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"O Cosmic Logic foi um desafio enorme", Aaron Coyes (Peaking Lights)

22 de Julho, 2015 EntrevistasBruno Pereira

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Entrevista • The Blue Drones

"Metade do trabalho é ter mente aberta", Márcio Laranjeira (Lovers & Lollypops)
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Indra Dunis and Aaron Doyes formam os Peaking Lights, um duo californiano que se notabilizou por uma sonoridade única, um "melting pot" de elementos em que o ponto central é o psicadelismo. Desde que começaram, em 2007, têm lançado discos quase todos os anos. Depois dos muito aclamados 936 e Lucifer, de 2011 e 2012, respetivamente, voltaram em 2014 com Cosmic Logic, um disco um pouco diferente dos antecessores.

Entre todos estes lançamentos foram pais de duas crianças, o que os impediu de andarem muito tempo em tour e decidiram montar um estúdio em casa para trabalharem na sua música. 2015 é finalmente o ano de regresso a Portugal, a primeira oportunidade do público português ver ao vivo temas destes três álbuns. Infelizmente não se vai poder contar com o duo completo, só Aaron Doyes (em formato Peakig Lights Acid Test) poderá vir ao Milhões de Festa em Barcelos, e aproveitamos esse mote para conversar com a metade masculina deste projeto.

 

Conta-nos quem são os Peaking Lights. Quando é que vocês se conheceram e decidiram fazer música juntos?
Peaking Lights sou eu mesmo, Aaron e a Indra. As nossas iniciais são A.C.I.D, daí Peaking Lights Acid Test. Começámos a fazer música juntos pouco depois de começarmos a estar juntos como casal, estávamos cada um em sua banda e juntamo-nos também musicalmente. A nossa primeira banda juntos chamava-se Rahdunes, onde também participava o nosso amigo Nate. Já não trabalhamos com ele mas ainda vamos mantendo contacto.

 

Cosmic Logic é o vosso novo álbum, sucessor do Lucifer e do 936. Isto tem a ver com astrologia, espiritualidade ou misticismo? Porquê esses nomes?
Foram só coisas de que nos lembramos. Os nossos primeiros álbuns chamam Clearvoiant e Imaginary Falcons, já uma longa linha de pensamento esotérico.

 

Como é que definem o "melting pot" de géneros presente na vossa música ao longo desses discos?
Temos vindo a fazer o que gostamos, acho que nunca pensámos sequer na necessidade de descrever isso.

 

Como é que foi essa evolução ao longo dos discos? Começaram com sons drone mais densos e psicadélicos e agora têm um som mais pop e dançável...
Os primeiros álbuns eram tão fuzzy e explosivos que nem dava para perceber o que estava a acontecer. O nosso equipamento explodiu, literalmente. Temos tentado descobrir, não apenas remexendo nas coisas que gostamos mas também como as produzir. É uma maratona mas é divertido. Tudo tão esquizofrénico que quando fizemos o Cosmic Logic queríamos fazer uma coisa que fosse mesmo preto no branco.

 

No Cosmic Logic vocês têm faixas muito mais curtas. Porquê?
Foi um desafio de tentar fazer música mais concisa e linear. Precisávamos de trabalhar dessa maneira. Mas quando tocamos essas faixas ao vivo eles ficam muito mais soltas.

 

Acham que já encontraram o vosso som definitivo ou vão continuar a explorar novos territórios nos próximos trabalhos?
Não. Vamos sempre mudar. As músicas que já escrevemos para o novo álbum são totalmente diferentes.

 

Quais foram as diferenças entre as criação e a produção entre os vossos discos? Sei que agora trabalham num estúdio caseiro com sintetizadores construídos por vocês.
Cada álbum teve os seus altos e baixos, mas no geral foram todos feitos em experimentalismo com o material que tínhamos. A lot of fucking around.

 

Agora vocês têm dois filhos, nascidos entre os lançamentos desses discos. Como é que têm gerido este trabalho e tomarem conta deles ao mesmo tempo? Tiveram impacto no vosso processo de criação?
É muito difícil fazer o que temos vindo a fazer. Há muitas razões, nunca tivemos a oportunidade de os deixar com os avós, por exemplo. Somos pais muito conservadores, não temos televisões nem os deixamos usar ipads. Não alinhamos em tendências de paternidade moderna. Os nossos filhos estão conscientes no mundo. Não temos sido capazes de andar em tour como outras bandas e isso de alguma maneira é mau para a vida da nossa. Como damos menos concertos, somos muito mais seletivos dos sítios onde atuamos.  Mas queremos experimentar mais com o nosso material e estou muito contente de trabalhar no estúdio em nossa casa.

 



 

A música "Beautiful Son" do Lucifer foi sobre o nascimento do vosso primeiro filho. A "Breakdown" do Cosmic Logic reflete esse tempo que tiveram de escrever o disco e tomar conta dele ao mesmo tempo? Ou, como se vê no vídeo, é sobre essa vossa aversão a redes sociais?
É sobre tudo isso, sentimento de sobrecarga. O Cosmic Logic foi muito difícil de escrever e foi tudo muito diferente para nós os dois. Acho que o 936 contou mais sobre os Peaking Lights às pessoas e o Cosmic Logic contou-nos mais a nós mesmos sobre os Peaking Lights. Um desafio enorme, mesmo.

 

Como é que são os vossos concertos? O Cosmic Logic soa mas intenso ao vivo?
Ao vivo fazemos jams por cima dos discos e eles soam mais pesados, mais tripantes e com o psicadelismo no máximo.

 

Que material levam para o palco para conseguirem tocar as vossas músicas sem terem que ter mais pessoas em palco a tocar com vocês?
Ao vivo fazemos essencialmente dub com sequenciadores, sintetizadores, um baixo bem pesado e uma batida bem "clubby".

 

O que podemos contar ouvir num concerto vosso? Obviamente que se vão focar no Cosmic Logic, mas podemos esperar também alguns temas do Lucifer e do 936?
Podem esperar músicas do Lucifer e do 936 mas também do Leisure Connection e temas do meu projeto a solo Solid Air. Material muito diferente entre ele.

 

Vens agora ao Milhões de Festa, muito tempo depois de terem estado pela última vez em Portugal. Sabes que há quem diga que Portugal é a Califórnia da Europa? O que conheces sobre o nosso país?
Estivemos em Portugal em 2009, tocamos na ZDB em Lisboa. Foi um concerto muito bom, com uma audiência incrível. California europeia? É capaz de ser verdade. A comida é incrível e é um país muito descontraído. Espero ter tempo para apanhar umas ondas.

 

O Milhões de Festa é em Barcelos, uma pequena cidade já fora dos grandes centros. Também costumavas viver numa cidade pequena, sentes falta dessa calma?
Sim, eu cresci numa localidade de praia muito pequena com apenas 500 habitantes. Quem me dera poder voltar.

 

Muito obrigado, Aaron. Vemo-nos dia 25.

 



 
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