26
SAB
27
DOM
28
SEG
29
TER
30
QUA
1
QUI
2
SEX
3
SAB
4
DOM
5
SEG
6
TER
7
QUA
8
QUI
9
SEX
10
SAB
11
DOM
12
SEG
13
TER
14
QUA
15
QUI
16
SEX
17
SAB
18
DOM
19
SEG
20
TER
21
QUA
22
QUI
23
SEX
24
SAB
25
DOM
26
SEG

Overall Fevereiro 2020

15 de Março, 2020 ListasWav

Sem qualquer ordem, a não ser alfabética, apresentamos os discos lançados em fevereiro de 2020 que mais marcaram a nossa redação.

Partilhar no Facebook Partilhar no Google+ Partilhar no Twitter Partilhar no Tumblr

Overall Março 2020

Overall Janeiro 2020
 

astronoid-album-coverAunt Cynthia’s Cabin - Misty Woman (Nasoni)


Este purificante álbum de estreia de Aunt Cynthia’s Cabin traz-nos a salgada, espirituosa e aromatizada fragrância oceânica da costa californiana beijada pelo Pacífico. Apimentada e bronzeada por um refrescante, ácido, alcoolizado e dançante neo-psych de vocação sessentista, um inflamante, ruborizado, ritmado e contagiante garage rock de produção lo-fi, e ainda um lisérgico, meditativo, mélico e imersivo surf rock de aragem Western, a alucinogénica sonoridade de Misty Woman passeia e esperneia o ouvinte da inefável frescura bafejada pelas tisnadas, diamantinas e ensolaradas praias californianas ao edénico e consagrado misticismo de um empoeirado deserto vigiado e afagado de perto pelo intenso sol de luminância vespertina. - NT
(Lê a review completa a este disco no blog El Coyote)



 

 

Beirut-GallipoliBambara - Stray (Wharf Cat)


Até aqui já estes americanos de Atenas, Geórgia contavam com cerca de três discos. O último, Shadow On Everything, já havia levantado muita atenção por parte dos seguidores mais próximos de noise rock e post-punk, mas com a chegada deste Stray consegue-se notar de forma imediata o futuro brilhante que espera esta banda. Quer seja pela atenção ganha durante as digressões com Daughters ou pelo mérito de criar um som divagante mas presente, poético mas visceral, carnal mas apaixonado, com reverb, orquestração e distorção – Stray tem mérito na sua violência corporeal, despido e livre de qualquer restrição num mar de luzes neon e turnos noturnos. Isto é um disco que vocês não vão querer perder. Especialmente para todos os Nick Caves dos 80’s. - JMA



 

 

Boy-Harsher-CarefulBeneath the Massacre - Fearmonger (Century Media)


Beneath the Massacre são os incontestáveis campeões do tech-death canadiano – e indisputados na arte do New French Extremism. Tendo passado por um silêncio de cerca de seis anos, o quarteto volta ao som com um aplauso sonante em resposta ao seu disco de retorno Fearmonger. Apesar de se afirmar longe de revolucionário no espectro do género, o disco é avassalador, proficiente e francamente monstruoso. Entre descargas de grande intensidade de blast beats e dissonância, o paredão de som mantém-se invariável e imponente. Desde "Hidden in Plain Sight", "Treacherous" ou até mesmo "Bottom Feeders", Fearmonger impõe e sujeita o ouvinte a um inimaginável processo de dor. Despido de remorsos e indiferente à fragilidade dos que lhe rodeiam. - JMA



 

 

Candlemass-The-Door-To-DoomCB3 - Aeons (The Sign)


Norteado e condimentado por um serpenteante, hipnótico, cósmico e provocante prog rock de bússola apontada aos clássicos britânicos King Crimson, um pulsante, esponjoso, libidinoso e magnetizante krautrock sintonizado na mesma frequência dos lendários germânicos CAN, um envolvente, profético, sidérico e eloquente psychedelic rock de aroma Pink Floydeano, e ainda um exuberante, místico, ritualístico e delirante jazz-fusion de discretas aproximações aos épicos Mahavishnu Orchestra, este ousado e inspirado Aeons causara em mim um intenso estádio de arrebatamento logo na primeira audição que lhe dedicara. A sua sonoridade de pele camaleónica e clima enigmático distende-se das bronzeadas, quentes e aveludadas dunas que mareiam o deserto do Saara aos mais recônditos, gélidos e soterrados domínios do profundo negrume celestial. - NT
(Lê a review completa a este disco no blog El Coyote)



