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Os 15 melhores concertos do ano – 2016

15
Mudhoney – NOS Primavera Sound (10/06)


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14
Greenleaf – Cave 45, Porto (16/01)


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13
Kendrick Lamar – Super Bock Super Rock (16/07)

 

12
Paul Jebanasam – Semibreve (30/10)
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© Semibreve

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11
Thee Oh Sees – Vodafone Paredes de Coura (18/08)


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10
Neurosis – Amplifest (21/08)


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9
Arcade Fire – NOS Alive (09/07)


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8
PJ Harvey – NOS Primavera Sound (10/06)


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7
Ty Segall – NOS Primavera Sound (11/06)

 

6
Truckfighters – Cave 45, Porto (06/11)

 

5
Sigur Rós – NOS Primavera Sound (09/06)


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4
All Them Witches – Sonic Blast Moledo (12/08)

 

3
LCD Soundsystem – Vodafone Paredes de Coura (18/08)

Façamos um exercício: Imaginem que um dia a vossa banda favorita vos convida a ir a estúdio assistir a uma sessão de gravações; Agora imaginem, que para além de vocês são convidados milhares de aficionados e curiosos pelo trabalho desse grupo. Soa bom demais para ser verdade, mas para a gigantesca afluência em Paredes de Coura este ano, foi a mais deliciosa das realidades.

Numa casa cheia, seriam poucos os que se lembrariam do concerto de 2004, primeira vez que os LCD passaram por Coura, mas o que é certo é que a diversidade de idades e gostos convergiu toda ao Palco Vodafone para assistir ao regresso deste projecto histórico do dance punk, e este concerto de 2016 ficará seguramente na memória. Um autêntico estúdio em palco caracterizou o regresso dos LCD Soundsystem aos palcos e a ovação do seu mestre de cerimónias, James Murphy, como um dos mais talentosos músicos da atualidade.

Todos os sons, todas as vibrações, todas as palavras e energias foram emanadas no momento, num concerto que percorreu todas as maiores e melhores canções deste projeto musical. As luzes, e a sempre presente bola de espelho, foram a cereja no topo do bolo, num espetáculo que as margens do Taboão, aliás todo o país, há muito não assistiam. De facto, LCD Soundsystem veio ensinar a muitas bandas o que ser um cabeça de cartaz verdadeiramente significa.


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2
Usnea – SWR Barroselas Metalfest (23/05)

Os Usnea são um trio norte-americano, natural de Portland, e estavam em estreia absoluta no nosso país na recente edição do SWR Barroselas Metalfest. Debaixo de um contraluz constante, o Funeral Doom de riffs bem lamacentos funcionou na perfeição com a claustrofobia e escuridão do palco que até é nomeado de Dungeon, com vocais que pareciam vindos diretamente das profundesas do inferno e os ocasionais Blast Beats a darem uma dimensão ainda mais negra à música e atuação.

Foi um concerto relativamente curto, de cerca de meia hora, mas de uma enorme itensidade, tanto física como psicológica, com os Usnea proporcionaram um dos headbangs mais sincronizados de que há memória. Um headbang lento e que denunciava que todo aquele público estava não só na masmorra do festival mas também nas masmorras do seu próprio subconsciente. Uma densa hipnose que só terminou aquando os últimos acordes de “Healing Through Death” do seu mais recente disco Random Cosmic Violence. Violência cósmica é mesmo a melhor definição que se pode dar a este concerto.

 

1
Anna von Hausswolff – Amplifest (20/08)

Com um cartaz tão bem composto por nomes como Neurosis, Oathbreaker, Prurient, Mono, Caspian e muitos mais, acaba sempre por haver pressão nas atuações menos esperadas para surpreender e captar a atenção do público. Anna von Hausswolff por si já seria uma promessa incrível, mas aquilo que se testemunhou no dia 20 de agosto, a rondar as 20h45 na altura, foi algo de puramente transcendental. Praticamente a fazer fronteira com os limites físicos e emocionais entre o ouvinte e a artista, sem pressão, sem pressa e com muita postura, a sueca e a sua banda conseguiram dar ao público um tremendo empurrão de força e controlo com favoritas como “Deathbed”, “Pomperipossa”, “Evocation”, “Come Wander With Me” e claro: “Stranger”. As melodias, a voz, a dimensão arquitetónica da música, os pequenos detalhes e o retrato maior, nada consegue pesar o tremendo impacto que a sueca causou ao público ouvinte. Sentir o inferno de drone/noise que nos erga acima do chão até ao teto do Hard Club, e com o orgão, como ventos divinos a empurrar-nos para o fundo da sala. É dificil colocar em palavras, mas poucas são as bandas que nos conseguem manipular daquela forma.


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Por Wav / 28 Dezembro, 2016

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