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2º Aniversário Sabotage Club - Lisboa [30Abr/1-2Mai2015] Texto + Fotos

07 de Maio, 2015 ReportagensDiogo Alexandre

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O Sabotage Club fez 2 anos de existência e para celebrar destinou 3 noites seguidas à festa. Pela sala do Cais do Sodré passaram Pop Dell'Arte, The Parkinsons, Bruto & the Cannibals, The Jack Shits, Volcano Skin e Billy Lobster.





O segundo dia de aniversário do Sabotage foi preenchido com o mais intenso rock made in Portugal.

A honra de abertura coube aos Barreirenses The Jack Shits que infestaram a sala com o seu garage rock agitadíssimo. “Olá, nós somos os Parkinsons. Obrigado por terem vindo! Quando o concerto acabar podem-se ir embora.” foi o que Jack Legs (Diogo, para os amigos) proferiu minutos antes de tirar a tshirt. A verdade é que poucos eram aqueles que conheciam a banda, porém, com a sala já algo composta, este enérgico trio conseguiu cativar tanto os conhecidos como os desconhecidos, e às tantas, quando olhamos para trás, vemos um mosh pit ao rubro e um Sabotage a gritar “Godaaaaamnn!!”.

Depois de subirem os espaldares do ginásio do Barreiro Rocks [Vê aqui a reportagem] estes Jack Shits provam que jogam tão bem casa como fora dela. O Sabotage revelou-se demasiado pequeno para tanta potência! A acabar contaram com a preciosa ajuda de Jack Pinças, enquanto Jack Legs exaltava o público e se preparava para iniciar um digno crowdsurf... coube ao Jack Straw levar o barco a bom porto e terminar de vez com a festança geral.



O povo já estava quente (demasiado até) quando os The Parkinsons entram no pequeno palco da sala lisboeta e dão início ao uma verdadeira ode punk: as tshirts de Sex Pistols, Black Flag, The Clash e Ramones (mais as do Rocket To Russia do que as da Primark, passo a publicidade) dominavam a plateia. Os mosh pits eram uma constante. Cada vez que um esmorecia (por cansaço dos intervenientes) logo outro surgia. Cerveja pelo ar, invasões de palco, roubos de microfones, stage dive... viu-se de tudo!

O público que encheu (arrisca-se a dizer que esgotou) o Sabotage provou que estava ali porque queria e não para picar o ponto. As músicas, (quase) todas cantadas na ponta da língua, incidiam mais nos primeiros trabalhos da banda: “Streets Of London”, “New Wave” e “Bad Girl” (que encerrou o set regulamentar) foram autênticos hinos. Pelo meio, por entre os corpos suados, vemos um rapaz agarrado à conduta de ventilação (situada no teto da sala), fazendo flexões, e caindo apenas quando a proteção da conduta desabara. Os cabos elétricos das luzes e do projetor já desciam sobre o palco e se emaranhavam nos pés do aventureiro e destruidor público do Sabotage. Punk às antigas, fodendo, literalmente, o sistema.

“Back To Life” não foi esquecido e foi com “City Of Nothing” e uma maxi-version de, aproximadamente, 10 minutos de “So Lonely”, com direito a sucessiva invasão de palco, amplificadores desastradamente desligados e música cantada, quase integralmente, pelo público, que a banda de Victor Torpedo e companhia acabou, definitivamente, com toda a folia que se instalara neste pequeno clube lisboeta há já algumas horas.

Não é por acaso que os The Parkinsons foram/são tomados como “A banda mais perigosa do mundo, ao vivo”... o que sucede é que agora à banda, junta-se o público. Não arriscamos a dizer que este seja o público mais perigoso do mundo mas que vai dar muitas dores de cabeça aos promotores de concertos, isso vai dar de certeza... a conduta de ventilação que o diga.



Ainda na ressaca devastadora dos The Parkinsons regressamos ao Sabotage Club para verificar se está tudo na mesma... e sim, a conduta de ventilação continua sem tampa.

Comparativamente com os dias anteriores, este é claramente o dia menos concorrido: a amálgama de pessoas à porta do bar não chega à dezena, à hora de abertura de portas.

Pouco depois das 23:30, Billy Lobster entra em cena munido com o seu trio d'ataque: uma guitarra, um bombo e uns pratos de choque, são o necessário para este lagostim celebrar o blues na sua forma mais pura. O concerto do jovem músico vagueou por entre covers e originais, ouviu-se Muddy Waters misturado com temas como “ Motherfucker You Know” e “Pain In The Ass” - a última música do concerto. Foi cerca de meia-hora que nos transportou para os anos 50, época em que não se precisava de ser um virtuoso músico para se fazer boa música... o espírito mantem-se hoje.



Apesar do bom entretenimento proporcionado pelo one-man band, a noite era, obviamente, dos Bruto & The Canibals. Já com uma plateia mais avultada e a banda em cena, Jorge Bruto entra de rompante palco adentro onde os seus canibais já iniciavam “Get Out Of My Life”. Público e banda ao rubro.

Com poucas pausas pelo meio e a um ritmo aceleradíssimo, Jorge Bruto, quase sempre perdido no meio de tantas músicas que compunham o seu alinhamento, dá o seu melhor, sempre mantendo a classe e postura, entregando, por vezes, o microfone a terceiros para este poder ir para o meio do mosh ou falar com o técnico de som. Não sabemos ao certo a idade deste espetacular frontman mas calculamos que os seus 20 anos já tenham ficado muito lá atrás. A verdade é que quer este vocalista tenha mais ou não de 20, porta-se como tal e está aí para as curvas. Já vimos muitos (mas mesmo muitos) vocalistas de rock (na flôr da idade) sem um terço da energia que este senhor transmite ao público.

Tudo isto aliado a uma banda sonora tipicamente psychobilly (ou “speed rock 'n' roll” como eles lhe chamam) resulta na fórmula do sucesso. Não há verdadeiramente nada a apontar a este concerto! Um público animado que sabia ao que ia, cantando “Astroman”, “Mad Dog”, “Wild Wild Wild World”, enfim... quase tudo. Até houve direito a cover dos The Gun Club.

“Slut From Hell”, “a minha preferida” confessa o vocalista, incendiou a plateia, composta maioritariamente por homens, com o seu ritmo rápido, abrindo, claro está, mais um mosh da praxe.

“Like a Rocket”, o derradeiro single, foi cantado pelos fãs que juntavam defronte de Jorge Bruto que lá ia fazendo as suas poses de cigarrilha na boca e zippo no bolso, acabando por desaparecer tão rápido como surgiu, deixando-nos na dúvida se aquela pessoa realmente existe ou se foi tudo fruto da nossa imaginação. O mistério mantem-se até hoje.

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