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ZigurFest 2018: A descoberta faz-se no interior.

27 de Julho, 2018 ArtigosJorge Alves

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Sonic Blast Moledo 2018: A antevisão

FMM Sines – Um guia essencial para uma experiência inesquecível
Na semana passada realizou-se, no Porto Welcome Center, a conferência de imprensa relativa ao ZigurFest, evento que leva à pacata localidade de Lamego alguma da melhor música nacional. Focando-se em artistas emergentes que poderão muito bem ser as estrelas de amanhã - basta observar os casos dos Ermo, Sensible Soccers ou Surma - estamos perante uma magnífica plataforma de divulgação que funciona igualmente como uma oportunidade de absorver o encanto da terra onde tudo isto acontece.

Assim sendo, a aposta volta a ser no presente e futuro da música produzida em Portugal, este ano com especial atenção dada ao hip-hop com as confirmações de Allen Halloween e Ângela Polícia. No entanto, o cartaz mantém orgulhosamente um carácter ecléctico, indo desde o indie folk doce e relaxante de Mathilda à explosiva mistura de punk e funaná de Scúru Fitchádu, passando pelo punk envolto em esquizofrenia jazz dos Sereias, a electrónica etérea e experimental de Dullmea ou as explorações sonoras - no qual se inclui jazz fusion e rock progressivo - dos Bardino, colectivo lançado pela ZigurArtists.

Contudo, há mais, muito mais, para ver e descobrir. Até porque esse é o objectivo da organização - dar a conhecer nomes que, de uma forma geral, ainda não têm o reconhecimento que merecem, ainda que os melómanos mais atentos já os tenham certamente apanhado em eventos de cariz alternativo espalhados pelo país.

Todavia, nenhum deles atingiu verdadeiramente o estatuto de artista consagrado, e é por isso que marcam presença nesta cuidadosamente elaborada montra de novidades musicais. Há quem queira voltar a atuar no festival, referiu a organização na conferência, mas o Zigur não se faz de repetições, por muito apelativas que possam ser, porque "não interessa o passado, mas sim viver o agora e testemunhar o amanhã". Uma experiência que se estende também à cidade que a acolhe, com palcos em várias zonas de Lamego de modo a que a apreciação musical seja feita num cenário privilegiado. Como se isto não fosse suficiente, a entrada, este ano, é gratuita, pelo que não há mesmo desculpa para perder toda a animação a decorrer no fim-de-semana de 29 de agosto a 1 de setembro. Antes disso, e de forma a aguçar o apetite, há duas warm-ups: a primeira já no próximo dia 27 de julho, no Maus Hábitos, com Joana Guerra, LYFE e NU (estes últimos irão igualmente marcar presença no festival), e a última a 18 de agosto no Damas, em Lisboa, com os Baleia Baleia Baleia e 2Jack4U, em formato live e também com atuação marcada para o Zigur.

 

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