 

 

Dream-Theater-Distance-Over-TimeDenzel Curry & Kenny Beats - UNLOCKED (Loma Vista)


Denzel Curry está numa fase da sua carreira em que passou a dispensar introduções. Depois de uma década bem atribulada com discos que tanto o isolaram numa liga própria, como o apropriaram a um reconhecimento que poucos rappers alcançam com a sua idade. Nomeiam-se cada um dos discos que lançou desde Nostalgic 64, a Imperial, a Ta13oo, e inclusive Zuu, para sublinhar o talento e ecleticidade do americano. UNLOCKED, primeiro projeto em colaboração de Denzel, põe-no ao lado de um nome do underground: Kenny Beats. E o resultado é um dos primeiros grandes discos de hip-hop do ano. Mesmo quase servindo como tributo aos MC’s, produtores e tudo mais dos anos 2000 (MF Doom, Deltron 3030, Madlib, J Dilla), UNLOCKED soa tão ou mais atual e moderno do que Kendrick ou qualquer outro nome sonante. Tem só 20 minutos, sim. Mas quanto mais rápido, mais rápido recomeça. - JMA



 

 

Fange-PunirDrown – Subaqueous (Prophecy)


Markov Soroka é o nome que encontramos por trás de projetos como Aureole, Tchornobog e Drown. Seis anos depois de Unsleep, o multi-instrumentalista demonstra-se à altura de qualquer clássico de funeral doom, ou “doom aquático”, segundo palavras do próprio. Quarenta minutos divididos em dois temas convidam ao mergulho em apneia. Os efeitos sonoros que se ouvem no início e final do álbum e a repetição de riffs com ligeiras variações contribuem para que se crie um ambiente hipnótico, quase sufocante. A distorção surge alternada com melodias delicadas, sem nunca perder o tom melancólico. Uma voz esmagadora reforça o contraste entre zonas pelágicas e bênticas. Deixemo-nos submergir. - AT



 

 

Fange-PunirElectric Feat – Electric Feat (Inner Ear)


Este charmoso, aprumado e deleitoso registo de designação homónima enverga um musculado, descontraído e lubrificado hard rock de roupagem clássica e maquilhado por um ácido psicadelismo de raiz sessentista, um dançante, erótico e provocante heavy blues de odor setentista e ainda um intrigante, ensombrado e hipnotizante proto-doom de indiscreta vocação Black Sabbathica. A sua sonoridade de simetria elegante, vistosa, prazerosa e imensamente contagiante – tingida a um carismático e aromático revivalismo – pavoneia-se de forma tentadora, provocando no ouvinte toda uma ofuscante fascinação que lhe inebria os sentidos e uma inestancável salivação que lhe atesta a boca e os ouvidos. - NT
(Lê a review completa a este disco no blog El Coyote)



 

 

Fange-PunirFluisteraarsBloem (Eisenwald)


Black metal atmosférico, desta vez servido em holandês, sob o título “flor” e um já conhecido nome que se pode traduzir em “sussurros”. Desenganem-se os que procuram nomes como Alcest, Panopticon ou Saor entre as suas referências. Os vestigíos existem, mas o duo destaca-se pela subtileza com que misturam os típicos guturais e blast beats abrasivos com um folk psicadélico pejado de fortes tonalidades melancólicas. Instrumentos menos convencionais e passagens acústicas são apenas alguns dos elementos que contribuem para a dinâmica e complexidade destas composições. Estética e emoção, que em conjunto com o artwork escolhido tornam este registo um conceito mais do que completo. - AT



 

 

astronoid-album-coverGiöbia - Plasmatic Idol (Heavy Psych)


Uma mágica espiral de loucura com uma força absorvente e cintilante de significados xamanísticos. Com Plastic Idol, o quarteto italiano montou um cenário sonhador mas alarmante, de consistência densa e vibrante, otimista e sombria, emocionante e fervilhante, que soa a algo tradicional mas não convencional. É space rock, é a luz solar e o romance com a terra do psicadélico, é o som da articulação entre o mundo natural e aquilo que está além deste. Ouvimo-lo a cores, o órgão surrealista que é o enorme elefante azul e rosa na sala, algumas marcas perversas sacadas dos filmes de terror da velha guarda, com mudanças instrumentais que vêm brincar com o nosso ritmo cardíaco. Cinematográfico e cativante como é, este disco é um outro motivo para atiçar o entusiasmo para com as reviravoltas do heavy psych. É um álbum com o qual vale a pena ficarmos sozinhos. - BF



