18
QUI
19
SEX
20
SAB
21
DOM
22
SEG
23
TER
24
QUA
25
QUI
26
SEX
27
SAB
28
DOM
29
SEG
30
TER
31
QUA
1
QUI
2
SEX
3
SAB
4
DOM
5
SEG
6
TER
7
QUA
8
QUI
9
SEX
10
SAB
11
DOM
12
SEG
13
TER
14
QUA
15
QUI
16
SEX
17
SAB
18
DOM

Cícero: "Já não existe o sensor da gravadora que diz quem merece ser gravado e ouvido"

29 de Fevereiro, 2016 EntrevistasDiogo Alexandre

Partilhar no Facebook Partilhar no Google+ Partilhar no Twitter Partilhar no Tumblr

"Everything I make is rooted 100% in improvisation" - Julianna Barwick

"Venham, é uma oportunidade única", Tojo Rodrigues (Black Bombaim)
10629442_707056972711958_1998765632907036253_o

Cícero, brasileiro natural do Rio de Janeiro, conta já com três discos editados em casa - Canções de Apartamento (2011), Sábado (2013) e A Praia (2015) - e é para muitos completamente desconhecido, para outros a maior pérola musical vinda do outro lado do Atlântico. Aproveitamos mais uma vinda de Cícero a Portugal para uma mini-tour nacional e recuperamos uma conversa que tivemos com o artista aquando uma das passagens anteriores pelo nosso país. A conferir:

 
Como é que tudo isto aconteceu? Como é que explicas este teu grande crescimento enquanto nome de referência da nova vaga de MPB?
Aconteceu tudo muito repentinamente. Eu meti os álbuns para download na internet e as pessoas ouviram, gostaram, partilharam... e foi acontecendo. No último ano eu tenho vindo tocar a Portugal com alguma frequência por causa desse processo de partilha. Gerou como que um processo em cadeia.

 
Como é que a música surgiu na tua vida?
A música foi entrando de uma forma bem natural: o meu pai tocava guitarra, lá no meu meio toda a gente tocava guitarra e eu acabei pegando na guitarra também. Eu não sou um musico académico, não tenho uma formação formal, tenho uma formação urbana/superficial, mas tenho um interesse profundo pela música desde muito novo, então eu fui fazendo as coisas e a música foi correndo em paralelo.

 
Já consegues viver só da música?
O lançamento do primeiro disco gerou uma demanda de tempo e de espaço incríveis e eu entendi que precisava de mais tempo para me dedicar à música. Com o Sábado eu já encarei a música como uma carreira, completamente. Hoje em dia só faço música, não sou particularmente famoso, o que é normal, gravei uns discos mas não faço muito dinheiro, tenho um estilo de vida que a minha música proporciona e então é uma engrenagem que se está estabelecendo de uma forma tranquila. E Portugal foi uma porta que se abriu, existe um conjunto de pessoas que gostam do que eu faço, que se identificam com o que digo, então eu tenho voltado e tenho notado que dá para voltar e não só vir quando o rei faz seu aniversário.

 
O que achas do renascimento do MPB no Brasil e em Portugal? O fenómeno chega a ser mundial? Qual é a tua visão do assunto?
Eu não sei se é em Portugal ou mundial. Eu acho que é um pouco mundial mas mais em Portugal por causa do idioma e da identificação com a poesia. O resto do mundo consome também o som mas tem um trabalho maior para entender do que se trata. O Rodrigo Amarante teve essa coisa de fazer canções em inglês e francês, justamente para abrir a possibilidade de identificação. O que eu acho? Eu acho ótimo e acho que isso é sinal dos tempos: devido à internet há uma maior facilidade em passar a música mas não só, está passando também o teatro, o cinema, a dança, a literatura, está tudo acontecendo à escala global e isso é um passo que não se dá mais para trás. Já não existe o sensor da gravadora que diz quem merece ser gravado e ouvido, a editora que diz quem merece ser editado e lido, a produtora que diz que filme merece ser produzido. Agora é direto, uma pessoa faz e se aquilo tem força de identificação humana aquilo acontece. Foi um pouco como aconteceu aqui em Portugal.

 
Quem são os teus ídolos, musicalmente falando?
Ihh cara, essa pergunta é difícil... Tem muitos... Cada época é um, porque em cada época você está numa fase diferente. Quando eu era Beatlemaníaco era o John Lennon, aí quando eu estava na Bossa Nova era o Tom Jobim, quando eu estava na época da música clássica era o Villa Lobos, era Bach... Agora eu estou numa onda de Samba Rock dos anos 70, tipo aqueles primeiros discos do Jorge Ben, do Erasmo (Carlos), d'Os Mutantes... Então agora para mim Arnaldo Baptista é Deus! (risos)

 
E Raúl Seixas? Não gostas de Raúl Seixas?

É, é, é, Raúl é demais. Eu tive uma fase Raúl também. Todo o mundo teve uma fase Raúl. Fase Novos Baianos. Lá no Brasil também tive a fase Novos Baianos.

 
Gostas de tocar em Portugal?
Sim, sim, o público é diferente mas o clima é o mesmo. Foi um país que me acolheu muito bem e talvez a seguir ao Brasil, seja a minha segunda casa. E espero voltar mais vezes.

 
Próximos espetáculos de Cícero em Portual:
02/03 - Estúdio Time Out, Lisboa
03/03 - Escola de Artes e Ofícios, Ovar
04/03 - Theatro Circo, Braga
05/03 - Cine Teatro Avenida, Castelo Branco

 
por
em Entrevistas

Cícero:
Queres receber novidades?
Comentários
http://www.MOTORdoctor.PT
Contactos
WAV | 2018
Facebook WAV Twitter WAV Youtube WAV Flickr WAV RSS WAV
Queres receber novidades?