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Entrevista com Lotus Fever

30 de Março, 2015 EntrevistasDiogo Alexandre

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Estivemos à conversa com os Lotus Fever, uma das bandas-revelação de 2014, antes de um concerto no Musicbox, em Lisboa. A banda composta por Bernardo Afonso (teclados), Diogo Abreu (Bateria), Manuel Siqueira (guitarra) e Pedro Zuzarte (voz) aceitou de bom grado a nossa proposta e proporcionou-nos cerca de 30 minutos bem passados que terminaram com a atuação surpresa da nova Cesária Évora. É ler!

 
Para começar, a pergunta da praxe: Porquê Lotus Fever?

Bernardo Afonso: Lotus Fever porque quando tivemos que escolher um nome (a sério) para banda, ocorreu-nos um episódio (aquele que, em parte, nos fez começar a tocar juntos) que consiste no seguinte: o pai do Diogo é diplomata e estava na Índia com ele, na altura, e eu, por acaso, também lá estava a fazer de voluntariado. O Manuel e o Pedro vieram-nos visitar e depois fomos com o Diogo a um sítio qualquer (um pântano) e acabamos por ficar doentes. Apanhámos um doença chamada Febre de Lótus e tivemos que ficar de quarentena em casa, Nesses dias que estivemos fechados em casa, sem nada para fazer, começámos a tocar. Nós os quatro já tocávamos, o Diogo toca desde puto, o Manuel também e eu também. O Manuel e o Pedro já tocavam há uma data de anos juntos, inclusive. E pronto, começámos a tocar a partir daí. Quando foi para escolher o nome da banda, lembrámo-nos desse episódio, e daí o nome Lotus Fever.

 
Eu sei que vocês tiveram um projeto anterior a este chamado “Roadies”, e que chegaram, inclusive, a tocar no Cinema S. Jorge em 2011. Como é que sucedeu essa transição/evolução?

BA: Eishh, isso foi mesmo nos primórdios da banda. O Diogo ainda nem fazia parte da banda e tínhamos outro vocalista. Nós, de facto, chegámos a dar alguns concertos juntos, só que só tocávamos covers. Foi porreiro para começarmos a ganhar alguma química de banda. Depois quando quisemos fazer essa tal evolução, foi na altura em que começámos a tocar com o Diogo, fizemos os primeiros originais, tornámo-nos mais Rock, com bateria e largámos os covers. Depois foi a mudança para Lotus Fever, ocorreu quando tivemos que “profissionalizar” a banda, quando tivemos mesmo que começar a sério, a falar com agências, com editoras, etc, e achámos, por bem, mudar de nome. E foi a melhor solução. Até hoje não estamos arrependidos.

 
No início da banda suponho que vocês não teriam agência. Como é que vocês conheceram as pessoas, arranjaram contactos? No fundo, como é que arranjaram agenciamento?

BA: De início, partiu muito do nosso trabalho e do nosso planeamento. Foi muito pensada essa fase, porque queríamos mesmo fazer as coisas bem. Percebemos que havia uma série de patamares e uma série de objetivos que teríamos que atingir até podermos chegar a tocar ao vivo, a receber, eventualmente, ou a gravar um álbum, como acabámos por fazer. Inicialmente, gravámos um E.P. (de 5 músicas) de modo a apresentarmos o nosso trabalho, uma espécie de cartão de visita. Depois, fomos nós na internet a queimar pestanas: a pesquisar blogs, a pesquisar mails de editoras com ferramentas, com isto com aquilo, para tentar mandar o nosso trabalho para todo o lado com uma boa apresentação. Depois aconteceu, por acaso, a Rafaela (Afirma), que é a nossa agente, neste momento, contactou-nos na altura, e pronto, as coisas proporcionaram-se. Ela achou que nós tínhamos ali um trabalho que poderia ser interessante trabalhar e apostou em nós nesse sentido. A história é exatamente essa: é só trabalho e tentar perceber como é que se pode planear o futuro.

 
E foram vocês que entraram, primeiramente, em contacto com ela ou foi o inverso?

BA: Não, fomos nós que entrámos primeiro em contacto com ela, com a Afirma, naquele caso. De acordo com as nossas investigações de quem é que, em Portugal, nos poderia interessar para trabalhar, uma das opções foi a Afirma, por ser uma agência com algum nome no mercado. Por essa razão é que nos quisemos dar a conhecer, digamos assim. Eles acharam o projeto interessante, acharam que poderiam trabalhar e acrescentar alguma coisa ao projeto, e foi assim que aconteceu.

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Seis meses após terem lançado o disco como é que tem sido a receção da crítica e do público em geral?

BA: Acho que tem sido incrível. O grande problema de muitas das bandas da nossa dimensão, ou que queiram crescer em Portugal, é querer crescer demasiado rápido. Claro que Portugal não é um mercado em que uma banda lança um disco e fica com a vida feita, as coisas não acontecem assim. É preciso trabalhar, como é óbvio, e isso faz parte do que é construir uma carreira na música. Nós, de todos os indicadores que temos, até agora tem corrido bem. A pouco e pouco, também por causa do nosso estilo, temos vindo a conquistar alguma malta e isso é importante. Neste caso, o que nós podemos começar por pegar é realmente a crítica: malta dos blogs, de algumas revistas como a Arte Sonora, de alguns jornais onde já começam a falar de nós... Nós achamos que é assim que se vai construindo uma base de fãs forte e até agora não nos podemos queixar. Nos sítios onde temos tocado tem estado imensa gente, com um bom feedback e a curtir dos concertos. Isso é que é preciso.

