8
DOM
9
SEG
10
TER
11
QUA
12
QUI
13
SEX
14
SAB
15
DOM
16
SEG
17
TER
18
QUA
19
QUI
20
SEX
21
SAB
22
DOM
23
SEG
24
TER
25
QUA
26
QUI
27
SEX
28
SAB
29
DOM
30
SEG
31
TER
1
TER
2
QUA
3
QUI
4
SEX
5
SAB
6
DOM
7
SEG
8
TER

Angel Olsen - CCVF, Guimarães [13Mai2018] Texto + Fotos

18 de Maio, 2018 ReportagensHugo Adelino

Partilhar no Facebook Partilhar no Google+ Partilhar no Twitter Partilhar no Tumblr
CC Vila Flor

Kristonfest 2018, Madrid [12Maio] Texto + Fotogalerias

Filho da Mãe - Ateneu Comercial do Porto [9Mai2018] Texto + Fotos
No passado domingo tivemos os prazer de nos deslocar à cidade berço para testemunhar uma aparição digna de um 13 de maio, não de uma divindade religiosa mas de uma outra senhora genuinamente de carne e osso. Falamos, claro, de Angel Olsen, a cada vez mais aclamada cantora e compositora de St. Louis, que nos visitava novamente a solo, desta feita no grande auditório do Centro Cultural Vila Flor. À chegada à sala, o palco apresentava-se enorme e despido, encarando uma enorme plateia repleta e há muito esgotada, tal a admiração que esta senhora tem conquistado pelo nosso país.

Esperava-nos um concerto muito diferente do último que nos foi presenteado no NOS Primavera Sound do ano passado, e assim que Olsen tomou o palco, não houve dúvidas que seria também uma versão muito mais profunda e intimista da artista. Com a simplicidade e à vontade de uma pessoa da casa, entrou silenciosamente na sala e pegou na guitarra, ajeitou o microfone e disparou com “Sans”, do recente álbum Phases. A sua voz melodiosa e o seu olhar hipnotizante rapidamente encheram todo aquele espaço, a sua presença cresceu música a música e, de repente, aquele gigantesco palco que parecia grande demais para a artista foi reduzido a uma pequena sala, onde a mesma parecia cantar para apenas um punhado de pessoas, como se uma reunião de velhos amigos se tratasse. Olsen contava as suas histórias, os seus amores e dissabores, e para isso vinha munida de um reportório muito diferente. Tirava do baú velhas vivências, onde Halfway Home e Burn Your Fire For No Witness não foram esquecidos, mostrou uma nova música e foi falando de expectativa e surpresa, e em como é bom entrar numa sala sem esperar nada e ser depois surpreendida. Falou também de como é cada vez mais difícil encontrar algo genuíno nos nossos dias e, enquanto isso, ali estávamos nós, carregados de expectativas para este concerto e ainda assim surpresos pela imensidão e permeabilidade deste universo criado pela cantora, que parece tão genuíno e real capaz de encher o coração ao público a cada canção.

Tudo acabou com “White Fire”, essa longa despedida que se prolongou por quase dez minutos de música, demasiado curtos para quem adivinhava já que seria esta a sua última canção. É bom ver concertos assim. Numa altura em que quase tudo nos chega através de plataformas digitais, em que temos acesso ao mundo a partir do conforto de casa, em que comunicamos e nos relacionamos através de dispositivos, em que o entretenimento é instantâneo e de fácil acesso, é por vezes fácil esquecermo-nos da autenticidade das coisas, da genuinidade de um concerto e da intensidade do sentimento e da presença. São artistas como Angel Olsen que nos relembram de tudo isto, que nos devolvem a intimidade, o real e o sentimento. Por tudo isto Angel, somos-te eternamente gratos.

Angel Olsen
por
em Reportagens
fotografia Hugo Adelino

Angel Olsen - CCVF, Guimarães [13Mai2018] Texto + Fotos
Queres receber novidades?
Comentários
http://www.MOTORdoctor.PT
Contactos
WAV | 2019
Facebook WAV Twitter WAV Youtube WAV Flickr WAV RSS WAV
Queres receber novidades?