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"Alcest são os cabeças de cartaz que faltava anunciar" • Luís Salgado (promotor) em entrevista

11 de Fevereiro, 2016 NotíciasBruno Pereira

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SoundBayFest2016

Luís Salgado é um dos nomes por trás da Amazing Events, promotora responsável pelo Sound Bay Fest, tendo organizando concertos na Grande Lisboa já há vários anos. No ano passado, a Amazing Events foi responsável, ou co-responsável, pela promoção de concertos em Lisboa de bandas como Acid King, Eyehategod ou Torche. Este ano produziu já Greenleaf em Cascais e na agenda para os próximos tempos estão já bandas como Baroness, The Vintage Caravan ou Sasquatch.

A primeira edição do Sound Bay Fest teve como nomes fortes Radio Moscow, The Picturebooks, Black Bombaim ou Tweak Bird e para este ano o cartaz eleva ainda mais a fasquia. Em 2016 passam no Sound Bay nomes como Men Eater, com o seu último concerto de sempre, Elder, que vão tocar Lore pela primeira vez em Portugal, ou as estreias há muito aguardadas de Siena Root, Mondo Drag, dos veteranos BANG ou Death Hawks. Para a segunda edição, o festival cresceu em número de dias (passando agora para um evento de dois dias) e em diversidade de géneros. Ao psicadelismo e rock dos anos 70, junta-se agora ainda mais Stoner, Doom e... Blackgaze, ou shoegaze, como se vai poder descobrir em baixo.

 
Sei que antes do Sound Bay já costumavas promover concertos em nome próprio. Como surgiu a oportunidade de trabalhar nesse ramo?
A oportunidade foi criada pelo misto de prazer em fazer este trabalho e com a necessidade de trabalhar. Há 15 anos comecei a promover eventos juntamente com o meu irmão , primeiro com a nossa banda, depois um espaço/sala de concertos pediu-nos para promover lá alguns eventos e passado um tempo já estava encarregue de toda a programação da sala. E pronto, nunca mais fiz outra coisa. Basicamente desde os 16 anos só fiz isto como constante , nem sempre profissionalmente, mas sempre com essa ambição. Foi a minha universidade, o gosto pela música.

 
 
Como surgiu a necessidade da evolução desses concertos para um festival?
Logo no principio tentámos ter um festival, fizemos umas duas tentativas, que nem sempre correram bem, mas que serviram para perceber que temos que esperar pela altura certa para fazer algo tão grande e que envolve tanta dedicação. O passo foi dado porque sentimos a confiança em nós e claro, porque ao longo do tempo fomos criando laços com outras bandas, pessoas da área e agências que, à sua maneira, nos ajudam a criar o Sound Bay Fest.

 
 
Numa época com dezenas e dezenas de festivais, o promotor João Carvalho (Paredes de Coura e Primavera Sound) disse-nos em entrevista que, para ele, para um festival vingar tem que ter identidade. Como defines a identidade do Sound Bay?
Concordo com essa afirmação, a identidade é muito importante e o sucesso de um festival também passa por conseguir transmitir essa identidade. Na minha perspetiva, o Sound Bay Fest é único, por várias razões: é um festival urbano, que mistura novas tendências da música moderna alternativa (caso dos Jessica 93), com grandes clássicos (caso dos BANG), num ambiente de conforto total e sem grandes distracções, para que a música seja alvo de todas as atenções. Queremos criar a ideia de que estás em casa no sofá a curtir a tua banda, fechas os olhos e de repente estás a ver essa banda com mais malta com a mesma onda que tu e com uma cerveja na mão. Simples assim!

 
 
Que balanço fazes da primeira edição? Correspondeu, ou superou mesmo, as expectativas?
Acho que correspondeu , houve cenas que gostei muito e que superaram as expectativas, houve outras que foram exatamente o que pretendíamos e houve outras que falharam e ficaram aquém. Mas foi um balanço positivo para 1ª edição.

 
 
Este ano conseguiram anunciar grande parte do cartaz mais cedo. Foi mais fácil conseguir construir o cartaz, comparando com o ano passado? Quais têm sido as maiores dificuldades?
Foi mais planeada esta 2ª edição. Quando decidimos fazer a primeira, dissemos a nós mesmos que até à 5ªedição íamos de certeza, acontecesse o que acontecesse, e planeamos logo as 3 primeiras edições. Houve poucas alterações no que pensámos inicialmente. Deixamos algumas vagas para bandas mais recentes, mas sabemos o que procuramos que é qualidade e diversidade de bandas. As dificuldades fazem parte e basicamente é fazer coincidir horários e planeamentos das digressões de todas as bandas.

