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Overall Junho 2019

11 de Julho, 2019 ListasWav

Sem qualquer ordem, a não ser alfabética, apresentamos os discos lançados em junho de 2019 que mais marcaram a nossa redação.

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Overall - Maio 2019
 

astronoid-album-coverAbuse of Power - What On Earth Can We Do (Triple B)


Assim se passa mais um ciclo na escolinha do hardcore. Os sophomores e seniors desta vida transitam de ano, e por fim chega uma esperançosa tranche de freshmen ao campus. Sendo composto por alguns dos membros que fundaram os importantíssimos Foundation, pode-se dizer que Abuse of Power é o puto que ambiciona reescrever e refazer o percurso académico todo. No entanto, desde que começaram como AOP, a narrativa é outra. Tal como o som, What On Earth Can We Do sente a eufonia jovial e nostálgica de Bane, sem resguardar mosh sections à Snapcase e Verse. Enérgico, conscious e bastante expressivo. Como se quer. - JMA



 

 

Beirut-GallipoliAbyssal - A Beacon In The Husk (Profound Lore)


Finalmente se tem o muito aguardado retorno dos britânicos Abyssal. Tendo em conta que foi com este disco que a banda se começou a assumir em palco, não há como ignorar a destemida qualidade e animalesca massa corporal desta quarta contribuição do grupo. Mesmo que a banda tenha por hábito levar o timbre subterrâneo por desbastes primais, estes ainda arranjam espaço para evoluir na dissonância e compensar nas descargas quânticas. A Beacon In The Husk é um exercício na arte da compressão e descompressão sónica. Uma montanhosa convulsão anatómica. Propositadamente deselegante e ímpia. - JMA



 

 

Boy-Harsher-CarefulBaroness - Gold & Grey (Abraxan Hymns)


A banda de todas as cores lança o sucessor de Purple, apresentando-se com uma versátil e contrastante panóplia de faixas. O disco, o primeiro a contar com a presença de Gina Gleason nas lides guitarrísticas, apresenta uma banda mais madura e ponderada nas sonoridades. Com uma aceitação quase universal, Gold & Grey é uma viagem de uma hora repleta de variações, ora de embalo ora de choque, com o toque único da mente criativa de John Baizley. A capa do disco merece, uma vez mais, ser emoldurada e apreciada com calma. - PS



 

 

Candlemass-The-Door-To-DoomCatacombe - Scintilla (Raging Planet, Regulator, etc.)


Cinco anos depois do seu último Quidam, os Catacombe de Vale de Cambra estão de volta. E que retorno este! Scintilla aterra neste presente momento como uma grande pintura a impressionar tudo e todos que lhe fixam a atenção. Brindada por uma textura primorosa, a moldura ressoa tranquilamente, mas vive de uma tensão prolongada com personalidade e sabor. Uma pintura que não se priva de qualquer cor. Mesmo tendo apenas uma faixa com voz e letras, não há um registo que não fale pelos volumes. No entanto, cita-se uma estrofe de “Alvor”, que traduz a real importância de Catacombe em 2019: “Raiou / Admirei / e sorri onde a noite acabou e eu comecei” - JMA



 

 

Dream-Theater-Distance-Over-TimeCave In - Final Transmission (Hydra Head)


Caleb Scofield, que ainda viveu a fase de esboço deste álbum, passou a ser a sua matéria. A inclusão imperativa da sua contribuição foi possível pela forma quase absurda com que foi preservada, em gravações de uma jam session imediatamente anterior à sua morte. A intro, um acústico alheado, ajusta-se ao tom melancólico que entranha o resto do álbum. Uma obra emocionalmente saturada, um constante acumular de tensão num panorama tridimensional de progressões instáveis, sujas e espontaneamente diversificadas, está muito perto de ser a obra-prima de Cave In. Parece terminar bruscamente, talvez de propósito. - BF



 

 

Fange-PunirDrowse – Light Mirror (The Flenser)


Este álbum, intangivelmente mórbido e inquietante, é, como os anteriores, uma reflexão musical da condição mental de Kyle Bates. Uma itinerância entre a perfuração cerebral exaltada por conjunções de sons quase aflitivos, e a colocação dos sussurros espectrais das vozes, num eco contínuo que dá às músicas a profundidade desejada. O instrumental, de prisma muito humano, perto de espontâneo, uma gravação que roça o analógico cru, ao mesmo tempo delicado e de suavidade bem-proporcionada. Light Mirror é mais uma performance, uma passagem pelo peso de um desgosto inequívoco e uma tentativa de o transmitir, e que deve ser entendido como tal. - BF



 

 

Fange-PunirFriendship – Undercurrent (Southern Lord)


Os nipónicos Friendship já não são propriamente desconhecidos no tão amplo e vigoroso plantel da Southern Lord. No entanto, se há algo que os destaca num catálogo tão domado pelo vagar atmosférico, é a explosão. Undercurrent é um fosso abismal composto por urgência, decadência, distorção e velocidade pura e dura. Com uma métrica e arquitetura otimizadas para desbaste absoluto, não há ouvinte com tempo de reação que o ajude, perante tamanho colosso hidráulico. - JMA



