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Overall - Março 2019

07 de Abril, 2019 ListasWav

Sem qualquer ordem, a não ser alfabética, apresentamos os discos lançados em março de 2019 que mais marcaram a nossa redação.

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Overall - Abril 2019

Overall - Fevereiro 2019
 

astronoid-album-coverAmerican Football - American Football 3 (Polyvinyl)


Comecemos pelas afirmações polémicas: o terceiro álbum dos American Football é o melhor da banda. Poderá não ter o impacto ou reconhecimento histórico do LP1 (os álbuns da banda são sempre homónimos), mas é com estas canções que os americanos conseguem ultrapassar o teste do tempo e fazer música datada soar completamente fresca. A essência emo de ’97 continua aqui, mas as composições são maduras e luxuriantes, e de uma beleza quase palpável. Cada faixa leva o seu ritmo orgânico de florescimento, e o mesmo acontece com o álbum em si, fazendo dele algo incrivelmente coeso, e um jardim muito belo. - JR



 

 

Beirut-GallipoliBody Void - You Will Know The Fear You Forced Upon Us (Crown and Throne)


Se algumas fórmulas dispensam reinvenção, outras agradecem. Duvido que doom-punk ou sludge-crust acabassem a fazer parte de tantos vocabulários sem a contribuição massiva deste trio. Seis mãos para dois temas são quanto basta para arrastar qualquer um até ao pântano mais nojento, e é surpreendente como o ouvido rapidamente se acomoda à dinâmica de desassossego, entre registos tão rápidos e tão lentos. Massacrados pela cadência e arrastados pelas cordas, encontram-nos já sem força para ir contra uma voz que nos sufoca. O equilíbrio perfeito entre tudo o que é desagradável. Castiguem-nos. - AT



 

 

Boy-Harsher-CarefulCapitão Fausto - A Invenção do Dia Claro (Sony)


Março foi mês para o quarto álbum de Capitão Fausto, A Invenção do Dia Claro. Depois de um início de carreira mais psicadélico, a banda afirma-se em registo pop. Concebido entre o Minho, o Brasil e Alvalade, este novo trabalho traz referências à cultura artística portuguesa (através do diálogo com a obra de Almada Negreiros), bem como a ligação a outras musicalidades lusófonas. No entanto, e apesar de um longo processo de invenção, fica a faltar algo. Este é um álbum demasiado coeso e contínuo, que flui sem grandes sobressaltos, não dando algo de verdadeiramente memorável a quem assistiu, e ouviu, Capitão Fausto desde o início. - IC



 

 

Candlemass-The-Door-To-DoomFirst Breath After Coma - NU (Omnichord)


Se Drifter já ilustrava uma clara vontade de crescer, NU é a derradeira prova da evolução artística dos leirienses First Breath After Coma. O nome até pode referenciar uma composição dos Explosions in the Sky, mas o coletivo encontra-se cada vez mais longe das suas raízes post-rock, optando por explorar territórios sonoros que não ousamos catalogar mas que se revelam encantadores, complexos e deliciosamente cinematográficos (trata-se, afinal, de um projeto multidisciplinar que funciona igualmente como um filme, não fossem todos os elementos da banda membros do grupo audiovisual Casota Collective). Inegavelmente ambiciosa, a nova obra dos First Breath After Coma constitui mais um passo em frente para esta tão promissora banda. - JA



 

 

Dream-Theater-Distance-Over-TimeHeaume Mortal - Solstices (Les Acteurs de L'Ombre)


Estes são os Heaume Mortal e Solstices é o seu álbum de estreia. Foi escrito entre 2011 e 2014, mas 5 anos depois este ainda apresenta algumas das mais assombrosas e refrescantes rendições do híbrido de black e doom metal na atualidade. Uma parte do trio provém do hardcore/sludge dos “Paris Most Nothing”, Cowards, mas esta sua entrada em territórios paralelos parece estar a colher frutos mais substanciais e memoráveis. Esmagador, atmosférico e simplesmente arrebatador. - JMA



 

 

Fange-PunirLow Dose – Low Dose (Brutal Panda)


