21
SAB
Soen
RCA Club - Lisboa
Dollar Llama
Bafo de Baco - Loulé
!!! (Chk Chk Chk)
Hard Club - Porto
The Parkinsons + Killimanjaro + Ermo
Carmo 81 - Viseu
Cows Caos + The Brooms
Centro Cultural - Cartaxo
Earth Drive + Vircator
SIRB Os Penicheiros - Barreiro
22
DOM
23
SEG
24
TER
Mallu Magalhães
Teatro Tivoli BBVA - Lisboa
Jameson Urban Routes (Dia 1)
Musicbox - Lisboa
25
QUA
Drew McDowall
Galeria Zé dos Bois - Lisboa
Steve Hauschildt + Jari Marjamaki
Igreja de St. George - Lisboa
Jameson Urban Routes (Dia 2)
Musicbox - Lisboa
26
QUI
Jameson Urban Routes (Dia 3)
Musicbox - Lisboa
Nouvelle Vague
Aula Magna - Lisboa
Black Bombaim & Peter Brötzmann
Passos Manuel - Porto
27
SEX
Os Courettes
Cave 45 - Porto
Semibreve 2017 (Dia 1)
Theatro Circo / gnration - Braga
Jameson Urban Routes (Dia 4)
Musicbox - Lisboa
Nouvelle Vague
Convento de São Francisco - Coimbra
For The Glory + Destroyers Of All
DRAC - Figueira da Foz
Noiserv
Teatro José Lúcio da Silva - Leiria
28
SAB
Semibreve 2017 (Dia 2)
Theatro Circo / gnration - Braga
The National
Coliseu dos Recreios - Lisboa
Royal Blood
Campo Pequeno - Lisboa
Jameson Urban Routes (Dia 5)
Musicbox - Lisboa
Black Lips
Maus Hábitos - Porto
Mark Eitzel
Auditório - Espinho
The Parkinsons + Killimanjaro + Ermo
SHE - Évora
29
DOM
And So I Watch You From Afar
Hard Club - Porto
Semibreve 2017 (Dia 3)
Theatro Circo - Braga
Mark Eitzel
Galeria Zé dos Bois - Lisboa
Nouvelle Vague
Casa da Música - Porto
Alter Bridge
Coliseu dos Recreios - Lisboa
30
SEG
And So I Watch You From Afar
Musicbox - Lisboa
Shields
Stairway Club - Cascais
Metronomy
Coliseu dos Recreios - Lisboa
Moonspell
Lisboa ao Vivo - Lisboa
31
TER
John Maus
Maus Hábitos - Porto
Moonspell
Lisboa ao Vivo - Lisboa
Shabazz Palaces
Lux Frágil - Lisboa
1
QUA
2
QUI
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gnration - Braga
Omnium Gatherum + Skálmöld + Stam1na
Hard Club - Porto
3
SEX
TOPS
Maus Hábitos - Porto
Omnium Gatherum + Skálmöld + Stam1na
RCA Club - Lisboa
4
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The Band of Holy Joy
Cave 45 - Porto
5
DOM
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SEG
The Goddamn Gallows
Stairway Club - Cascais
7
TER
8
QUA
The Bug Vs Dylan Carlson of Earth
gnration - Braga
9
QUI
10
SEX
11
SAB
12
DOM
Dying Fetus + Psycroptic + Beyond Creation + Disentomb
Lisboa ao Vivo - Lisboa
13
SEG
Lamb
Coliseu do Porto
14
TER
Lamb
Coliseu dos Recreios - Lisboa
15
QUA
16
QUI
Black Bass - Évora Fest (Dia 1)
Sociedade Harmonia Eborense - Évora
The Picturebooks
Sabotage Club - Lisboa
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Coliseu do Porto
17
SEX
Fai Baba
Maus Hábitos - Porto
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Hard Club - Porto
Hercules & Love Affair
Lux Frágil - Lisboa
Spoon
Coliseu dos Recreios - Lisboa
18
SAB
The Fall + 10 000 Russos
Hard Club - Porto
Sinistro
Le Baron Rouge - Amadora
19
DOM
20
SEG
Father John Misty + Weyes Blood
Coliseu dos Recreios - Lisboa
21
TER
Epica + Vuur + Myrath
Sala Tejo (MEO Arena) - Lisboa

Ducktails + James Ferraro + Typhonian Highlife - Passos Manuel, Porto [26Mai2016] Texto + Fotos

03 de Junho, 2017 • Jorge Alves
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De forma a celebrarem os seus aniversários, as promotoras Puro Fun e Macho Alfa juntaram-se para uma noite de concertos no Passos Manuel, tendo oferecido uma programação com ênfase em artistas contemporâneos e com visões artísticas bastante pessoais.

