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Bell Witch + Monarch + Vaee Solis @ Cave 45 - Porto [25Out2015] Texto + fotos

29 de Outubro, 2015 ReportagensSara Dias

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“Poltergeist [ˈpɒltəɡʌɪst] noun. A ghost or other supernatural being supposedly responsible for physical disturbances such as making loud noises and throwing objects about. Mid 19th century: from German Poltergeist, from poltern 'create a disturbance' + Geist 'ghost'.”



 
Bell Witch, Tennessee, século XIX. John Bell e a sua família viram-se na alçada de um ataque de uma bruxa, que se acreditava na altura que fosse Kate Batts, a lenda conta que o terror se instalou na quinta com vários barulhos estranhos sem justificação plausível, objetos a serem atirados do nada, agressões físicas à família e animais assustados sem razão visível.

No novo álbum, de 2015,  este “fascínio” por fantasmas prolonga-se para além do nome para a conceptualização de Four Phantoms combinando com os 4 elementos da natureza – Terra em "Suffocation, A Burial: I - Awoken (Breathing Teeth)", Fogo em  "Judgement, In Fire: I - Garden (Of Blooming Ash)", Água em "Suffocation, A Drowning: II - Somniloquy (The Distance Of Forever)" e Ar em "Judgement, In Air: II - Felled (In Howling Wind)" – com um “fantasma”, com uma morte. No doom metal arrastado e melancólico de Bell Witch, esta claustrofobia divida em terror e prostração é quase fisicamente palpável. Assim como foi na noite de domingo 25 de outubro, na Cave 45. Até o local parecia ter alguma relação irónica com Four Phantoms – a ironia quase tragico-cómica de ouvir "Suffocation, A Burial: I - Awoken (Breathing Teeth)" “debaixo” da terra.

Este concerto tinha tudo para ser um dos mais interessantes de 2015, e começou maravilhosamente bem, mas quando já a plateia se encontrava completamente embrenhada no baixo de seis cordas de Dylan Desmond e na bateria de Jesse Shreibman, o concerto acabou. Foram 30 minutos extremamente intensos (com Shreibman a partir baquetas de 5 em 5 minutos quase) onde se abordaram as duas primeiras faixas do álbum, mas que pediam por muito mais tempo para a banda principal da noite.



A abertura esteve a cargo de Vaee Solis e de Monarch. Os franceses Monarch deram uma atuação desinteressante, regida pelos vocais monótonos de  Emilie Bresson, esta que foi largamente superada pela anterior atuação dos portugueses Vaee Solis. Este é um dos projetos mais interessantes e promissores do panorama nacional, uma prova de que a música em Portugal mexe e faz mexer. Com o primeiro longa duração, Adversarial Light, lançado este ano pela Signal Rex, Vaee Solis chegou-nos com o seu doom lento e “negro” que é reforçado pelos vocais desesperados de Sofia Loureiro que nos fazem submergir numa melancolia com um travo de angústia e agressão.

Este evento, organizado pela promotora Goodlife HQ pecou apenas pela curta duração do set de Bell Witch, sendo que (segundo o facebook da promotora) foi o seu último evento.

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Bell Witch + Monarch + Vaee Solis @ Cave 45 - Porto [25Out2015] Texto + fotos
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