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Hellfest 2017 • Antevisão/Playlist Temple e Altar

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Bem-vindos mais uma vez! Retornarmos esta semana a um novo desafio perante a grande aventura que nos aguarda em Clisson, na França. Com a introdução já brevemente feita na primeira parte da antevisão ao Hellfest, mergulhamos imediatamente na lista colossal de nomes e artistas que estamos todos mortinhos para ver entre 16 a 18 de junho. Focamo-nos esta semana nos palcos Altar e Temple, pontos que estão reservados os sub-gêneros de metal mais extremos no espectro. Sublinhamos a presença de bandas dentro do death, black, doom, thrash e folk, igualmente quantificadas entre veteranos e new-comers.  Uma dualidade que é de facto, uma verdadeira ode à variedade do estilo, sem suplicar e sem grande esforço, que sublinha em igual quantidade o número de bandas que respiram lentidão, técnica, velocidade, progressão e ecleticidade.

Altar. Mais conhecido por ser o sonho molhado de qualquer verdadeiro adepto de death metal, é aqui que se pode sentir o peso das guitarras e onde o ritmo funde com a plenitude da artilharia bélica. No primeiro dia, vai ser impossível ignorar o caos alienígena dos espanhóis Wormed, os míticos Exhumed, Krisiun e Cryptopsy. Para fechar a noite, servem-se dois nomes importantíssimos da velha guarda americana: De um lado temos a banda que nos ofereceu Cause Of Death e no outro o grupo responsável pelo Severed Survival. Obituary e Autopsy, dois grupos que prometem autêntica chacina no fecho do palco do primeiro dia. Nos dias seguintes, a ação vai estar mais dispersa mas há nomes que prometem caos cirúrgico. Enquanto que no segundo dia haverá a oportunidade imperdível de ver a única data de Nails na Europa, aguardardam-se também nomes como Decapitated, Soilwork, Pain Of Salvation ou Opeth. No derradeiro dia, as sonoridades expandem-se para os lados do goth/black com Emtpiness e Nostromo, e para o thrash/speed com os inigualáveis Coroner, Metal Church e Hirax.

Temple. Literalmente o templo. Bem evidenciado como o local sagrado de todos os rituais, procissões, missas e pura contemplação, onde as arcadas e a arquitetura gótica se lança entre os pesados balanços de black metal e funeral doom. Subadjacente a essas duas cadeias entrelaçadas, vemos vestígios de desdenhoso poderio na espiritualidade do folk e pagan metal. No primeiro dia, os deuses derrubam os portões de ragnarok com Týr e lendas da segunda onda de black metal norueguês, Dodheimsgard. Para brindar um fim de noite como poucos, teremos no palco uma dupla equitativamente controversa, os suecos Marduk e os austríacos BelphegorOs próximos dias dispersam-se, mais uma vez, e o ritmo baixa consideravelmente para géneros mais expansivos e atmosféricos. No segundo dia o funeral doom densifica as capelas das primeiras horas do recinto, sendo que no final do dia haverá um brinde ao som de Turisas e Alcest, mesmo antes da aparição dos norte-americanos Deafheaven. Testemunharemos também o potencial set do dia com os noruegueses Wardruna, a prometer procissão total com o seu folk de louvor à mãe natureza e aos deuses nórdicos. O terceiro dia será um campo de batalha para nomes como Ghost Bath, Equilibrium, Scour e os míticos Emperor. O fecho da noite estará ao cargo do frenezim de industrial e sintetizadores à anos 80 de Perturbator, a prometer uma despedida com muita nostalgia e festa!

Aguardem por mais uma parte da antevisão, onde estarão em análise os dois palcos principais do festival. Até lá, a habitual playlist com as nossas maiores apostas entre as bandas destes dois palcos.

 

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Por João "Mislow" Almeida / 22 Maio, 2017

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