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Amplifest 2015 • Um evento único, um ambiente único

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Depois de já termos publicado uma antevisão do Amplifest 2015, achamos melhor simplificar: segue um artigo de poucas palavras sobre as  9 coisas a não perder nesta edição do Amplifest.

 
• William Basinski

Depois de uma passagem pela Culturegest em 2013, William Basinski está de volta a Portugal. A par de Converge é um dos nomes mais sonantes e promissores deste alinhamento. Apesar de ter começado muito antes com a gravação e exploração de loops (com ênfase na influência de Brian Eno e do seu Music For Aeroports), foi com Desintregation Loops que atingiu o devido e merecido reconhecimento. Embebido em sonoridades ambient e minimalistas, Basinski manipula os loops, desacelera-os, deixa-os desintegrarem-se – mergulhamos então quase num coma consciente. Será uma experiência única, sem dúvida.

 
• Church of Ra

Em representação deste coletivo ”multidisciplinar”, esta edição recebe três dos projetos mais interessantes e apelativos da atualidade musical. Primeiro os incontornáveis Amenra, encarcerados num sludge com traços de post-metal, este quinteto é já um nome de culto marcado acima de tudo pelas performances ao vivo – e já não é a primeira vez que passam pelo Porto com o cunho da Amplificasom. De seguida, encontramos o projeto a solo de Mathieu Vandekerckhove, fundador e guitarrista dos Amenra, Syndrome. Vandekerckhove cruza uma atmosfera ambiental com o post rock e ainda com o drone. Por fim, temos ainda os mais recentes membros da Church of Ra: Wiegedood – com membros dos Amenra, dos Oathbreaker e dos Rise & Fall, os belgas lançaram este ano o seu disco de estreia, De Doden Hebben Het Goed. Este é, sem dúvida, um grande disco de estreia, que lança os seus membros nas teias do black metal atmosférico. É um dos concertos mais promissores desta edição de uma das bandas mais promissora da atualidade.

 
• Full of Hell

Não podemos falar em artistas ou em bandas promissoras sem falar de Full of Hell. Apesar da tenra idade, este projeto está no ativo desde 2009 e muito ativo mesmo: lançaram já 5 splits um deles com os Code Orange, três longa-duração, seis EP’s e três longa-duração. De destacar o mais recente, uma colaboração com Merzbow e de longe o mais interessante lançamento da sua carreira. Esta será a sua estreia em Portugal.

 
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Desde 2013 que o Amplifest aposta numa banda/artista surpresa. Nesse mesmo ano os escolhidos foram os portugueses Catacombe, já na edição passada fomos brindados com os, também portugueses, Sektor 304. Nesta edição, e pela primeira vez, será uma banda estrangeira que irá subir ao palco na sala 1 do Hard Club, e só nessa mesma subida ao palco ficaremos a saber quem são. Fica lançado o desafio, podem começar a lançar as vossas apostas.

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• “Nós Somos a Tempestade”

Outra parte importante e imperdível desta edição do Amplifest é a apresentação do livro “Nós Somos a Tempestade – Conversas Sobre o Metal Alternativo dos EUA” de Luiz Mazetto, pelo próprio autor. Este livro incide sobre entrevistas a vinte e cinco bandas, divididas em 8 capítulos, como Neurosis, Eyehategod, ISIS, Mastodon, Converge, Cave In, Saint Vitus e Oxbow. O nono capitulo é dedicado ao cinema, mais especificamente a realizadores de documentários ligados às bandas entrevistadas. Prefaciado por Nate Newton (Converge), este livro inclui também uma lista dos 50 álbuns essenciais deste movimento – este é um livro que nos dá uma visão mais ampla sobre algumas das vertentes musicais mais interessantes da atualidade.

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• “Here is a Gift For You, An Old Man Gloom Documentary”

Este é um documentário a não perder para os fãs de Old Man Gloom. Para além de posts hilariantes, em que metade envolvem macacos, piadas, memes e coisas do género, este quarteto é um nome “de culto do sludge experimental” – com membros de Converge, ISIS e Cave In. “Here is Old a Gift For You” terá a sua primeira projeção pública no Amplifest e é composto por entrevistas e concertos da banda.

 
• “Rungs in a Ladder”

Seguimos com mais um documentário, desta vez de Jacob Bannon vocalista dos Converge, membro fundador dos Supermachiner, fundador da editora Deathwish e proeminente artista visual.

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• The Outer Limits

As Amplitalks são, sem dúvida, uma das atividades mais subvalorizadas do Amplifest, e por isso tinham que estar presentes neste artigo. Como o titulo indica, esta Amplitalk vai debruçar-se sobre os limites da música, do experimentalismo, da “reinvenção da roda musical”. Será que existe mesmo um limite? Teremos Stephen O’Malley (Sunn O))) e muitos mais), Kurt Ballou (Converge) e Mories (Gnaw Their Tongues).

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Amplifest: First Light

Pela primeira vez, o Amplifest terá uma espécie de warm up em parceria com o Black Mamba – restaurante de hambúrgueres vegetarianos com um conceito único, que mistura a comida e a música, onde para além de jantar, podem comprar discos – e com os media partners – WAV., Ruído Sonoro, Arte-Factos, Ponto Alternativo. Apesar das reservas para o Black Mamba estarem já esgotadas, podem sempre passar pelo Cave 45 para começar o Amplifest da melhor forma possível: rodeados de amigos e boa música. Fica o convite feito.

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Por Sara Dias / 16 Setembro, 2015

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