O serão começou ao som de Typhonian Highlife, alter- ego de Spencer Clark. A sonoridade do músico norte-americano situa-se no mundo da electrónica, mas numa onda altamente experimental e aventureira, soando a algo vindo de uma galáxia distante. A actuação em si foi bastante simples, tendo spencer adoptado um registo informal no modo como comunicava com o público: pedia, com alguma timidez, tempo para afinar os teclados de forma a poder reproduzir as suas bizarras composições e ia calmamente anunciando aquilo que ia tocar, focando-se, como era de esperar, no mais recente The World of Shells.

O concerto viveu muito desse interessante contraste entre a loucura sonora de Typhonian Highlife e a postura ligeiramente reservada, mas inegavelmente afável, do seu criador. No entanto, também não se pedia necessariamente uma prestação frenética, já que o objectivo era sentir na pele os sons insólitos mas belos que Spencer produz, sons esses que se revelaram poderosos ao ponto de fazer com que a nossa mente começasse subitamente a viajar, numa espécie de equivalente musical a uma trip de LSD. Efectivamente, a estreia deste projecto no nosso país foi uma potente dose de psicadelismo electrónico.

Seguiu-se James Ferraro, que em tempos colaborou com Spencer Clark quando os dois se dedicavam a explorar livremente as possibilidades do noise no projecto Skaters, mas que actualmente segue um caminho distinto do ex-companheiro. É certo que ambos se manifestam através da electrónica de cariz experimental, mas a de James Ferraro é bastante mais cerebral, mecânica e, de certa forma, o produto de um imaginário futurista algo distópico, sobretudo se tivermos em conta as questões levantadas pelo próprio no mais recente Human Story 3, onde alerta para os potenciais usos nefastos – ou pelo menos, lamentáveis - da actual sociedade tecnocrata onde vivemos.

Musicalmente, nota-se a preocupação em construir camadas de som ritmadas mas complexas, recheadas de pequenos pormenores que requerem uma escuta atenta para serem devidamente entendidos. Nesse sentido, estivemos novamente perante um concerto em que a apreciação contemplativa dos sons que preenchiam o auditório era a principal prioridade. Ainda assim, a actuação de James Ferraro, na ausência das breves pausas entre músicas que ocorreram em Typhonian Highlife, acabou por ser bem mais fluída. Poderá não ter tido o mesmo impacto ao vivo que possui em estúdio (o que é natural, tendo em conta a sonoridade que pratica) mas o homem é claramente talentoso naquilo que faz, ainda que aquilo que faça possa não ser para todos.

Para finalizar a noite no auditório, Matt Mondanile - fundador dos Ducktails - subiu ao palco para tocar músicas da banda que criou, curiosamente, com o objectivo inicial de ser um projecto a solo. Nesta espécie de regresso às origens, Matt, numa tentativa de colmatar a ausência da banda, usou os pedais para recriar os sons que não podiam ser interpretados in loco, quase como se houvesse ali uma orquestra invisível. Esse efeito foi bastante refrescante e fez com que as músicas não tenham ficado demasiado cruas, mas, mesmo assim, sentimos falta do “calor” que o formato habitual proporciona. Todavia, não deixou de ser agradável recordar temas como “Letter of Intent” ou “Headbanging  In The Mirror” , naquele que foi um concerto tão intimista quanto divertido,  com um leve sabor a Verão a pairar na sala escura do Passos Manuel.

Não foram os Ducktails que queríamos realmente ver, mas foi algo diferente e que até resultou bem, sobretudo porque a qualidade das composições pop / chillwave do grupo permaneceu intacta… e isso foi suficiente para que tenhamos saído da sala minimamente satisfeitos.

 



Nota: Este artigo não segue o actual Acordo Ortográfico.
por Jorge Alves
03 de Junho, 2017
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