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[Entrevista] Dead Combo

01 de Julho, 2014 EntrevistasBruno Pereira

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[Entrevista] T.204

[Entrevista] Nick Allport
Dead Combo

Encontramo-nos com o Duo Lisboeta em Vila Real para uma pequena conversa sobre uma carreira que continua a trazer boas criações à música Portuguesa.
Falamos sobre algumas novidades que possam estar para vir, sobre o passado dos Dead Combo e sobre a presença no Fusing, que vai ter lugar na Figueira da Foz em agosto e vai contar com um enorme leque de bandas Portuguesas, contando claro com os Dead Combo. Uma boa conversa com duas pessoas impecáveis.

 

WAV: Estavam à espera de ter tanta visibilidade num País onde não se ouve tanto este género?

Pedro: A malta quando começou com isto, não estávamos à espera de nada. E mesmo hoje em dia não esperamos coisas, não somos uns gajos de carreiras nem de pensar muito nas coisas e fazer um som assim ou assado. Surgiu tudo naturalmente, não estávamos à espera. Também é um bocado da endurance da malta, andar aqui há 11 anos a chatear as pessoas com a mesma coisa, ao fim de 11 anos o pessoal pensa: "Ah! estes gajos existem".



WAV: Nestes últimos anos houve um grande crescendo dos Dead Combo em Portugal e mesmo fora do País, têm alguma explicação para este acontecimento?

Pedro: Na altura em que aparecemos, também apareceu mais malta a fazer coisas diferentes. Os Paus é mais recente, mas sei lá, coisas mais antigas, o Norberto Lobo, há uma série de malta que fazia assim umas coisas diferentes e ao fim de algum tempo eu acho que as pessoas começaram a prestar alguma atenção.

Trips: Eu acho que o que nos abriu também o caminho foi o fato de ser música instrumental. Também nos aconteceram várias coisas que fizeram dar visão à nossa música, a cena do Tony Bourdain, termos aparecido no telejornal. Coisas que aconteceram que nos fizerem notar que as pessoas começaram a ligar mais.



WAV: Foi dito por vocês que este último álbum é que é mesmo Dead combo, estão a pensar fazer algo que entre por outros caminhos?

Pedro: Eu acho que o género dos Dead Combo é experimentar seja lá o que for (risos). Ou seja, nunca nos pusemos barreiras, musicalmente falando, a única coisa que fazemos é, às vezes, depois de termos feito as músicas, irmos ouvir e dizemos se isto soa a Dead Combo ou não. Agora o que isso é não sei, não sabemos, mas é uma coisa óbvia para nós. Já falamos muitas vezes de música asiática por exemplo, um gajo nunca sabe.

Trips: Uma coisa que a gente gosta é de experimentar. Uma das coisas que gosto mais na música é de descobrir, para mim é o lado mais interessante na música. E depois também tocar ao vivo, obviamente, mas essa procura de achar coisas, de maneiras de tocar, acho que isso vai estar sempre presente nos Dead Combo, isso faz parte dos Dead Combo. Por isso é que somos quase uma amálgama de estilos, juntamos tudo numa identidade que são os Dead Combo.



WAV: Vocês tiveram algum sucesso nos US com outros discos, sabem como está a ser o feedback com o novo?

Pedro: O sucesso é sempre uma coisa um bocado relativa, atenção. Foi através desse programa de televisão, que é visto por milhões de pessoas pelo mundo inteiro, de repente descobriram os Dead Combo através do programa e foram comprar os discos. Para nós foi fantástico. A visibilidade que nós tivemos foi uma coisa pontual, graças a esse programa.



WAV: Está alguma tour programada para os US?

Pedro: Sim, está. Para o ano que vem.



WAV: Nota-se que Vocês dão muita atenção à vossa imagem, como se viu no último álbum, nos restantes e mesmo na forma como montam os vossos palcos. As ideias são vossas ou como funciona toda a parte criativa?

Trips: Somos nós. Essa sessão fotográfica específica para o novo disco, a ideia foi da Pauliana Valente Pimentel, irmos lá para um quarto com uma rapariga. Agora, tudo que é cenários, controlamos muito a nossa imagem.

Pedro: Controlamos. O altar, os quadros, que é uma coisa que costumamos usar mas hoje não dava. São coisas que pedimos a pessoas para fazerem, pessoas que nós achamos que têm muito valor.



WAV: Vocês acham que esse cuidado com os cenários e toda a artwork complementa e acrescenta valor a um trabalho musical?