Low Dose é o renascer das cinzas do último alinhamento de Fight Amp com Itarya Rosenberg dos defuntos Legendary Divorce. O disco de estreia lançado pela Brutal Panda tem tudo o que se pede de um clássico de noise rock. Guitarras estridentes, riffs pujantes e orelhudos, bateria reverberante com ritmos enérgicos e ousados. Não bastando a energia invariável, ainda somos brindados com grande songwriting, storytelling a inspirar catarse e uma dualidade de vozes que mantém o ar fresco a circular faixa após faixa. Refrescante é pouco. - JMA



 

 

Fange-PunirNoisem – Cease To Exist (20 Buck Spin)


De Baltimore para o mundo, com o intuito de provar que nem todas as fórmulas precisam de ser reinventadas. Se bem nos recordamos, o primeiro álbum dos Noisem já foi mais do que suficiente para nos fidelizar ao death-thrash-grind bem esgalhado e este Cease To Exist não deixa o assunto por mãos alheias. Atitude sem vergonha e blast-beats all over your face, garantem eles. Curioso como um registo com tão poucos momentos, especialmente memoráveis, nos consegue deixar com tanta vontade de carregar no repeat. Despretensioso, mas gostoso. - AT




 

 

Ithaca-The-Language-Of-InjuryOozing Wound – High Anxiety (Thrill Jockey)


Depois de alguns desencontros com a desinspiração estagnada dos seus anteriores discos, parece que o power trio de Chicago encontrou a sua verdadeira fórmula. High Anxiety é um level-up indiscutível que não só preserva o tradicional ponto de encontro entre a urgência do thrash e o assalto esmagador do hardcore punk, como ainda se deixa culminar num tareão de tonalidades mais graves e avassaladoras. Imagine-se Celtic Frost e Black Flag a trovejarem um circle pit de dissonância. No survivors. - JMA



 

 

Kaleikr-Heart-Of-LeadPaisiel – Paisiel (Lovers & Lollypops/Rocket)


Esta nova dupla entre o saxofonista alemão Julius Gabriel e o nosso percussionista João Pais Filipe já se apresentou o ano passado. Este ano, o EP homónimo ganha forma física e é digno de ser relembrado para os mais distraídos. Nesta fulgurante aventura dos sentidos, encabeçam-se cerca de 30 minutos em 3 faixas de grande calibre atmosférico e psicadélico. A elevar uma textura algo analógica e uma sensação de vertigem que pavimenta tanto a secção rítmica como a de sopros, e até mesmo os sempre presentes sintetizadores, tem-se aqui um projeto que respira um resultado final sedoso e memorável. - JMA



 

 

Panda-Bear-BuoysRaiju - Non Sequitur


Para gáudio dos fãs do técnico e do progressivo, de São Francisco explodem os Raiju. Frases melódicas alucinantes, tapping de bradar aos céus, vocais do agudo estridente ao growl, …a receita toda, bem cozinhada. Em Non Sequitur, do latim “não se segue”, o conceito é a falácia, a não conexão entre as premissas e a conclusão, reforçando a não categorização e colocação de rótulos estilísticos. Completamente imperdível para os fãs de Protest the Hero, Between the Buried and Me e The Fall of Troy. - PS



 

 

Primitive-Man-x-Hell-splitSinmara - Hvísl Stjarnanna (Ván)


Hvísl Stjarnanna traduz-se do islandês para “O sussurro das estrelas”, mas este segundo disco dos Sinmara, de Reykjavík, está longe de um sussurro. É monstruoso e imenso. Uma característica que tantos dos seus homólogos como Misþyrming, Svartidauði e outros têm domado debaixo da alçada mesoatlântica. Seja pelos climas gélidos, o exílio geográfico ou a íntima ligação com a natureza, existe um tremendo otimismo debaixo das enormes camadas de distorção, tambores e rugidos. A melodia de Sinmara ressoa com igual reverência ao ecoar dos trovões. Imponentes. - JMA



 

 

Soen-LotusSnarky Puppy - Immigrance (GroundUp)


