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Black Mountain @ Hard Club - Porto [26Mar2016] Texto + Fotos

29 de Março, 2016 ReportagensJoão Rocha

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Os Black Mountain não são um nome desconhecido ou irrelevante do panorama internacional do revivalismo psicadélico. Poderão não ser os mais sonantes, mas certamente isso não se traduz em menor importância no papel que ocupam em influência, ou muito menos na qualidade que detêm. Vindos do Canadá, e com uma prévia passagem pelos Açores (no Tremor), aterraram na cidade Invicta no passado dia 26 de março, para apresentar o seu novo álbum IV, conseguindo encher a Sala 2 do Hard Club.

A escolha para a abertura não poderia ser mais acertada, não fossem os próprios elementos, fãs assumidos dos Black Mountain. Os Killimanjaro subiram ao palco, ainda com a sala a meio gás, mas depois de uma hora de concerto, deixaram um Hard Club cheio e rendido a uma das bandas maiores da nova vaga da cena musical portuguesa. De facto, só nos pode deixar com orgulho que uma banda que tem em si toda a história do rock se encontre a fazer o papel de embaixador do que por aqui se faz, deixando-nos com suor na testa de desejo por material novo.

Quando os Black Mountain subiram a palco, tinham diante de si uma plateia bastante adulta e ainda a transpirar da energia contagiante dos Killimanjaro. Assim, aquando meio minuto depois de concerto, a banda é assombrada com problemas técnicos e dá-se uma pequena quebra no “mood” do público. Soltavam-se alguns risos enquanto Amber Webber tentava cantar para um microfone que não funcionava, e só após a terceira tentativa é que a sua voz esotérica se conseguiu fazer ecoar pela sala logo com “Mothers of the Sun”, poderosa faixa de abertura do novo álbum. Ultrapassado o erro, conseguiram manter sempre a fasquia elevada de canção para canção, quase sempre alternando novas músicas, com sucessos antigos da sua história, que apesar de não ser muito longa, é recheada de obras-primas, para delírio dos seus fãs. Foi o caso de “Old Fangs”, momento mais reconhecível da noite, onde bastava reparar um pouco em quem assistia para ver olhos fechados e corpos (onde a cabeça ganhava no destaque) a vibrar ao som da música - uma constante de todo o concerto. No entanto foi na sua constância que o concerto não atingiu tudo o que podia dar: a opção de ir alternando as faixas entre “slow” e “full power” levou a que não se atingissem momentos de pico do clímax, o que se aliou à inexistente comunicação da banda com quem assistia, instaurando durante alguns breves momentos uma pequena sensação de amorfo.

Não obstante, a maturidade reinante de quem estava no Hard Club exigia um concerto recheado de boa música, inspirada e tocada da forma competente, e foi isso mesmo que quem lá esteve obteve. Nessa perspetiva, os Black Mountain deixaram a sua melhor cartada para o final: ao terminarem com a maravilhosa “Space to Bakersfield” colocaram o público num estado de êxtase musical, abandonando o palco num bluff sem palavras. Ficou o entusiasmo unânime de encore que foi saciado com “No Hits”, uma cereja no topo de um bolo psicadélico, que se viu confecionado com toda a essência do rock, folk, e eletrónica que os caracterizam.

Batiam-se palmas efusivas, não se ouviram tentativas de “obrigados”, nem sequer “thank you”(s), mas nas expressões da banda refletia-se a mesma satisfação que ecoava do aclamar do público. Já era Domingo de Páscoa, e ouvíamos do melhor que o Rock nos tem para dar. Aleluia, Aleluia!

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