Pedro: À música propriamente dita não. Mas acrescenta qualidade a um espetáculo ao vivo. Se não tivéssemos todo este cenário era tudo muito mais pobre. Um espetáculo ao vivo é também um espetáculo visual. A apresentação do disco também é importante, tu olhas e pensas "olha este disco é giro". Antigamente o pessoal comprava os discos pelas capas.

Trips: E às vezes a música era má. E há grandes discos com capas muito más também.



WAV: Costuma-se ver uns Dead Combo num formato mais rebelde, existe alguma explicação para essa escolha visual?

Pedro: Há uma coisa que são estes dois gajos com quem vocês estão a falar, depois há os personagens dos Dead Combo. São gajos que têm uma história própria, é como se fossem uns personagens de BD. Tem a sua história própria, têm a sua vida própria, tem lá vidinha deles. Esses gajos sim, são uns bandidos, são assim uns crápulas, mas são boas pessoas também ao mesmo tempo.

Trips: São gajos sem compromisso com ninguém, da rua, sempre metidos em confusões, em rixas, em sítios escuros. São quase tipo umas almas penadas.



WAV: Estão aqui em Vila Real mas também estão confirmados para o Fusing, acham que esses Festivais que não estão em meios tão urbanos fazem sentido? Ou deviam mesmo existir em maior número?

Trips: Faz sentido, ao fim ao cabo apresentar outro tipo de bandas e música a meios que não estão habituados a isso. Acho que é importante haver estes festivais de dimensões mais pequenas e de divulgação do que se anda a fazer. E mesmo para essas cidades, turística e economicamente.



WAV: O Fusing apresenta um cartaz maioritariamente com bandas Portuguesas, acham que se devia começar a apostar mais em cartazes desse género?

Pedro: Acho que sim. Se formos a ver, é em Portugal que a gente vive e em Portugal faz-se música muito boa. Os festivais grandes é óbvio que vão chamar bandas estrangeiras mas acho que os outros festivais chamarem bandas portuguesas faz muito mais sentido do que bandas tipo Mocheeba que já vieram cá 700 vezes. Há imensas bandas portuguesas, imensas mesmo, muito boas, coisas novas que não vão a festivais nenhuns. Acho que se deviam dar muitas mais oportunidades a essas bandas.



WAV: Vocês têm um fascínio por Lisboa à beira rio, acham que cenários como o Fusing e as suas praias, ajuda no que toca aos próprios concertos?

Pedro: Claro que sim. Se fosse no meio de uns prédios no suburbio acho que não tinha assim grande piada.



WAV: Vocês que já tiveram alguns concertos fora de Portugal, acham que o público Português é assim tão bom como costumam dizer algumas bandas estrangeiras?

Pedro: Isso para nós é um bocado suspeito. O público português é um público que nos conhece melhor, que nos acompanha desde sempre. Claro que é, mas lá está, é um bocado suspeito da nossa parte.



WAV: Alguma vez tiveram um concerto onde não estivesse praticamente ninguém na plateia?

Pedro: Recentemente não, desde há uns anos não. Mas nos primeiros 5 anos chegamos a estar a tocar praticamente para ninguém.

Trips: Isso é uma coisa que eu aconselho, que é tocar para ninguém (risos). É verdade, é uma experiência. Às vezes essas más experiências, das duas uma, ou desistes ou ganhas força para continuar. Aí às vezes é que mostras que queres as coisas. Lembro-me daquela vez com o Tiago na tour da Bíblia, até foi na Figueira da Foz (risos).



WAV: Acham que em Portugal ainda falta algum know how para se conseguir ter sucesso fora do próprio País?

Pedro: A indústria da música em Portugal começou à 20 anos mais ou menos e sempre foi uma coisa virada de Portugal para Portugal. A única coisa que se exportou desde sempre foi fado, porque pronto, é coisa única, é património, essas coisas. Ainda não houve ninguém que tivesse a inteligência e os conhecimentos para poder exportar a música portuguesa. Agora começa a acontecer, já há montes de malta a tocar lá fora.



WAV: É verdade que vocês foram convidados para tocar num funeral?

Pedro: Convidaram-nos para ir, era numa comunidade de emigrantes Portugueses nos Estados Unidos. Não fomos, chamamo-nos Dead Combo mas não é para levar isso à letra.

Trips: Queriam que fossemos lá tocar uma música, a Electrica Cadente. Acho que essas situações são coisas demasiado sérias e nós nunca somos uns gajos muito sérios.
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