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[Entrevista] Elephant Stone

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Elephant Stone @Sabotage Club © Diogo Oliveira

Os Elephant Stone (banda psicadélica Franco-Canadiana) são: Rishi Dhir, Gabriel Lambert e Miles Dopire. No passado dia 5 de Outubro estrearam-se em Portugal, no Sabotage Club, onde proporcionaram bons momento psicadélicos e de união de almas. Estivemos à conversa com o vocalista e líder da banda (Rishi Dhir) depois do concerto, onde lhe fizemos algumas perguntas.

 

Porquê Elephant Stone?

RD: Eu tenho uma estátua de Ganesha, o Deus Indiano da nova prosperidade. Ele é um Deus elefante, daí o nome ”Elephant Stone”. É também uma música dos Stone Roses.

 

Onde e porque é que se lembraram de trazer influências indianas para a vossa música?

RD: Eu cresci a ver filmes de Bollywood, a estudar música e a ouvir os Beatles, já toco cítara mais ou menos há 16 anos. Quando começámos esta banda eu já tinha a intenção de fundir a música oriental com a música Pop e o resultado é o que se vê.

 

E isso surgiu de forma natural ou tens ascendência Indiana?

RD: Sim e não. Eu nasci e cresci em Montreal mas os meus pais são Indianos e mudaram-se para Montreal nos anos 60. A minha tia, que vivia na Índia e era vocalista clássica, incentivou-me a tocar cítara como já era tradição da família, foi devido a isso que eu comecei a tocar.

 

Quais são as tuas principais influências musicais?

RD: Os Beatles. Tem tudo a ver com os Beatles. Quando eu tinha 7 ou 8 anos eu ouvia muito os Beatles, eram a minha banda preferida. O Revolver é um grande álbum, a “Love You To” é um exemplo claro das nossas influências enquanto banda, tem um preenchimento de cítara espantoso.

 

Como é que está a “cena musical” no Canadá? Podem-nos recomendar boas bandas de Montreal?

RD: É difícil saber porque nós andamos sempre em tour. Existem muitas bandas e é um “mundo” muito grande. De Montreal, posso recomendar os Suuns e os El Napoleon. Sinceramente, não sei de nenhuma banda que tenha aparecido recentemente. Nós adoramos os Temples e os Tame Impala.

 

Nesta tour, qual foi o vosso concerto favorito? Tocaram em algum sítio especial?

RD: Todos os concertos são bons. Com o tempo eu aprendi a entrar em palco sem expectativas, e assim, no final de contas, todos os concertos acabam por ser bons, é a única forma de fazeres isto. Nós viajamos de cidade para cidade todas as noites e por vezes vários dias. Tens que apreciar o momento do concerto como se fosse o último, de modo a manteres a chama acesa, se não está tudo acabado.

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Por Diogo Alexandre / 6 Novembro, 2014

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