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Earth @ Hard Club - Porto [26Mai2015] Texto + Fotos

29 de Maio, 2015 ReportagensSara Dias

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And when you gaze long into an abyss, the abyss also gazes into you.

O tempo, nessa forma especifica calendarizada e contada através de minutos/horas, é uma entidade abstrata e subjetiva. Existe pela ação e perceção do Homem, que prescreve esta noção logo à nascença. O tempo não se devia medir por relógios, mas sim pelas marcas que nos deixa na pele.

Terça-feira, 26 de maio (como se interessasse calendarizar o incalendarizável), abriu-se uma nova dimensão instrumentalizada por Dylan Carson, Adrienne Davies e Bill Herzog, que somados dão origem aos Earth. Estes criaram um abismo na conceção de tempo com as suas sonoridades lentas e arrastadas, com uma presença muito marcada de traços drone: um minuto deixou de ser apenas um agregado de meros 60 segundos. Não só uma rotura com o tempo teve lugar, mas também uma rotura inter-individual, cada individuo tornou-se num sistema independente do exterior, que vive apenas para dentro, adensando-se na sua bruma interior a cada riff de Dylan Carson.

A setlist abordou acima de tudo, e como já era de esperar, o mais recente longa-duração Primitive and Deadly: "There's a Serpente Coming", "Even Hell Has It's Heroes", "Thorn By The Fox Of The Crescent Moon" e "From The Zodiacal Light". Nunca é demais sublinhar que este foi um dos álbuns mais interessantes do ano de 2014. No entanto, os Earth prendaram o público presente com "High Comand", tema de um dos álbuns mais importantes da au discografia, Pentastar: In The Style of Demons. A setlist incluiu também "The Bees Made Honey In The Lion Skull", "Old Black" e "Ouroborus Is Broken".

Apesar de "High Comand" ter sido o tema mais aplaudido e apreciado, não é possível apontar um ponto alto, já que todos os hipotéticos pontos temporais existentes foram de elevada constância em termos de qualidade e de entrega, quer do público, quer da banda. No entanto, há que dar um merecido destaque a Adrienne Davies: as linhas de bateria precisas, minimalistas e slowtempo, serviram como o único verdadeiro compasso temporal a cronometrar a sala dois do Hard Club. Esta nova dimensão que os Earth criaram em cada individuo, que ultrapassou axiomas e dogmas, fez deste um concerto memorável, quiçá um dos melhores deste ano de 2015.



A abertura da noite esteve a cargo dos Ermo, projeto que se tem vindo a afirmar como um dos mais interessantes dentro do panorama musical português, especialmente em termos líricos. Ermo prenda-nos com poesia no seu estado mais despido, variando entre um sarcasmo assaz e uma sensibilidade e vulnerabilidade que só eles conseguem captar.

A maturação deste projeto veio com o mais recente EP Amor Vezes Quatro, um EP conceptual que aborda quatro prismas diferentes da conceção de "amor", sendo tocado na íntegra. A setlist passou ainda pelo álbum Vem Por Aqui de 2013 com "Porquê?" e "Macau", e ainda por um tema novo, "Amélia". Os dois pontos altos passaram por "Súcubo" e "Recreio".

Porém, apesar da intensidade e qualidade do set proporcionado pelos Ermo, o público não correspondeu na totalidade: a adesão foi bipartida, enquanto uns aderiram totalmente à mística de Ermo, outros abandonaram a sala, ou nem chegaram a entrar. Ainda assim, António Costa e Bernardo Barbosa deram um concerto competente e exímio.



Novamente assistimos a uma casa cheia, e não é por acaso: o selo Amplificasom é já reconhecido como um selo de qualidade.  É de ressalvar e elogiar a esta promotora (que é mais que uma promotora!), que tem vindo a crescer quer em seguidores, quer na qualidade da organização, quer na qualidade dos artistas com que nos prenda.

O grande reflexo disso é o esboço cartaz do Amplifest, que inclui artistas como Amenra, Altar of Plagues e Converge. E ainda, os artistas anunciados no Porto, Gnaw Their Tongues e METZ; e os anunciados em Lisboa, Emma Ruth Rundle e os mais recentes membros ao colectivo Church of Ra, Wiegedood.

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