 

 

Beirut-GallipoliInsect Ark - The Vanishing (Profound Lore)


Dana Schechter é uma mulher de M grande. Desde colaborações no passado com nomes de culto como Michael Gira (em Angels of Light) e Jef Whitehead (em Gifthorse) até aos dias hoje, Dana tem-se solidificado de forma discreta mas assertiva como um dos nomes mais respeitados no cenário de Nova Iorque. Apesar de muitos projetos e muitas deslocações (de Berlim a São Francisco e Portland), a atualidade do seu espírito recai na big apple e em Insect Ark, cujo mecanismo se propaga como quase um projeto a solo, alternando bateristas entre digressões e discos. The Vanishing é, acima de tudo, simbólico da sua maturação como songwriter e compositora. E mesmo emoldurando um som simples, direto e nu, o propósito disto traduz-se na necessidade de despir e contrariar toda a natureza caótica do quotidiano humano. É anatómico, sentido e profundamente inspirado na condição da futilidade humanitária. - JMA



 

 

Boy-Harsher-CarefulIntronaut - Fluid Existential Inversions (Metal Blade)


Os californianos Intronaut voltam com mais uma dose de polirritmos pesados e jazzísticos. O novo trabalho, Fluid Existential Inversions, apresenta-se menos duro que os precedentes, focando em pungentes melodias e explorando as vozes menos guturais. Com o estilo de contrastes habitual, o álbum alterna progressivamente entre dinâmicas distintas, sacrificando talvez o idioma do jazz face aos anteriores trabalhos. O início fulgurante do disco não falha em deixar agarrado todos os curiosos das sonoridades pesadas, mantendo preso o ouvinte no seu feitiço até ao fim. - PS



 

 

Candlemass-The-Door-To-DoomJozef van Wissem - Ex Mortis (Consouling Sounds)


Fevereiro foi santificado com uma celebração da morte como Ex Mortis a trouxe, e com a sensibilidade habitual que é a de van Wissem. O homem que mantém o alaúde vivo, propõe com ele a fuga para um lugar de paisagens nebulosas, frias e terrestres. Numa aliança de temas profanos e religiosos, Ex Mortis é cinematográfico, como não o podia deixar de ser, sendo que van Wissem não é caloiro a servir o cinema com bandas sonoras nos tons certos. O alaúde soa nítido e próximo, com um espírito próprio, e combina-se com cantos em expiração, coros femininos hipnóticos (grande Jarboe!) e vestígios subtis de modernização com beats, reverbs e ecos que potencializaram a sensação de deserção. É um álbum polido e transcendente com o qual nos podemos deixar conectar pacificamente com o que quer que seja que precise dessa conexão. - BF



 

 

Dream-Theater-Distance-Over-TimeKanaan - Odense Sessions (El Paraiso)


Se o álbum de estreia é capitaneado por uma dominante aura jazzística, transversal a todos os seus temas integrantes, este quimérico Odense Sessions investe com mais firmeza e ousadia num aromatizado, anestésico e ensolarado psicadelismo de tez pastoril, bocejante, deslumbrante e primaveril que – aliado a uma veia experimental conduzida a uma fluída, inventiva e muito descontraída espontaneidade criativa – se desdobra pelas verdejantes, cheirosas e ondulantes planícies vigiadas e afagadas pelo sol crepuscular. Para além deste radioso, cristalino, envolvente e delicioso psychedelic rock de agradável influência West Coast, esta mágica e estupenda obra forjada e gravada pelo trio sediado na cidade-capital de Oslo, no município dinamarquês de Odense (casa-mãe da El Paraiso Records), vem também condimentada, adornada e massajada por um lenitivo, sublimado, inspirado e meditativo Krautrock de apurada estética cinematográfica. - NT
(Lê a review completa a este disco no blog El Coyote)



 

 

Fange-PunirKing Krule – Man Alive! (True Panther)


