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Overall - Maio 2019

11 de Junho, 2019 ListasWav

Sem qualquer ordem, a não ser alfabética, apresentamos os discos lançados em maio de 2019 que mais marcaram a nossa redação.

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Overall Junho 2019

Overall - Abril 2019
 

astronoid-album-coverБатюшка - Панихида (s/r)


Graças aos conflitos entre o fundador Krzysztof Drabikowski e o membro secundário do projeto, Bartłomiej Krysiuk, Batushka está fragmentado. No final de 2018, Krysiuk decidiu prosseguir o projeto sem o seu fundador, arrastando consigo tantas outras nuances legais de propriedade intelectual pelo meio. No entanto, nada impediu Krzysztof de publicar a sua visão sob o cirílico russo Батюшка, ao lançar Панихида (Requiem), em independente. Nele, recordam-se as mais belas arcadas, pinturas e fachadas que tão destemidamente foram elevadas em Litourgiya. A ferida é notável, e apesar do percurso parecer longo e padecente, a cicatrização promete ser triunfante e categórica. Afinal de contas, há que deixar a música falar por si. - JMA



 

 

Beirut-GallipoliBIG|BRAVE - A Gaze Among Them (Southern Lord)


Em A Gaze Among Them, BIG|BRAVE fabricaram um estado de delírio anímico em loop, uma purga de cerca de 40 minutos. A voz ofegante de Robin Wattie ateia uma força possante, unida a riffs maçudos e sintetizadores fortes, numa superabundância de sons que remete para a ideia expressa na capa do disco. O álbum enegrece e intensifica-se, terminando com o carregado e cinematográfico single “Sibling” - uma música que poderia muito bem ser a banda sonora do apocalipse. Aquilo que os canadianos trouxeram com A Gaze Among Them foi a sensibilidade no volume colossal do costume. - BF



 

 

Boy-Harsher-CarefulDan’s Revival - Back on Track


Dan's Revival é um duo composto por dois irmãos transmontanos naturais de Mirandela. Anteriormente conhecidos por Dan Elektro, é com Back on Track que regressam realmente ao caminho da música e lançam este que é o seu primeiro trabalho mais a sério, reunindo temas criados entre 2017 e 2019. Neste álbum, o duo apresenta um blues rock bem rasgadinho e energético muito ao jeito de uns The Black Keys. Um disco que transporta a mente para paisagens tipicamente norte-americanas. - BP



 

 

Candlemass-The-Door-To-DoomDeathspell Omega - The Furnaces of Palingenesia (NoEvDia)


DsO são muito inteligentes, filosoficamente e tecnicamente falando. Hoje em dia, etiquetá-los como black metal seria extremamente limitador para o projeto. Dito isto, foram os tremendos Paraclectus, Drought, Si Monvmentvm e tantos outros que cimentaram Deathspell como uma das grandes potências criativas no underground. Hoje, ressurgem com The Furnaces of Palingenesia, uma tempestuosa afirmação e reafirmação de caos. Lançado em incógnita total pela NoEvDia, este é o mais recente sucessor ao trono de um manifesto invicto e audaz, monstruoso e cáustico. - JMA



 

 

Dream-Theater-Distance-Over-TimeDestrage - The Chosen One (Metal Blade)


Os inquestionáveis imperadores do progressivo italiano estão de volta. Djjjjjieaaaah! Destrage lançam The Chosen One, título curiosamente escolhido pelos fãs do grupo através de sondagem online. O quinteto parece incapaz de produzir um disco menos bem conseguido, e o mais recente esforço vem confirmar a sua estabilidade criativa. Alcance vocal incrível, complexidade baterística e destreza nas seis cordas, definitivamente uma audição imperdível para fãs de Protest The Hero, Between The Buried and Me e Periphery. - PS



 

 

Fange-PunirDreadnought – Emergence (Profound Lore)


Dreadnought é uma banda que desde cedo nos habituou a encontrar no seu som uma considerável variedade de influências e instrumentos. Emergence não é exceção à regra mas, embora não se possa considerar tão marcante quanto os seus predecessores, o quarto álbum do quarteto de Denver continua a fazer as delícias dos mais audazes, que é como quem diz, dos aficionados do prog-doom. Percussão e cordas abrem caminho para uma densa componente atmosférica, que nos chega pelas delicadas teclas e constante alternância entre a voz limpa e gritante, sem qualquer sobreposição. Se o apocalipse chegasse com pezinhos de lã, qualquer um destes temas poderia integrar a banda sonora. - AT



 

 

Fange-PunirEmployed to Serve – Eternal Forward Motion (Spinefarm)


