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Bell Witch - C.C.Cartaxo [23Mar2018] Texto + Fotos

25 de Março, 2018 ReportagensJoão "Mislow" Almeida

“To Notary Jean Lebel: Bury me with no casket, no prayers, naked, face down, away from the world. Stone and epitaph. I want no gravestone, nor my name engraved anywhere. No epitaph for those who don't keep their promises. To Jeanne and Simon: Childhood is a knife stuck in your throat. It can't be easily removed.” – Incendies, Denis Villeneuve

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Gloria - Maus Hábitos, Porto [22Mar2018] Texto + Fotos

Profanatica + Rites of Thy Degringolade - Le Baron Rouge, Barcarena [21Mar2018] Foto-reportagem
Esta última sexta-feira, onde se atendeu a mais uma edição do Cartaxo Sessions, cairá na memória como uma noite verdadeiramente memorável. Estavam presentes todos os motivos e em grande relevo, com os quais se apercebe antemão do quão especias seriam estas horas. A ideia de viajar quilómetros até ao distrito de Santarém, seja o ponto de partida a margem-sul do Tejo, as periferias da capital ou até mesmo o norte, reúne uma aura especial no reencontro de caras familiares. As caras risonhas, o bom ambiente e a hospitalidade do Centro Cultural do Cartaxo brindaram o mau tempo com uma resposta que somente os presentes conseguiram abraçar. Os chupas de boas-vindas e a algo prolongada espera dentro do espaço, deram aos presentes uma oportunidade de apreciar a armação no palco e o próprio desenho arquitetónico do auditório, que segundo as impressões no final da noite, prometeu ser o espaço ideal para bandas cujo som merece, nada mais nada menos, do que o melhor anfiteatro.

O estatelar das luzes em prol da entrada de Löbo, puseram todos os ouvintes em cautela. Os portugueses entraram em palco e com todo o ênfase, foram exibindo e manuseando as novas composições, que denotam um Löbo renascido. O cerne da criatura permanece inteiro, maciço e bem investido nas descargas energéticas de sludge e peso, mas agora, mais do que nunca, a banda investe no contraste dos sintetizadores em função dos riffs orelhudos e espaçados. Um grande destaque à banda que ainda sem ter tocado a clara favorita da noite, já tinha convencido a totalidade dos ouvintes com as novas malhas. Tocando agora no assunto, é impossível não louvar a magnitude da “oldie” tocada a antecipar o fecho do set: “Aqui em baixo, a Alma mede-se com mãos cheias de pedras”, que após este tempo todo, continua a ser uma das maiores referências no doom/sludge em Portugal.

Dando por terminada a primeira parte da noite, esperou-se até apanhar a dupla americana a preparar as arcadas de som para aquilo que estaria para vir. Apesar do ligeiro constrangimento e sincero riso aquando a aparição da Panasonic na tela de fundo, tal como o soundcheck muito cauteloso e aligeirado, via-se pelas caras e pelo número animalesco de amplificadores no fundo, que a banda não estava com vontade para brincar. As luzes apagam-se e surgem filmagens no fundo, de vários filmes antigos dos anos 30/40, em sintonia com o sussurrar das primeiras notas de Mirror Reaper. Há poucas palavras que fazem justiça, mas enquanto o dedilhado de Dylan Desmond navegou a atenção de todos os presentes na sala, era seguro de que ninguém estava preparado para aquilo que viria. A grandeza do som não se fez sentir até a grande queda da distorção pavimentar a sala com tremendo esplendor. Sabe-se que uma banda está a fazer tudo bem, quando se sente no corpo cada riff, cada subida nos acordes e cada kick no bombo, quase que como uma lufada de ar fresco ou uma martelada na têmpora da cabeça.

Físico e pulsante, entre transições embriagadas e fúnebres, sentiam-se as penumbras dos riffs a percorrer as paredes do auditório como recorrentes ataques à consciência humana. O mesmo se pode dizer do tal lamaçal na caminhada até ao obituário, da zona cinzenta, entre a vida e a morte, onde cada batimento de Jesse Shreibman lidera todo o peso do mundo a um ritmo decadente, mas certo, para o fim. Não há optimismo, confiança, nem força que contrarie o destino que os Bell Witch tão sucintamente desenham com esta obra de arte. A rendição do público e a própria reação quase mecânica a que este se submeteu, deixam a legitimidade desta noite, tal como as expressões nas caras rendidas, quase abalada e boquiaberta, sem necessidade de discurso. Assim todos retornariam de madrugada para o resto da vida que lhes sobra, após esta enormíssima noite de Cartaxo Sessions.

Bell Witch e Löbo
por
em Reportagens
fotografia Daniela Jacome

Bell Witch - C.C.Cartaxo [23Mar2018] Texto + Fotos
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