Man Alive!, assim se intitula a mais recente aventura musical assinada por King Krule, e o título não podia ser mais indicado: abençoado por novas etapas na sua existência – foi recentemente pai pela primeira vez –, o prolífero e idiossincrático artista britânico concebeu um disco curto (40 minutos), mas que respira vida e intensidade emocional como se o mundo fosse acabar e nada mais pudesse ser feito na inevitável ausência desse amanhã; um disco gravado à noite e que soa tão estranho e imprevisível como os restantes; um disco que mostra que King Krule, mesmo com a paternidade, continua a ser um brilhante criador de música de forte carácter urbano, aqui tão irrequieta quanto ocasionalmente serena, em contínua transformação e exploração. Há post-punk, hip-hop, jazz, no wave e tudo o que esta peculiar figura, na sua constante busca por reunir diversos mundos num só, deseja incluir… O resultado? Pura grandeza. - JA



 

 

Fange-PunirKungens MänTrappmusik (Adansonia)


É de imaginar uma forma que se separa, une, dilata, afina, que rodopia sobre si mesma. Imagine-se um saxofone, metodicamente desleixado, a flutuar em torno de um pilar de psicadelismo, num corpo de som que se apresenta como inteiramente assoberbado e terno. Trappmusik, que escorreu fluidamente das pontas dos dedos e de pulmões suecos, divaga numas linhas de baixo a transbordar groove, numas teclas incansáveis à la Doors, com uma bateria que salta entre técnicas de jazz para o tribalismo, tudo bem embrulhado no curso apurado de uma jam. Deixa que nos sintamos estranhos em lugares familiares, efeito colateral do jazz, enquanto cria a visão de um cenário hipnótico no deserto. - BF



 

 

Fange-PunirLoathe – I Let It in and It Took Everything (Sharptone)


Vivo e a encher todos os espaços abertos com altos e baixos de marcas emocionais, I Let It in and It Took Everything ouve-se dominante e arrebatador, com uma estrutura elaborada sobre um plano e um propósito. Ouvimos Erik Bickerstaffe a tirar a referência de Chino Moreno nos cleans, quando a voz carrega um desconsolo que é palpável no próprio título do disco, para depois empurrar na nossa direção um sentimento de shell shock. Estamos a falar de uma massa de som com o nervoso de um choque elétrico a juntar ainda faixas conectoras mais ambience, como o são “451 Days" ou "A Sad Cartoon (Reprise)". Loathe estão a gritar para as pessoas no fundo da sala que ainda não os tinham ouvido chegar. - BF



 

 

astronoid-album-coverMisfit Trauma Queen - Violent Blue (Regulator)


Aqui surge mais um nome português que não deve ser esquecido! Misfit Trauma Queen, já anunciado para a próxima edição do WoodRock, lança agora a sua estreia Violent Blue. Um enxame de descargas sob forma de techno, industrial com uma abundância de estéticas pseudo-pop. Uma distopia consumada tanto pela sua dançabilidade como pelo seu potencial de meter cabeças a rolar. A primeira metade da sua estreia é gloriosamente sangrenta, mas é a segunda que nos pede para ter isto ao vivo. - JMA



 

 

Beirut-GallipoliRaspberry Bulbs - Before the Age of Mirrors (Relapse)


Se vestíssemos o punk lo-fi dos anos 80 com a estética daquele black metal gravado na retrete, veríamos um doppelganger de Raspberry Bulbs. O que originalmente era um projeto a solo de Marco del Rio (Bone Awl), acaba por absorver outras quatro almas igualmente pútridas que fazem em Nova Iorque, com Raspberry Bulbs, o verdadeiro trajeto de todas as bandas independentes. Before the Age of Mirrors tem qualquer coisa de visceralmente familiar, pela sonoridade crua do punk com que quase todos nós crescemos; mas não tentando imitar os velhos acabados, Raspberry Bulbs vestem este imaginário com roupagens de raw-punk e deathrock. É cru, é violento, é incómodo, é despretensioso. É punk. Que saudades de ouvir punk. - ZM



 

 

Boy-Harsher-CarefulSightless Pit - Grave of a Dog (Thrill Jockey)