Depois do aclamado The Warmth of a Dying Sun, parece que é desta que os londrinos Employed to Serve rebentam de vez. Tendo já exibido um metalcore de grande cariz técnico, sem nunca perder o balanço entre peso e detalhe, é digno de se dizer que esta estreia pela Spinefarm é um brutal step up. A contar com uma produção mais expressiva e songwriting muito mais enérgico, este Eternal Forward Motion não tenciona moderar ou esconder-se do mundo real. - JMA



 

 

Ithaca-The-Language-Of-InjuryFrank Carter & The Rattlesnakes – End of Suffering (International Death Cult)


Apesar de jovem, Frank Carter já não é um novato nestas andanças. Foi vocalista fundador dos Gallows e nos últimos anos lançou-se em nome próprio, num caminho de ascensão onde junta a intensidade e energia do hardcore da sua antiga banda com um punk rock orelhudo e cativante. Após os bem sucedidos Blossom e Modern Ruin, Frank Carter regressa com o seu terceiro álbum e parece ter dado uma de Alex Turner. End of Suffering apresenta temas mornos e algo melosos, parecendo aqui perder-se aquilo que torna os seus antecessores magistrais: o turbilhão energético, os riffs frenéticos e a intensidade inesgotável. - BP



 

 

Kaleikr-Heart-Of-LeadFury – Failed Entertainment (Run for Cover)


Fury já andam nestas andanças há algum tempo, e mesmo estando eles muito confortáveis no contínuo underground americano, Failed Entertainment pode muito bem colocá-los num holofote maior. É com faixas como a “Angels Over Berlin”, “Goodtime”, “America” e o fecho da “Crazy Horses Run Free” que se sente a energia de uma forma poética, crua e muito nostálgica. O termo hardcore até se mostra demasiado linear para um disco tão dinâmico e transversal na típica moldura do hardcore punk. Não bastando, se há uma dose de cafeína mais potente que a deste disco, é favor avisar. - JMA



 

 

Panda-Bear-BuoysGreys - Age Hasn’t Spoiled You (Carpark)


Greys autodeclaram-se, muito adequadamente, como uma banda de complaint rock, com um som dissonante e cru, mas melodicamente rico, somado à atitude punk e sujidade britânica vinda do Canadá. Age Hasn't Spoiled You é um disco magnetizante que incorpora a temática do underdog depressivo com alterações repentinas entre estados de espírito, que reavivam as mudanças de humor da puberdade. Um coming-of-age rítmico de ambiente cinemático. - BF



 

 

Primitive-Man-x-Hell-splitKrypts - Cadaver Circulation (Dark Descent)


Os Krypts já haviam levantado alguma atenção com o puro e incisivo death metal do seu último disco, Remnants of Expansion. Apesar de Cadaver Circulation ainda conviver com o peso dissonante e low-end esmagador do seu antecessor, sem dúvida que a atmosfera se deixou densificar para os lados mais doom da coisa. Sentindo-se agora um arrastar desnorteado e uma cadência mais acentuada entre momentos de progressão desmantelada, é realmente impossível sentir um soluço no peso cacofónico e subjugador deste muito bem conseguido disco dos finlandeses. - JMA



 

 

Primitive-Man-x-Hell-splitLena d’Água - Desalmadamente (Universal)


Por várias vezes, em diversas conversas, sempre afirmei que o povo português nunca deu o devido valor a Lena d’Água. Certo que o seu percurso pessoal a afastou da atenção nacional, mas deixou um legado musical ímpar que poderíamos ter continuado a amar e a celebrar. Este foi o ano em que Lena d’Água, que nunca nos abandonou realmente, teve o regresso que merecia. Com chancela de Pedro da Silva Martins a Benjamim, as músicas assentam perfeitamente no registo de Lena d’Água, desde as letras à produção revivalista mas bem atual. “Hipocampo” é uma obra-prima, e o single de apresentação, “Grande Festa”, chama para si a atenção de um novo e mais jovem público, relembrando toda uma geração do que andaram a perder. Desalmadamente é toda a alma de uma voz que se manteve imutável, perfeita, carregada por uma aura positiva, cheia de alegria de eterna criança. - JR



 

 

Primitive-Man-x-Hell-splitMavis Staples - We Get By (ANTI-)


Foi reanimado o espírito do soul de Otis Redding e Janis Joplin ou Sam Cooke, que não prometia voltar. Mavis Staples criou músicas intemporais, de inabalável consciência social, tão ternas quanto é suposto - desta Senhora, não podíamos esperar mais nada. A sua voz analógica, com a vulnerabilidade arrepiante do blues em bruto, e o gospel com toques de groove vivaço, garante a ignição da alma de que precisávamos. We Get By é um disco humanizante e ó-tão-necessário. - BF



