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1000mods + Glowsun – Cave 45, Porto [19Abr2017] Texto + Fotos

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Mais uma noite da Garboyl Lives na Cave 45, desta vez de stoner europeu levado a cabo pelos franceses Glowsun e os gregos 1000mods.

O som estridente que projetava Glowsun no começo nem fazia anunciar o que por aí vinha. Esta banda heavy psych ou metaldélico (ouviram aqui pela primeira vez) surgiu como uma surpresa para quem não fez o trabalho de casa. Para com quem falámos durante e após o concerto foi uma grande revelação e devemos sem sombra de dúvida agradecer à curadoria desta promotora, que vem trazendo pérolas destas durante o ano letivo até ao exame final que é o Sonic Blast Moledo. Já não víamos um concerto tão cheio de fists no ar, air guitar e air drums na Cave 45 há algum tempo. Talvez se deva à panóplia de efeitos naquela guitarra, ficando na memória aquele cry baby e a clara influência dos clássicos que todos gostamos e com os quais crescemos.

Fazendo o contra-peso com a semana anterior, com os norte-americanos Harsh Toke e JOY, há algo de complexo na composição rítmica e nas tonalidades dos europeus. Não é sempre feliz e contente, temos de ir ao fundo para voltarmos a ascender ao plano mágico do riff bliss. Se Glowsun era mais próximo do metal, 1000mods fica mais perto do hard rock. Viemos vingar uns 15 minutos de 1000mods no passado Desertfest belga (reportagem aqui), onde na altura imperou o desejo de ver Colour Haze. A banda grega levou muitos peregrinos até à Cave 45, enchendo quase por completo a casa com antigos e novos clientes. Foi um concerto para a menina e para o menino, se é que se entende.

Os 1000mods são uma banda com já algum hype na nova geração de amantes do stoner rock e, desde o último álbum, a sua projeção tem crescido cada vez mais, com uma tour com várias datas esgotadas por essa europa fora. O concerto teve momentos genuínos de bom riffage, onde o tempo de antena entre guitarristas foi bem dividido, dando a impressão de que não há divas naquele grupo que tem a mesma composição de elementos desde o seu início. Falando com a banda momentos após o concertos ficamos a conhecer as suas maiores influências: Black Sabbath e os gregos Nightstalker. Ficámos também a saber que tocar com o baixo nos joelhos numa de Red Hot Chili Peppers causa graves danos na coluna, mas faz tudo parte. O alinhamento foi minuciosamente equilibrado entre temas do novo álbum e outros já “clássicos, ficando no fim a faltar um muito requisitado encore.

A próxima noite stoneriana no Porto é já no dia 2 de maio, com o regresso dos suecos Greenleaf com disco novo, no Hard Club. Encontramo-nos lá?

 

 

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Por Alexandra Martins / 27 Abril, 2017

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