Depois de Caligula e Weeping Choir, chega Sightless Pit. Trabalho colaborativo que une Kristin Hayter (Lingua Ignota), Dylan Walker (Full of Hell) e Lee Buford (The Body) e que culmina num arrebatador e esmagador Grave of a Dog. Elaborando paisagens muitas vezes distópicas e intrusivas num tom niilista, este cobre-se em batidas industriais, synths super-sinistros e uma paisagem vocal horrorosa e monstruosa. A faixa que abre, “Kingscorpse”, mostra uma faceta videodromesca, e “The Ocean of Mercy” propaga o ecoar barroco do timbre de Kristin. “Drunk On Marrow” é um sonho sintético de cascatas pixelizadas e “Whom the Devil Long Sought to Strangle” é puro e simplesmente bizarro. Um mutante sónico em plena abertura. - JMA



 

 

Candlemass-The-Door-To-DoomStasya - Lamurya (HiedraH Club de Baille)


Em Lamurya, o novo EP da produtora e artista lisboeta Stasya, melodias delicadas e cinemáticas convivem com batidas pulsantes para criar um universo onde as pistas de dança se transformam em celebrados espaços de liberdade, descoberta e afirmação, em lugares – físicos e psicológicos – de escape à incompreensão e rejeição de terceiros. Fazendo-se acompanhar de figuras que lhe são tão queridas quanto familiares – Odete e Alada – em duas das seis faixas que compõem este registo, Stasya assina aqui um dos mais belos, emotivos e francamente poderosos lançamentos musicais de 2020. Há um palpável sentimento de indignação – essa frustração pelo modo como é vista enquanto artista trans não-binária sente-se no tom triste, quase agonizante, de algumas das composições –, mas não falta também uma inspiradora busca pela perseverança, como se estivesse a lutar para, no final, triunfar e livrar-se das correntes que parecem prendê-la. Mais do que um EP, Lamurya é um manifesto que todos devem escutar – sem preconceitos. - JA



 

 

Dream-Theater-Distance-Over-TimeTuria - Degen Van Licht (Eisenwald)


O black metal surge sob várias formas e traduções. Existem cenas no espectro mundial que definiram alturas cruciais no movimento. U.S. black metal, black metal polaco, norueguês, francês e por aí fora. Nos dias que correm, quer seja com a ajuda do Roadburn no ano passado (com um dia completamente dedicado ao black metal holandês), quer seja por mérito próprio, os nomes dos Países Baixos têm aumentado e declaram-se dignos de atenção. Além de Laster, Verwoed, Witte Wieven e, claro, Fluisteraars, é justo colocar Turia no pedestal mais alto. A música do tridente é visceral, gélida e atmosférica, no sentido literal da palavra. Degen Van Licht é uma névoa que sucumbe às pressões atmosféricas e brilha com uma melodia única e distinta. Apesar das contribuições passadas se mostrarem mais cruas e lo-fi, esta nova chegada preenche a vastidão do espaço com toda a eficiência em questão. Deixar passar isto é deixar passar a nova vaga de black metal. - JMA



 

 

Fange-PunirWasted Shirt – Fungus II (Famous Class)


Wasted Shirt é o resultado da colisão de dois titãs: Ty Segall, que dispensa apresentação, e Brian Chippendale dos Lightning Bolt. E desta colisão poderia resultar uma miríade de cenários, todos eles caóticos e barulhentos. O resultante, Wasted Shirt, é o melhor cenário possível. O álbum de apresentação, Fungus II, lançado no fim de fevereiro, parece ser o processo de amadurecimento natural do punk-hardcore mais sujo que se fazia nos anos 80 pelo cunho de nomes lendários como Black Flag e Hüsker Dü. Mas apesar do ruído, da distorção, dos contratempos e do caos, a vibe geral de Fungus II não é uma de sujidade e mal-estar, antes pelo contrário, é uma brutal descarga de energia crua, eletrificante e quase mística. A dançar numa linha ténue entre fuzz, noise e punk, podemos apenas especular que este se venha a tornar um álbum de culto. - ZM



 

Artigo escrito por: Andreia Teixeira (AT), Beatriz Fontes (BF), João "Mislow" Almeida (JMA), Jorge Alves (Ja), Nuno Teixeira (NT), Pedro Sarmento (PS) e Zita Moura (ZM).
por
em Listas

Overall Fevereiro 2020
Queres receber novidades?
Comentários
http://www.MOTORdoctor.PT
Contactos
WAV | 2020
Facebook WAV Twitter WAV Youtube WAV Flickr WAV RSS WAV
Queres receber novidades?