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Reverence Valada 2016 • Qual o concerto que não se deve mesmo perder?

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O Reverence Valada está de volta para a sua terceira edição e, tal como nos tem habituado, apresenta um cartaz recheado de estreias absolutas em Portugal e de bandas que não pisavam solo nacional há já vários anos.

Por entre nomes de géneros diversos e concertos das 14h às 06h da manhã, torna-se quase impossível eleger a priori aquele que, na teoria, é o concerto mais imperdível desta edição. Nesse sentido, estivemos à conversa com distintas personalidades que de certa forma estão ligadas ao festival, dizendo-nos qual é a atuação que não vão mesmo perder por nada deste mundo.

 

Mathieu Gazeau (Baterista dos Mars Red Sky)

Without any doubt, my number one artist playing at Valada this year is KILLING JOKE. Their 3 last albums are fantastic, I’m super excited to see them live a bit before we play. I kinda discovered this band lately, in the 2000’s. Of course, I instantly got from where Nirvana, Failure, Jawbox, Fear Factory and many other metal bands got their inspiration.

 

Claire Bernadet (Assessora de Imprensa e fundadora do site The Heavy Chronicles)

If there’s one band I won’t miss at this year’s Reverence Valada, it’s undoubtedly Thee Oh Sees. These guys are real party-starters, an indestructible surf rock steamroller. Catch them on Thursday and you’ll have the time of your life!

 

Joana Brito (Guitarrista/Vocalista dos The Black Wizards)

The Brian Jonestown Massacre. Já há algum tempo que me apetecia vê-los e parece-me que acertaram na altura certa porque vai ser a cereja no topo do bolo para acabar o verão. Os gajos têm uma vibe super chill. Sempre que ouço o Their Satanic Majesties’ Second Request fico bem disposta, mesmo que esteja super chateada.

 

Alexandra Martins (DJ Nance Falecida)

Para mim, não existe outra banda que exalte tanto o que é o stoner psicadélico neste momento como os Dead Meadow. Conseguiram revigorar a cena psych nos US e, talvez por essa razão, os incluía frequentemente nos sets que faço. São uma banda de porte, com já vários anos de casa e um bom leque de discos, de onde destaco, com carinho, o Shivering King and Others de 2003. Noto diversas influências desde o folk tradicional à psicadélia dos 60’s, o que me agrada porque essas influências fazem parte do meu background pessoal.

 

Paulo André Cecílio (Jornalista Blitz / Bodyspace)

Seja qual for a pergunta relativa ao Reverence deste ano, a resposta só pode ser uma: Yawning Man. Porque é um concerto que já vem com atraso. Porque será a estreia deles por cá. E principalmente porque são uma banda do caralho: stoner sem ser vulgar, psicadélico sem ser cliché, e riffs que não são roubados aos Sabbath ou outra retromania qualquer. Além disso, de todos os nomes presentes no cartaz, são os que irão melhor com a erva essencial. Já agora, alguém safa?

 

Daniel Makosch (Editora Raging Planet)

Puseram-me a questão sobre que banda queria ver no Festival Reverence Valada 2016 e lembrei-me logo de Killing Joke, banda que adoro e que certamente gostaria de ver pela décima quinta ou décima sexta vez, já nem me lembro. Dos Farflung, que infelizmente não vão puder vir ou de umas quantas outras, de um cartaz tão recheado de curiosidades. Como não poderia deixar de ser também me lembrei logo dos artistas aos quais estou ligado “editoralmente”. Certamente que The Black Wizards, Mécanosphère, Earth Drive, The Quartet Of Woah, Fast Eddie Nelson, La Chanson Noire, Riding Pânico ou Miss Lava iriam ver este evento como algo extraordinário e preparar um gig especial para o mesmo, mas depois de uns dias a pensar na pergunta com mais atenção, pensei em uma banda que queria ver, que nunca se proporcionou e que certamente não queria perder nesta ocasião. São os YAWNING MAN, banda que há anos atrás propus a alguns promotores e nunca ninguém achou que valeria a pena trazê-los, apesar de estarem naquela altura aqui ao lado, em Espanha, para uma das poucas digressões em solo europeu. Esta banda, formada em 1986 na Califórnia e que só gravou o seu primeiro disco 19 anos depois (lançando até então algumas demos), foi apesar disso uma das primeiras e mais influentes bandas do dito “Stoner/Desert Rock”. São um bocado como os Melvins são para o “Grunge”, os padrinhos do movimento, marcando bandas que viriam a seguir o seu rasto, tanto os Sons Of Kyuss como toda a “Family Tree” dos Fu Manchu aos Queens of the Stone Age da região, como inúmeras bandas que se seguiram no movimento, um pouco por toda a parte do mundo, nos últimos 30 anos. Ainda contam com dois elementos da formação original e trazem na bagagem o excelente Historical Graffiti editado este ano. É certo que o género evoluiu e que foram feitos discos fantásticos no meio, mas é sempre bom ver um “original”. Vai haver um cheirinho de deserto em Valada do Ribatejo.

 

 

De recordar que ainda estamos a oferecer Passes Gerais para o Festival no Reverence Valada Passatempo #2. Os horários do festival já são conhecidos e podem ser consultados aqui.

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Por Wav / 6 Setembro, 2016

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