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Systemik Viølence: Podridão, Negritude e Desobediência no século XXI

07 de Janeiro, 2018 ArtigosJoão "Mislow" Almeida

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Bem-vindos ao degradante século XXI. Estamos plenos em época de autêntica corja a inundar as ruas do país, e caminhamos hoje nestas e nos confins mais obscuros da capital, onde se masturbam fanáticos do submundo cultural, e se arranja sempre meio para surpreender com o quão baixo o ser humano consegue ser. Não há muitos nomes nem classificações que consigam designar exatamente o absurdo desdém que este projeto consegue render. Existe uma desmedida indecisão entre nojo, aversão, antipatia e insistente irritação, como um prego num pé descalço, ou até um embriagado a estragar-vos o concerto da vida. Gramaticalmente, é uma tarefa de puro sadismo, mas tomando em conta que estes Systemik Viølence se encontram em crescimento exponencial desde o inicio do ano, é assustador admitir que, se calhar, este é um cancro que todos temos de aceitar. Não há quimioterapia nem remissão que desafogue a constante aflição desumana que é ouvir esta banda.

Ver ao vivo ultrapassa o castigo medieval de todo e qualquer mecanismo de sofrimento, e se ainda não tiveram oportunidade, mantém-se o desafio de olhar cara-a-cara no ódio puro do Satanarkist Attack e admitir com todo o volume, toda a vossa nulidade como seres humanos. Cada dia que passa sofremos um golpe ao saber que teremos de aceitar este, como um dos melhores álbuns nacionais em 2017. Porquê? Vamos explicando à medida que ficamos a conhecer melhor, nada mais nada menos, do que Iggy Musäshi, o frontman, e untermensch profissional nas horas livres, da nova fúria no punk português, Systemik Viølence.

 

Antes de mais, é um privilégio poder falar com alguém tão verdadeiramente detestável como tu. Como te sentes?

Ressacado e sem pachorra para esta merda!

 

Achas que é importante sentires alguma forma de ódio perante qualquer público? Dito isso, sentes que estás a fazer um trabalho de merda se ninguém te detestar com toda a tua presença?

Eu quero é que o público se foda, literalmente. É tudo merda, incluindo eu próprio!

 

Até podíamos falar sobre as verdadeiras identidades de todos os membros, mas ninguém quer saber na verdade. Fala-nos sobre a criação dos Systemik Viølence e porquê a merda das máscaras?

Criámos Systemik Viølence porque estamos descontentes com a cena na tuga que praticamente não existe. É só pussy punks e não há aquele feeling de perigo como havia nos 80’s, e usamos as máscaras para haver uma ausência de ego. O pessoal só gosta das bandas se forem membros ou ex membros das bandas X ou Y por isso mandamos um grande fuck off quanto a isso.

 

Acerca do lançamento de Satanarkist Attack. Alguma vez na vossa miserável e insignificante carreira ambicionavam lançar um álbum de originais? Satisfeitos com o resultado e receção?

Claro que sim. O nosso veneno tem que ficar registado! Digo mais, enquanto muitas bandas andam com campanhas de crowdfunding para pagar estúdio, nós  usamos um gravador com 8 pistas.

 

O quão importante é, na verdade, tocar ao vivo para vocês? O que é algo, para vocês, realmente indispensável numa noite à Systemik?

Ao vivo é que é o real deal. Se no final tiver ameaças de porrada e virgens ofendidas a quem a carapuça lhes serviu, está tudo bem. É sinal que a mensagem foi bem entregue.

 



 

Esta fotografia foi tirada na última edição do Milhões de Festa, na qual puderam participar ao lado de Milhões de Outras Bandas Melhores Que Vocês. Fala-nos um pouco sobre a experiência no festival e sobre a reação estupefata captada na foto. O que é que isso te diz do mundo?

O nosso concerto foi uma granda zerada em termos técnicos, mas em termos de atitude demos 11. Gosto de tocar em locais onde estamos completamente fora da caixa para o pessoal de outras ondas levar com o nossa negritude! De resto foi uma experiência um pouco negativa, pouca cerveja no backstage e só pussy hipsters! Quanto a esta foto, tá fixe para mim!

 

Se pudessem mandar alguém à merda, neste mesmo instante, quem seria?

Tanta gente.. mas sabes que mais, quero é que tu te fodas e mais esta merda de pergunta!

 

Não sei se já repararam mas incluímos o vosso Satanarkist Attack na nossa lista de melhores álbuns nacionais. Sabe bem partilhar o top com nomes como Orelha Negra e Slow J?

Ficamos em cima de Moonspell. Tudo certo!!!

 

Planos para 2018 e um guia curto para se evitar cópias baratas de GG Allin?

Continuar a venerar Satanás e espalhar a nossa má onda por todo o lado. Parem de fingir que são punks a sério no Disgraça, bebam bagaço e oiçam Sarcófago!

 


 

Quem for familiar às guitarras degenerativas da genética sueca da velha guarda, lembrando nomes como Anti-Cimex, Driller Killer e Totalitär, não vão ter problemas em abraçar a absoluta abrasividade das ensaguentadas cordas de Systemik. Estas, sem nunca perderem uma pinga de suor e seriedade num punho fechado e impiedoso de puro rock’n’roll, alastram-se no físico do ouvinte como recorrentes golpes de matança em constante loop.

O nojo quase gráfico do seu fulgor estampado em chama, deve-se muito ao venoso baixo que rasga músculo como uma lâmina bem avivada. Malhas como a “Just Another Uniform”, “Not A Gear In This Machine” e “You Are Free To Be A Slave” sublinham o diáfano estado de protesto. Tresanda a rock’n’roll, álcool e muito sangue.

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