Possivelmente o álbum mais acessível da banda até à data. Não obstante, o pior. O coletivo envereda pelos caminhos sonoros do rock, e apesar de até o fazerem bem, as músicas soam desinspiradas, sem os ataques de esquizofrenia que o jazz tanto pede. Soa demasiado polido, demasiado estanque, e quase sempre aborrecido. Os fãs reconhecerão elementos sonoros típicos dos trabalhos anteriores, mas entristecer-se-ão ao perceber a falta de pujança dos mesmos. Existem bons momentos, mas o álbum é tão esquecível que rapidamente o ouvinte o encarará como música de fundo, e não irá reparar neles. Uma pena. - JR



 

 

Young-Gods-Data-Mirage-TangramTerebentina - Terebentina (Edições Fauve)


Raiva punk, rasgos de noise e esquizofrenia free jazz - bem-vindos ao universo dos Terebentina, insólita criação artística com origem na Invicta (especificamente, na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto). Motivados por uma incansável busca pelas mais ruidosas e bizarras paisagens sonoras, recordam ora a irreverência sedutora de The Birthday Party, ora o tom mordaz dos Mão Morta ou a loucura performativa dos Sereias – tudo isto sem perderem as raízes da sua identidade. Um belo EP (e o primeiro lançamento musical do coletivo O Bergado, projeto onde seis dos seus membros integram os Terebentina) oferecido por uma banda talentosa e orgulhosamente vanguardista. - JA



 

 

Vanum-Ageless-FireThe Comet Is Coming - Trust in the Lifeforce of the Deep Mystery (Impulse!)


Falso. O cometa já chegou e aterrou ribombante no espaço auditivo terrestre, libertando cores, cheiros, gostos e sonhos. O multifacetado trio londrino, que junta um saxofone imperador com uma bateria do futuro e sintetizadores do além, apresenta o seu mais recente trabalho envolto em profecia, premonição e misticismo, revolvendo em torno da criação universal e do eventual fim desta. Conta com a participação da sempre acutilante Kate Tempest e a colaboração é sublime. - PS



 

 

Xiu-Xiu-Girl-With-The-Basket-Of-FruitThe Devil And The Almighty Blues - Tre (Blues For The Red Sun)


Os nórdicos The Devil and the Almighty Blues regressam este ano com o seu terceiro disco, Tre, assumindo-se como o mais maduro e cativante registo até à data. Alicerçado num blues rock arrastado e lamacento, a banda norueguesa apresenta neste trabalho uma atmosfera escura, construindo paisagens envolventes e um mantra hipnotizante. Destaque ainda para as guitarras deste álbum, capazes de facilmente enfeitaçar a alma ao ouvinte. - BP



 

 

Yeruselem-The-SublimeTotaled - Lament (Profound Lore)


Os anónimos Totaled passam a juntar-se à esmagadora lista de estreias deste ano. Lament, o seu primeiro disco editado pela Profound Lore, otimiza agressão, dissonância e até alguma melodia do black metal com uma personalidade e postura reconhecivelmente hardcore. No entanto, Lament não ambiciona a acessibilidade do ouvinte, apenas a sua atenção. Em troca, entrega um sonoro sujo, castigador e animalesco sem qualquer restrição. Com D-Beat, riffs lamacentos à mistura e berros cavernosos, imagine-se um mosh pit de lodo e merda. Grande estreia! - JMA




 

 

Xiu-Xiu-Girl-With-The-Basket-Of-FruitTriumvir Foul - Urine Of Abomination (20 Buck Spin)


Desta vez decidiram contar-nos uma história curtinha, para ainda haver tempo para um xixi. Curto e grosso são as palavras de ordem. Triumvir Foul voltam a entregar-nos um death castigador, devidamente acompanhado por umas ocasionais descargas de noise à la The Body e aquela pitada de grind capaz de apanhar até os ouvidos mais atentos na curva. Bateria incansável e riffs destemidos pavimentam o caminho para o pit. Talvez a voz merecesse mais atenção, ainda assim podemos dizer que a banda de Portland tem em braços um trabalho capaz de mudar a cor da água de dez piscinas. - AT



 

Artigo escrito por: Andreia Teixeira (AT), Bruno Pereira (BP), Inês Calçôa (IC), João "Mislow" Almeida (JMA), João Rocha (JR), Jorge Alves (JA) e Pedro Sarmento (PS).
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