 

 

Primitive-Man-x-Hell-splitMisþyrming - Algleymi (NoEvDia)


Já muitos aceitaram que, pelo menos nestes últimos tempos, a nata da nata do black metal chega através de ventos islandeses. Para outros tantos, escusado será dizer que o segundo álbum de um projeto que reúne elementos de Naðra, Svartidauði e Skáphe volta a provar isso mesmo. Entre a floresta boreal e a tundra, surge uma das mais equilibradas combinações de black metal tradicional, composição atmosférica e aquela pitada de black'n'roll à la Darkthrone. Melodia, dissonância e inúmeros riffs melancólicos aliam-se numa execução irrepreensível, construindo um dos possíveis candidatos aos tops do ano. - AT



 

 

Primitive-Man-x-Hell-splitRammstein - Rammstein (Universal)


O colosso germânico está de volta aos lançamentos, dez anos após Liebe Ist Für Alle Da. A fasquia não podia, portanto, estar mais elevada, mas o sexteto alemão fez questão de assegurar que a espera valeu a pena. Apelidado de Rammstein, o disco encontra-se repleto dos mais viciantes refrões, de riffs pujantes e ritmos de máquina industrial bem oleada, envolvidos na lírica acutilante e satírica do costume. Desde a outsider “Puppe” à dançável “Ausländer” (acautelem-se êxitos da pop, este pode muito bem ser o tema rei das discotecas de verão de 2019), o trabalho é coeso, completo e convincente. Rammstein über allen! - PS



 

 

Primitive-Man-x-Hell-splitRLGNS - Perceptions (s/r)


João e Pedro, ambos fortes presenças no não muito distante passado da cena lisboeta de hardcore/punk, estão a começar uma fulgorante caminhada sob o nome de RLGNS. Após os primeiros CDC0’s, a dupla apresenta a sua mais recente contribuição, Perceptions. Evitando abrir uma gaveta sonora sem querer resumir demasiado o som ao chillstep e dream pop, estes dois navegam uma disposição que ambiciona muito mais do que o melódico, o imersivo e o dançável. Nele, encontram-se as pequenas memórias de ruas desconhecidas, os olhares em slow motion e uma cidade que vive em foco e desfoco eterno, no rolo de uma máquina descartável. - JMA



 

 

Primitive-Man-x-Hell-splitSaint Vitus - Saint Vitus (Season of Mist)


Se há bandas que dispensam apresentação, esta é uma delas. Uma que ainda hoje relembra, a par de Black Sabbath, Pentagram e Trouble, com que fibras se construíram os alicerces do doom metal. O tom da guitarra de Dave Chandler volta a ser uma das imagens de marca, reforçando a densa (mas descomprometida) atmosfera criada pela secção de ritmo, tal como o regresso da incontornável voz de Scott Reagers que se revela como mais um dos motivos para rodar este álbum vezes e vezes sem conta. Não reinventaram a roda, mas verdade seja dita, não precisam de o fazer. Com muito rock e uns pozinhos de punk e blues, este deverá ocupar o seu merecido lugar nas prateleiras das mais dedicadas “troops of doom”. - AT



 

 

Primitive-Man-x-Hell-splitSolar Corona - Lightning One (Lovers & Lollypops)


Aqui está um álbum a ser consumido por inteiro, do início ao fim. Determinado pelo som atmosférico do rock psicadélico e progressivo, são explorados todos os cantos do stoner: a imprevisibilidade da progressão orgânica e dinâmica, os pulos entre o explosivo e a melodia arranhada, e a declarada impecável solidez de Lightning One. Com isto, Solar Corona são mais uma afirmação da mudança no paradigma da música portuguesa. - BF



 

 

Primitive-Man-x-Hell-splitWe Never Learned to Live - The Sleepwalk Transmissions (Holy Roar)


Brighton, Inglaterra é um berço de ouro para as sonoridades mais progressivas. Não admira, portanto, que da cidade costeira saia mais um disco brilhante de uma banda que cada vez mais se afirma no meio. Capazes de dinâmicas e contrastes brutais, variações pensadas e outras que dão em que pensar, The Sleepwalk Transmissions é uma viagem de abanões e embalos, de paisagens idílicas e desertos áridos, de vida e de morte. - PS



Artigo escrito por: Andreia Teixeira (AT), Beatriz Fontes (BF), Bruno Pereira (BP), João "Mislow" Almeida (JMA), João Rocha (JR) e Pedro Sarmento (PS).
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