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The Black Wizards em entrevista

10 de Agosto, 2016 EntrevistasÉrica Cardosa

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Os The Black Wizards assumem-se cada vez mais como uma das mais cativantes banda portuguesas da atualidade para quem gosta de sonoridades Hard Blues e Rock dos anos 70. Com o disco de estreia lançado no ano passado com selo da Raging Planet, a banda tem andado imparável e corre não só Portugal, como já algumas cidades europeias.

Preparam-se agora para "atacar" dois dos mais importantes festivais uderground em Portugal, o Reverence Valada em setembro e o Sonic Blast Moledo já esta semana, onde regrassam com dupla atuação. Aproveitámos a ocasião e estivémos à conversa com Joana Brito, "frontwoman" e guitarrista que nos revelou alguns pormenores sobre este coletivo de feiticeiros negros.

 

O passado ano de 2015 foi um ano muito movimentado para vocês. Começaram com um EP lançado em fevereiro, em novembro lançaram o vosso primeiro álbum, e tiveram inúmeros concertos por diversas salas. Como tem sido esta experiência para vocês, enquanto banda?

Tem sido uma experiência bastante boa, temos tido a oportunidade de ir tocar a bons sítios onde temos tido a sorte de conhecer boas pessoas e partilhar palcos com grandes bandas. Acho que acima de tudo gostamos muito do que fazemos e poder fazê-lo cada vez com mais regularidade é muito gratificante. Desde o EP até agora que notamos uma diferença abismal em relação à maneira como fazemos música, crescemos muito e esperamos continuar a fazê-lo cada vez mais e melhor.

 
 

O inegável sucesso que foi o vosso primeiro álbum, Lake of Fire, ajudou-vos a espalhar o nome “The Black Wizards” por todo o país, e não só, tendo em conta que a crítica musical estrangeira acolheu este vosso lançamento com muito amor e entusiasmo. Estavam à espera de crescer assim tão rápido?

Nunca tivemos a ideia de "daqui a um ano vamos estar aqui ou ali". Quando gravámos o álbum, a nossa ideia era gravar um disco para ter um trabalho "a sério", para poder mostrar às pessoas que música fazemos e a maneira como queremos fazê-la. Mas acho que quando tu queres muito uma coisa e trabalhas todos os dias para ela, as coisas começam a aparecer e começas a ter frutos do teu trabalho. Costumamos dizer que a sorte dá muito trabalho! De qualquer maneira, fomos sem dúvida muito bem acolhidos pela crítica nacional e internacional, e o facto das pessoas reconhecerem o teu trabalho dá uma sensação mesmo fixe, saberes que num ponto qualquer do outro lado do mundo alguém ouviu a tua música e gostou!

 
 

O disco tem selo da Raging Planet, provavelmente a editora mais conceituada no rock em Portugal. Como surgiu a oportunidade de trabalharem com eles e logo para o disco de estreia?

Conhecemos o Daniel Makosh através de amigos e ele apareceu a um concerto nosso ainda antes de termos gravado o álbum e curtiu. Depois, quando gravámos, falámos com ele e a coisa aconteceu. E tem sido altamente, pessoas impecáveis que fazem um trabalho impecável! Estamos muito contentes.

 
 

Já conseguiram, sem dúvida, entrar no coração dos fãs de hard blues e stoner. Assim sendo, têm conseguido sentir esse amor e carinho do público nos vossos concertos?

Sim, de vez em quando aparece uma cara conhecida, ou alguém a dizer que já nos viu ou que conhece as músicas, etc. E isso mostra que essas pessoas têm um carinho especial, não vão só ver o concerto por acaso. Mesmo lá fora, há pessoas que sabem as nossas letras e isso é mesmo altamente.

 
 

Fizeram uma tour europeia com os Vircator e agora têm tido umas datas em festivais espanhóis. Como tem sido a receção à vossa música lá fora?

Tem sido quase tão boa como cá em Portugal, com a única diferença de lá fora não haver tanta exposição. Mas tem havido uma boa receção das pessoas, por vezes lá fora as pessoas até vêm mais facilmente falar contigo e dizer-te que gostam da tua música. Em Espanha, por exemplo, já há pessoas que nos conhecem e que nos vão ver de próposito.

 
 

Qual é o festival ou sala da Europa onde mais gostavam de atuar?

Essa é difícil. Mas, para escolher um, assim na loucura, diria o Desertfest.

 
 

Um dos criadores e organizadores dos Desertfests, o Reece Tee, toca numa banda, Steak, que esteve convosco no cartaz de um festival espanhol recentemente. Tiveram a oportunidade de conversar com ele ou sabem se ele chegou a ver o vosso concerto?

Eles tocaram no dia a seguir a nós. Creio que não deve ter visto o nosso concerto.

 
 

Haverá, certamente, nova oportunidade no Reverence Valada em setembro. Por falar nisso, este ano têm a estreia no Reverence Valada e regressam também ao Sonic Blast Moledo, e logo com dois concertos, os dois maiores festivais portugueses do vosso target musical. Qual é a vossa expectativa para estas estas datas e em partilharem palco com artistas tão consagrados?

As expectativas são bastante altas como é óbvio, não só porque vamos partilhar o palco com bandas das quais gostamos muito, mas também porque vamos tocar para imensas pessoas que gostam realmente de música. Os festivais "da moda" são um bocado diferentes dos festivais mais underground que juntam pessoas que estão lá para ouvir música e não para sacar cenas daquelas que se dão nos festivais. E depois porque tanto o Sonic Blast como o Reverence Valada têm uma envolvência muito fixe e as pessoas são super acolhedoras. E porque são, obviamente, os nossos dois festivais favoritos de Portugal!

 
 

Black Wizards. Preferiram abrir para Black Sabbath ou Electric Wizard? Qual delas a vossa preferida?

Essa é fácil! Acho que até os Electric Wizard responderiam: BLACK SABBATH!

 
 

A nossa pergunta da praxe. Que discos novos, deste ano ou do ano passado, tem ouvido mais?

Sinceramente, oiço pouca coisa lançada tão recentemente, acho que se calhar o que mais ouvimos e nos impressionou foi o Dying Surfer Meets His Maker dos All Them Witches, O Treasure Coast dos Heavy Minds que apareceram assim do nada, e o Lore dos Elder.

 
 

Em último lugar, e agora que já passou quase um ano desde que lançaram Lake of Fire, podem revelar aos vossos fãs qual será o próximo passo dos The Black Wizards?

Não temos propriamente nada definido, mas acho que o sentido lógico a seguir seria começar a compor e a gravar um álbum novo depois destes festivais todos. Mas tudo com muita calma. Este ano foi um ano muito produtivo e movimentado e agora queremos parar um bocado e fazer as coisas como deve ser. Mas até lá ainda há a mui aguardada chegada do vinil que traz algumas surpresas.

 
 


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