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Apocalyptica @ Coliseu dos Recreios - Lisboa [3Nov2015] Texto + Fotos

10 de Novembro, 2015 ReportagensDiogo Alexandre

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Terça-feira chuvosa em Lisboa, o frio não marcou presença mas a chuva teimou em aparecer. À entrada, aquando da abertura de portas, observamos a fila que já era extensa e continha pessoas das mais variadas faixas etárias. Os mais novos à frente, pois claro, mas os quarentões também não quiseram perder o regresso dos finlandeses ao nosso país cinco anos após a sua passagem e com, provavelmente, o seu álbum mais pop até à data.

Ainda em modo de aquecimento, surgem os Tracer diante de nós: trio rockeiro de baixo/guitarra/bateria que debitou o mais puro rock durante os 30 minutos que lhes reservaram, com todos os clichés que o género exige. “Hey, hey, hey” gritados pelo público, solos à glam, baquetas e palhetas a voar, muita interação. A verdade é que apesar da música que praticam já estar um pouco saturada, a banda conseguiu destacar o que de melhor se faz dentro do género e assinar uma atuação muito próxima da perfeição. Enquanto banda de abertura cumpriram muito bem aquilo que lhes era exigido: agitar, cativar e entreter o público até à entrada dos finlandeses em palco. Desconheciamo-los por completo mas, ao que parece, esta era a sua segunda passagem pelo nosso país e correu tudo da melhor forma.

“Melhor que na Suíça”, gracejou o vocalista. Ainda brincaram com os presentes dizendo que podiam ir ter com eles, depois do concerto, para lhes oferecerem umas cervejas e gozarem com o seu sotaque australiano (“aussie accent”). O público gostou, prova disso foram as conversas de admiração no intervalo relativamente ao trio australiano. No final do concerto, a fila para tirar fotos com Michael Brown e companhia vinha até às escadas do Coliseu. Aprovados com distinção!

Às 22h em ponto a banda mais aguardada da noite sobe ao palco após uma longa introdução. “Are you ready!?” gritado por Paavo Lötjönen, inicia a atuação, aberta com “Reign Of Fear” colada a “Grace”, posteriormente apresentada por Eicca Toppinen. Perttu Kivilaasko surge do lado esquerdo vestido de oficial militar e de quepe na cabeça, liderando o trio de cordas. “I'm Not Jesus” lançada logo no início (foi a 3ª música do alinhamento) soltou o público das amarras que ainda o prendiam ao chão e faz com que o mesmo cantasse em alto e bom som o refrão da conção, originalmente desempenhado por Corey Taylor dos Slipknot. Aqui num misto de fãs mais Franky Perez, o cantor que, tal como havia acontecido na Aula Magna há 5 anos atrás, nesse caso com outro cantor, acompanha a banda nesta tour de modo a interpretar as canções com vocais, ou seja, os maiores hits dos finlandeses.

À terceira canção já percebíamos o que o público queria: músicas para cantar. Não admira então que Shadowmaker tivesse caído tão bem no goto destes que se deslocaram ao Coliseu dos Recreios e se mostraram conhecedores de todas as letras do álbum, fazendo questão em acompanhar Franky durante a sua jornada como cantor principal de uma banda que outrora se revelava como sendo inteiramente instrumental, saída da Sibelius Academy em Helsínquia. A verdade é que a música dos Apocalyptica sempre foi difícil de definir mas nos últimos anos tem-se afastado da sua vertente mais sinfónica e abraçado cada vez mais os ritmos do rock mainstream, à la Metallica, por assim dizer. Sinal disso mesmo foi a apoteose com que os covers desses mesmos Metallica foram recebidos, levantando a plateia, literalmente, aquando de “Master Of Puppets”, “Seek & Destroy” e “One”, esta última já no encore. Pelo meio somos presenteados com dois covers dos Sepultura: “Inquisition Symphony” e “Refuse/Resist” (música muito divertida de se tocar, confessa Perttu), também cantadas pelo público, porém, em bastante menor número.

A sempre bonita “Bittersweet” foi a balada da noite, tocada inteiramente em acústico pelos três violoncelistas. Franky, que se revelou com um autêntico performer e um bom cantor, não ousou intrometer-se aqui. Houve tempo para resgatar “Harmaggedon”, a sua primeira composição original, e “Ludwig – Wonderland”, de Richard Wagner, retirada do disco ao vivo de Leipzig: Wagner Reloaded. Uma bela surpresa! A finalizar a já clássica “Hall Of The Mountain King”, de Edvard Grieg, com direito a hino português pelo meio, cantado em plenos pulmões por todos os presentes, o que fez o quarteto soltar uns belos sorrisos. Note-se o facto que apesar dos finlandeses se afastarem cada vez mais, em estúdio, da escola erudita que os uniu, tentam sempre, ao vivo, renovar versões de músicas ditas clássicas que apreciam e que, possivelmente, tocam desde que são adolescentes. A banda tem agora 21 anos de existências e prova que ainda está para as curvas, tocando nesta data, no maior espaço de sempre no nosso país, em nome próprio. “I Don't Care” o seu maior single, com Franky Perez nas vozes, a substituir Adam Gontier dos Three Days Grace, terminou em beleza este concerto, que já se estendia para lá da hora e meia.

Mais uma passagem dos Apocalyptica por Portugal, eles que já cá vêm desde os anos 90 e arrastam sempre uma bela quantidade de pessoas para os seus concertos. Vimos novos fãs, velhos fãs mas todos eles unidos pela mesma causa. Os finlandeses proporcionaram um concerto competente apesar de ter tido um alinhamento demasiado focado no seu último disco e nos seus singles. Queríamos ter ouvido a essência dos Apocalyptica. Compreendemos que para quem tem já oito discos de estúdio, prefira dar prioridade, logicamente, ao mais recente, que provou ter sido muito bem recebido pelos novos fãs, mas pedir músicas como "Last Hope", "Path" ou a bela "On The Rooftop With Quasimodo", não era pedir muito. Um concerto que nos fez vibrar e nos lembrou o porquê destes finlandeses já terem tocado em grande parte do mundo mas que não nos deixou totalmente saciados. Terá sido propositado? Eles sabem que a sua fanbase está em profunda alteração e estão-se a adaptar a ela. É isto que as massas querem e é isso que os finlandeses servem, com a maior e melhor qualidade possível.


Fotografia: Nuno Diogo
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Apocalyptica @ Coliseu dos Recreios - Lisboa [3Nov2015] Texto + Fotos
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