 

 

Ithaca-The-Language-Of-InjuryHeilung – Futha (Season of Mist)


Se a comunhão com a natureza se pudesse traduzir num único som, sem dúvida que este nos chegaria pelas mãos dos Heilung. Segundo palavras da própria banda, Futha deve ser sentido como uma representação feminina da Terra, oposta ao seu predecessor. Neste segundo trabalho em estúdio voltam a encontrar-se os sons do gelo e do fogo, a percussão tribal e os textos ancestrais. Estes elementos pagãos juntam-se a uma narrativa única, contribuindo para 73 minutos que só farão sentido quando seguidos do início ao fim. Uma transcendental viagem às mais profundas raízes do ser. - AT



 

 

Kaleikr-Heart-Of-LeadJambinai – ONDA (Bella Union)


A terra treme, a terra explode. Dentes de serra, quadrados, triângulos, sinusóides e impulsos: ONDA. O grupo coreano sobe ao pico da montanha mais alta e grita bem alto a sua presença, poderosa e destemida. As sonoridades orientais combinadas com o léxico mais pesado, post-metal-korean-black-folk, fazem de Jambinai algo muito especial. Precioso cuidado na parte instrumental, bom gosto nas vozes, uma mistura perfeita. Para ouvir uma e outra vez, bem alto. Venham mais. - PS



 

 

Panda-Bear-BuoysKeiji Haino & Sumac - Even For Just The Briefest Moment (Trost)


Quando menos se esperava, chega agora a segunda colaboração entre Sumac e Keiji Haino. Comparativamente ao primeiro trabalho, que caiu no esquecimento por segurar tão poucos momentos de génio ou de verdadeira apreciação, Even For Just The Briefest Moment parece finalmente encontrar o equilíbrio contemplativo, minimalista e exploratório com a funcionalidade de que tanto se solicitava. Ainda tendo uma tela vazia com o improv e experimental a acumular camada atrás de camada, denota-se nesta segunda volta uma clarividência com mais carácter e paladar. - JMA



 

 

Primitive-Man-x-Hell-splitNebula - Holy Shit! (Heavy Psych Sounds)


Um retorno desacorrentado e um murro no estômago invertido. Vamos imaginar que para diferentes secções das músicas, Nebula dispunham de um buffet de drogas no estúdio - ou um punhado de comprimidos – que resultou numa acidez desvairada, uma bruma de corpo turvo de uma sonoridade estatizante e delirantemente atiçada. “Let’s Get Lost”, deixemo-nos viciar. Holy Shit! é uma resposta mais do que apropriada. - BF



 

 

Primitive-Man-x-Hell-splitStonefield - Bent (Flightless)


O conto de quarto irmãs que se unem para formar uma banda parece pop-ish o suficiente para soar ao plot de uma série do Disney Channel, mas Stonefield aparecem em posição de invasão abrupta na denúncia de uma banda de stoner nutritivo. Bent apresenta uma firmeza elevada em relação a discos anteriores, uma perceção completa do canto que Stonefield querem dominar. A harmonia do rock dos 70s, a priorização das teclas e um psicadelismo bem entranhado favorecem a manutenção compatível da crueza anacrónica da produção. Assim abastecem um álbum com uma corrente de músicas que se ligam fluentemente. - BF



 

 

Primitive-Man-x-Hell-splitThe Austerity Program - Bible Songs 1 (Controlled Burn)


Esta dupla de Nova Iorque é, como se diz na gíria, um autêntico bico de obra. Andam nisto desde os anos 90 e, inclusive, já estiveram na enorme Hydra Head. Mas nunca se ouviu falar muito deles, pois não? Porquê? Segundo parece, estão-se nas tintas. Há coisa mais punk do que isso? Só mesmo este Bible Songs 1, lançado pela própria editora da banda e a ser comercializado na Europa via Throatruiner. Este disco é um apetrecho de noise rock discordante e assolador, anexado ao tão cacofónico e funcional industrial! Engrenagem - convulsão - um esgoto a céu aberto; tudo dividido ao longo das seis piores partes do antigo Testamento. - JMA



 

 

Primitive-Man-x-Hell-splitYellow Eyes - Rare Field Ceiling (Gilead)


O ambiente caótico de Nova Iorque continua a revelar-se o palco perfeito para algumas das mais ambiciosas sonoridades do black metal. Prova disso são nomes como Krallice, Woe e, neste caso, Yellow Eyes. Este é o quinto trabalho do quarteto e mais uma vez nos sentimos arrebatados pela equilibrada fórmula que apresentam. Dissonância e atmosfera na medida certa, fazem com que nos deixemos levar por momentos como "Maritime Flare" sem nunca nos sentirmos demasiado confortáveis, atingidos de súbito por riffs inquietantes e um registo vocal inconfundível. Um espanta-espíritos no meio de uma tempestade. - AT



Artigo escrito por: Andreia Teixeira (AT), Beatriz Fontes (BF), João "Mislow" Almeida (JMA) e Pedro Sarmento (PS).
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