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And So I Watch You From Afar @ Hard Club – Porto [5Nov2015] Texto + Fotos

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Warning: If you are reading this then this warning is for you. Every word you read of this useless fine print is another second off your life. Don’t you have other things to do? Is your life so empty that you honestly can’t think of a better way to spend these moments? Or are you so impressed with authority that you give respect and credence to all that claim it? Do you read everything you’re supposed to read? Do you think every thing you’re supposed to think? Buy what you’re told to want? Get out of your apartment. Meet a member of the opposite sex. Stop the excessive shopping and masturbation. Quit your job. Start a fight. Prove you’re alive. If you don’t claim your humanity you will become a statistic. You have been warned. – Fight Club

 
Quinta-feira, 5 de novembro. 22h30h. Não, não estivemos perante um “clube de luta”, mas a julgar pelo suor e pela intensidade das expressões faciais daqueles que encheram a sala 2 do Hard Club bem que poderia ter sido.

21h. Homem em Catarse sobe ao palco munido da sua guitarra e com o seu mais recente trabalho, lançado este ano, Guarda-Rios.  O minhoto, membro dos Indignu, amarrou os presentes com a sua folk dedilhada a distorções idílicas e a poesia melancólica. O contraste de Afonso Dorido com os And So I Watch You From Afar foi notável– e bem recebido.

22h. Conhecidos pelo seu math/post rock e pelas suas performances ao vivo explosivas e energéticas, os And So I Watch You From Afar tomaram o palco que era seu por direito, num dos concertos mais esperados do ano – e que acabou mesmo por se traduzir numa sala esgotada. Mas a energia e dedicação da banda não esgotou, nem quebrou. Esta energia foi completamente reciprocada, se não até ultrapassada, pela energia do público, perfazendo assim, uma simbiose perfeita, uma combinação que raramente se consuma em concertos nas mais variadas salas portuguesas. A entrega e a dedicação eram palpáveis – nem que fosse através do suor que inundava os membros da banda e alguns elementos do público. “Movimento” foi também uma palavra que se aliou a esta energia, difíceis eram de encontrar corpos que não estivesses em erupção, moldados por movimentos esquizofrénico ou em “headbanging” sincronizado com o guitarrista Rory Friers.

O alinhamento foi muito focado nos trabalhos anteriores dos irlandeses como All Hail Bright Futures, de 2012, com “Eunoia”, Big Thinks Do Remarkable”, Like a Mouse” e “Ambulance”. Também pelo homónimo de 2009, com “Set Guitars To Kill”; e por Gangs de 2011, com “BEAUTIFULUNIVERSEMASTERCHAMPION” e “Gang”. Sendo que o concerto abordou muito superficialmente o mais recente trabalho de ASIWYFA, Heirs, apenas “Run Home”, “Wasps”, “People Not Sleeping”.

Se Chris Wee (baterista de ASIWYFA) em entrevista à Wav, afirma que tem boas memórias do público português, e recorda que o último concerto que deram no Porto (2012, Plano B) foi suado e intenso, afirmando também que essa noite em particular foi memorável – com certeza que o baterista não se terá sentido defraudado com o concerto de quinta-feira. No fim deste concerto, não foram poucas as pessoas que facilmente lhe atribuíram o título de “melhor concerto do ano” ou um dos melhores concertos do ano. Foi sem dúvida um concerto intenso, mas um pouco cansativo, já que as melodias dos irlandeses conseguem ser um pouco repetitivas e, por vezes, desinteressantes.

Nunca é demais deixar um apontamento positivo à Amplificasom – sim, porque é sempre importante ressalvar as pessoas que tornam noites como estas possíveis e que tornam o Porto cada vez mais importante do mapa cultural – pela excelente organização e pela pontualidade às quais sempre nos habituaram. Como tal, e com uma fasquia tão elevada, desejamos um grande 2016, que traz o seu 10º aniversário, à Amplificasom.

I don’t want to die without any scars.

 

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Por Sara Dias / 9 Novembro, 2015

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