panorama epidémico de festivais de Verão. Em 2014 assistimos à adição de mais um dia de cartaz e ao assumir manifesto de uma posição. Seguindo uma trajectória ascendente e numa integridade louvável ao conceito e espírito iniciais, a organização continua, ano após ano, a surpreender até os mais exigentes.

Nos mesmo palcos onde já acturaram nomes como Pentagram (2015), Stoned Jesus (2016), Church of Misery (2014), My Sleeping Karma (2016 e 2014), All Them Witches (2016), Samsara Blues Experiment (2012), Kadavar (2013), subirão este ano um total de 24 artistas que se adivinha honrarem este que é um histórico sem mácula. Juntando num único dia de festival cabeças de cartaz como Elder e Monolord (no primeiro), ou Orange Goblin, Colour Haze e Acid King (no segundo), o crédito deste festival vai além de um mero nexo e carácter das escolhas. Nomes estes que isolados chegariam para acalentar a chama durante vários dias de “sol, mar, praia, surf, piscina, skate e música”, vão-se consumir em dois intensos dias. Ousar-se-á então dizer ser esta é, provavelmente, a melhor das propostas até agora apresentadas, facto que não passou discreto também a olhares estrangeiros.

Duas estreias estão no centro de curiosas atenções e fazem desta uma edição especialmente prometedora. Estando a correr a Europa em digressão, os norte-americanos Elder, depois de terem conquistado um lugar ao sol com Lore, em 2015, e mantendo a sua conjugação única do doom e stoner progressivo com que assaltaram o género, vão pisar o Main Stage do festival para apresentar o seu novo trabalho Reflections of a Floating World, editado já durante este ano. Espera-se que além de percorrerem as mais recentes mastodônticas composições como “Sanctuary” ou “The Failing Veil”, passem pelos intrincados êxitos anteriores, sem poder escapar mandatoriamente do alinhamento “Compendium”, faixa do álbum que os catapultou para o lugar dos melhores do ano (e por alguns, de sempre), e que fará, certamente, a ardência do público.

Privilegiada fonte de onde brotaram muitos dos projectos que vão marcar presença e a quem prestaram influência, os veteranos do stoner psicadélico alemão, Colour Haze, acrescentam o predicado definitivo a qualquer expectativa ou indecisão. Com mais de vinte anos de estrada esta é a primeira passagem do trio de Munique por Portugal. Carregam o peso do nome e da estreia, uma das bagagens mais recheadas do alinhamento. Além de escutarmos a “linguagem das flores” do recente álbum In Her Garden (2017), faz-se esperar também uma travessia por temas mais antigos como “Temple”, “Aquamaria”, “She Said”, “Transformation”, “Love” ou “To the Highest Gods we know”.

No polo mais extremo do espectro sónico do festival, um concerto é ainda digno de menção. Os suecos Monolord regressam ao nosso país para nos fazerem mergulhar numa noite de sexta-feira que se promete sombria e hipnótica. Antecipa-se que forte neblina de fuzz nos acometa, e que os riffs monotónicos que integram a sua ainda jovem bagageira nos gelem de repente as cartilagens. Para saciar um apetite abundante, a estas previsões se acrescentará o tempero das actuações enérgicas dos holandeses Death Alley, o stoner áspero e sujo de Sasquatch e de The Machine, o rock espacial dos suecos Yuri Gagarin e as engenhosas jams dos nacionais Black Bombaim. Num cartaz transportado por ondas de distorção vigorosas, destacamos ainda o temperamento brando do psicadelismo dos japoneses Kikagaku Moyo, a servir de corta-sabores.

Entretanto é preciso andar depressa para poder testemunhar, aos mais despreocupados a organização veio anunciar que tanto o passe geral como os bilhetes diários estão quase a esgotar. À semelhança da edição anterior, encontraremos a casa cheia. Até lá, deixamo-vos a derradeira preparação com a nossa habitual playlist.

Nota: Este autor usa o Antigo Acordo Ortográfico

 



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