 
Quais são as vossas principais influências?

BA:Nós temos um processo engraçado na banda que acaba por funcionar. Todos nós temos os nossos gostos individuais. Procuramos música e sempre que um de nós ouve um álbum que acha que tem valor e merece destaque, partilhamos uns com os outros e falamos sobre isso. As nossas influências acho que partem muito por aí, reflete-se tudo muito nos nossos ensaios, aquilo que vamos ouvindo, o mood em que estamos, etc. E nessa altura acabamos por ter os quatro o mesmo mood porque acabamos, os quatro, por estar ouvir, mais ou menos, sempre a mesma música. Vamos sempre ouvindo nova música mas estamos sempre a ser influenciados pela mesma música. Por exemplo, os Jungle, que eu fui o primeiro a ouvir e fui o último a ficar rendido, são uma banda que, à partida, não têm assim muito a ver com o estilo de música que nós praticamos. Para uma pessoa que ouça desatentamente, não tem assim tanto a ver quanto isso, parecem estilos diferentes, mas nós arranjamos ali coisas em Jungle que são muito boas e acabam por nos influenciar, como é óbvio. Também somos influenciados pelos “clássicos”: The Beatles, Pink Floyd, Led Zeppelin, Radiohead, entre outros. E até por malta mais nova: Tame Impala, Alt-J, MGMT, Jungle, Bon Iver, James Blake, Sufjan Stevens... muita coisa!

 
Eu ouvi o vosso disco, pouco tempo depois de sair, e notei algumas influências progressivas nalgumas das vossas músicas, estou correto?

Manuel Siqueira: Imenso!
BA: Sim, imenso. Apesar de nós fazermos um tipo de rock progressivo, a onda que nós gostamos mais dentro do prog é, mais ou menos, Radiohead. Esse estilo de progressivo, não tanto como o clássicos. É claro que a gente gosta de bandas como os Yes, Pink Floyd, Genesis, nós gostamos, mas não é isso que nós gostamos ou fazer ou que vamos fazer.

 
Então e a cena mais fora que vocês ouvem e que não se espelha minimamente no trabalho que vocês fazem

MS: Snarky Puppy!
BA: Provavelmente, sim. Snarky Puppy. Uma banda de Jazz Fusion que acaba por ser uma influência e que não tem nada a ver com o nosso género musical, até pela sua complexidade musical, o que acaba por nos desafiar um bocado na composição de novos temas.

 
Até agora qual é que foi a vossa melhor experiência em palco? Aquele momento em que vocês pensaram: “Fonix! Ainda bem que fiz uma banda!!!”.

BA: Já aconteceu algumas vezes.
Pedro Zuzarte: Nesta tour aconteceu em todos, praticamente.
MS: Mais em dois!
PZ: Sim, mais em dois! O concerto com que nós nos estreámos aqui no Musicbox foi do caraças porque vimos imensa gente fã da banda que nós não conhecíamos. Depois essa experiência foi-se repetindo nas outras cidades. O primeiro concerto que a gente deu fora de Lisboa foi em Évora, na SHE (Sociedade Harmonia Eborense), e aquilo é uma casa incrível. Estava um grande ambiente. Nós à espera de umas dez pessoas e aquilo cheio! Mas o nosso melhor concerto até agora foi em Coimbra, no Salão Brasil. E agora é repetir isso, sempre a subir!

 
Qual é que era a sala em Portugal e/ou no mundo em que vocês sonhavam tocar?

BA: Eu tenho uma sala no mundo onde se tocasse era um homem feliz: Paredes de Coura. Não é uma sala, é um anfiteatro natural, mas é o que interessa. Porque acho que quem foi a Paredes de Coura sabe o que aquilo representa para quem gosta de música.
MS: Eu acho que não supero o Bernardo. (risos) No mundo, tocava em Wembley.
PZ: No Sin-é.
Diogo Abreu: Royal Albert Hall.

 
Que bandas portuguesas é que vocês admiram?

MS: Acho que há para aí quatro que são As!
BA: Sim, há muitas que nós gostamos, mas mais particularmente: B Fachada, Capitão Fausto, You Can't Win Charlie Brown e Sensible Soccers.

 
E das mais antigas?

BA: É o José Cid, com os 10.000 Anos, e os Ornatos Violeta, mas esses são históricos nem é preciso referir.

 
Já vos pediram para tocar Xutos? (risos)

BA: Não, e espero que nunca. (risos) Já curti muito de um concerto de Xutos mas espero que não nos peçam para os tocar.

 
Última mensagem para quem estiver a ler.

PZ: Venham aos nossos concertos, comprem os nossos discos e sejam felizes! (risos)
BA: Pois é! Dia 27 de Março no Plano B (Porto) com as Golden Slumbers e dia 28 no Club de Vila Real, venham ver-nos!
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em Entrevistas

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