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Burning Light Fest: Mais de 10 horas de música "extrema" por dia

21 de Fevereiro, 2015 ReportagensVasco Lindeza

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Burning Light Fest

José Gonzalez @ CCB - Lisboa [19Fev2015]

Amon Amarth + Huntress + Savage Messiah @Hard Club - Porto [11Fev2015] Texto + Fotos
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Cartaz de Peso! Tanto pela sonoridade praticada pelas bandas, como pelo elevado número de concertos em dois dias. A primeira edição do festival Burning Light decorreu entre 7 e 8 de Fevereiro de 2015 no RCA Club em Lisboa e contou com mais de 10 horas de música extrema por dia.

No primeiro dia, a abertura do festival foi feita pelo concerto de estreia dos portugueses Wells Valley e seguidos dos Redemptus, sendo que o ambiente acelerou bastante quando os ingleses Old Skin subiram ao palco e quando o trio alemão Implore começou a fazer os primeiros estragos da tarde. Para evitar ataques cardíacos, os noruegueses Tombstones levaram-nos numa viagem pelo deserto ao darem o seu primeiro de dois concertos do festival, este de modo a colmatar o cancelamento de Plebeian Grandstand. O ambiente voltou a acelerar com os Besta, seguidos da intensa atuação dos nossos vizinhos Adrift. A apresentarem-nos o novo registo, Peste, estavam os italianos Hierophant que, ao cair da noite, mostraram-nos que a partir daquele momento, ter tempo para respirar nos próximos concertos era um luxo.

Ao começar a atuação dos Mutilation Rites, o black metal dos americanos encheu o dancefloor da sala e arrancou imensas palmas por parte do público. Seguiu-se os Oathbreaker e, após um concerto em Lisboa que foi interrompido pela polícia no passado, os belgas voltaram à capital para praticar um set poderoso e manter a sala cheia para os The Secret. Sobre uma intensa luz vermelha, os italianos tocaram um set baseado nos dois últimos álbuns Solve Et Coagula e Agnus Dei, que pecou por não ter sido um pouco maior. Arrancaram algum movimento por parte do público e fecharam com a estrondosa “Seven Billion Graves”, sendo que restava apenas uma atuação surpresa para fechar o primeiro dia do festival. Não sendo preciso fazer apresentações, os barcelenses Black Bombaim trouxeram o seu psych para acabar com o primeiro dia.

Sensivelmente à mesma hora do dia anterior (e praticamente sempre a horas do que estava estipulado nos horários do festival) os portugueses Infra subiram ao palco para abrirem o segundo dia do festival, sendo que este dia teve uma maior variedade sonora dentro deste género de bandas. O trio Oblivionized espalhou o caos a meio da tarde e, a atuarem para uma sala ainda a compor-se, o guitarrista conseguiu misturar elementos de mathcore com um Groove bastante característico. Mesmo sem a presença de um baixo, os ingleses deram um dos concertos mais intensos de todo o festival e seguiu-se os noruegueses Hymn, a primeira de quatro bandas de dois elementos que iriam pisar o palco naquele dia.

Depois do doom praticado pelos mesmos e pelo metal dos holandeses Acid Deathtrip, foi a vez dos Cowards nos apresentarem o novo registo Rise To Infamy. Os franceses trouxeram alguns elementos hardcore para o palco, a misturar com um ambiente black e a brindarem-nos com um concerto bem forte. Após a atuação dos portugueses Morte Incandescente e de, novamente, os Tombstones pisarem o palco pela segunda vez, foi a vez da banda de Évora Process of Guilt tocar um set bastante sólido que só falhou na reta final (não por culpa da banda) ao terem desligado o amplificador por falta de tempo. A configuração da sala tinha que ser mudada e com uma bateria avançada, os alemães Mantar começaram a dar o primeiro grande espetáculo da noite. O duo tocou um set agressivo e arrancou bastantes aplausos por parte do público, sendo que a dupla suíça Bölzer continuou com a festa. Bateria na mesma à frente, mas com um ambiente muito mais escuro e fumarento.

Apesar do set focado praticamente no excelente registo Har Nevo, os The Black Heart Rebellion deram um concerto propício a não ser apreciado por todo o tipo de público. Não faltou talento nem a inclusão de diferentes instrumentos nas músicas dos belgas, mas a sala foi esvaziando e calhou ao duo italiano Schonwald a amarga tarefa de fechar o festival com o seu shoegaze para um público já bastante reduzido, guardando assim os aplausos finais para a organizadora Goodlife HQ que, tendo sido esta a primeira edição do festival, teve a coragem de criar um cartaz de luxo com 23 bandas de 11 nacionalidades diferentes. Mesmo antes do término do festival, já sabíamos que para o ano a segunda edição terá três dias. Apontem: 5, 6 e 7 de Fevereiro de 2016.
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Burning Light Fest: Mais de 10 horas de música
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