 
 
Mudar as datas do festival para as mesmas dos Desertfest Londres e Berlim e perto do Roadburn da Holanda facilitou a vossa estratégia? Que bandas vão este ano a esses festivais que gostavas mesmo de trazer e não conseguiste?
Sim, podemos dizer que foi uma estratégia que nos facilita a contratação de algumas bandas. Quase todas as bandas desses festivais são do meu agrado, até porque são festivais muito bem produzidos. No entanto, temos exatamente quem queríamos e até houve bandas que foram tocar a esses festivais porque nós marcámos primeiro no Sound Bay Fest e então eles planearam a tour em volta dessas datas. Mas acho o nosso cartaz mais diversificado e, aí está, com a nossa própria identidade.

 
 
A grande maioria do cartaz é composta por nomes que se estreiam em Portugal. Foi coincidência ou achas importante essa característica para a afirmação de um festival novo?
Diria que é fundamental. Queremos mesmo seguir essa linha, por muito pouco "comercial" que seja. Naturalmente, nem sempre podemos colocar só estreias, mas se tiverem qualidade e tivermos essa oportunidade, farão parte do Sound Bay Fest. Casos como Death Hawks, Ecstatic Vision, Jessica 93 ou Ohhms vão estar com certeza em grandes festivais no futuro, tal é a qualidade dos seus concertos e dos seus álbuns. Só vendo e sentindo!

 
 
O cartaz já está fechado ou podemos esperar ainda alguma novidade de peso?
Bem, os Alcest são os cabeças de cartaz que faltava anunciar. É a novidade de peso que faltava. Mas claro, o regresso dos LÖBO é também de salientar. Estes são os dois nomes que faltavam e aqui está a revelação. Espero que seja do agrado dos visitantes do Sound Bay, a nós encheu-nos as medidas!

 
 
No ano passado o festival ocorreu na sala Room 5 no Cais do Sodré. Este ano vai ser no mesmo sítio ou estes nomes já justificam uma sala maior?
Vai ser num local com condições de conforto parecidas com as do ano passado. A capacidade não muda muito, novidade é a zona VIP ser aberta a mais pessoas (artistas/guests/quem comprar o passe VIP), no ano passado era só para artistas. Vai ser só um palco, a sala é mais ampla e terá boas condições de restauração, WC's e acessos. Em breve será anunciada. Vamos deixar a malta absorver as bandas todas primeiro.

 
 
Em média serão 10 bandas por dia, durante os dois dias de festival. Não vão então apostar num sistema de 2 palcos a alternar entre si para evitar grandes perdas de tempo entre bandas?
Como referi, será um só um palco, até porque acho importante haver aquele tempinho entre as bandas para as pessoas conseguirem falar, dar opinião, interagir, descontrair e apreciar a vida, que também é um dos objetivos do Sound Bay Fest, trazer até a um centro urbano a alegria e paz que em norma se consegue num festival de verão. Penso que o ano passado conseguimos esse espírito e este ano vamos fazer por isso outra vez.

 
 
Último concerto de Men Eater ou o regresso aos palcos de LÖBO. Para ti, qual deles o mais especial?
As duas bandas enchem-nos de orgulho por as termos no cartaz. Posso dizer abertamente que como fiz o primeiro concerto de Men Eater no Lótus Bar, agora fazer o último é especial e emocionante. Ver a estreia da banda e o cessar de atividade depois de uma carreira de topo que os levou a quase todo o lado é sem dúvida muito especial.

 
 
Dentro dos nomes menos óbvios, qual achas que vai surpreender mais no Sound Bay Fest?
Acho sinceramente que os Ecstatic Vision, os Death Hawks, os Domo, os Jessica 93 ou os Ohhms vão ser dos melhores concertos de bandas internacionais em 2016 em Portugal. A nível nacional, os Equations, apesar de já mais conhecidos, mas gosto muito da banda e espero um grande concerto. E estou orgulhoso de ver as novas bandas nacionais como os Crude, os Desert Mammooth, os Strobelight Newborns, os Solar Corona ou os Her Name Was Fire a darem cartas em palcos nacionais e desejo que esta oportunidade seja o começo de grandes voos. Todas elas são de uma qualidade enorme.

 
 
Qual era a banda que no futuro mais gozo te dava conseguir agendar? Se a resposta for Black Sabbath, porque não tentar? (risos)
Nunca iria meter Black Sabbath no Sound Bay Fest. Gosto muito da banda, é uma referência para mim, mas como banda que são hoje em dia nunca os iria agendar. A tal questão da identidade. Dessas alturas preferia agendar um concerto de Roky Erikson, a solo ou com a banda 13th Floor Elevators, e espero conseguir num futuro próximo. Das bandas de hoje em dia, curtia talvez Allah-Las ou Murder City Devils.

 
 
Última mensagem a quem estiver a ler.
Continuem a procurar novos horizontes na música, a respeitar os artistas do passado e a curtir a pureza da música. E claro, a apoiar projetos como a Wav e o Sound Bay Fest!

 
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