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Elder - Hard Club, Porto [11Nov2018] Texto + Fotos

16 de Novembro, 2018 ReportagensCatarina Nascimento

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Hard Club

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“Can we get more light?” (ou por outras palavras: “Podemos ter mais luz?”), pedia Nick DeSalvo, vocalista e guitarrista dos Elder, entre a primeira e a segunda música no concerto do dia 11 de novembro. Tal questão nem nos passaria pela cabeça pela maneira como a luminosidade nos era sentida sob forma sonora no santuário que se tornou o Hard Club, na que foi a primeira atuação da banda norte-americana no Porto. Depois da prestação na edição do ano transato no festival Sonic Blast Moledo, onde já ouvimos músicas do seu mais recente álbum de estúdio, Nick DiSalvo, Jack Donovan, Matt Couto e Mike Risberg continuam a apresentar Reflections of a Floating World.

A primeira parte do concerto ficou a cargo dos Vircator, banda de Viana do Castelo que apresentou o seu álbum de estúdio Sar-i-Sang. O som confere-lhes uma autêntica viagem extraplanetária com um rock experimental e post-rock explorado no grupo de Gustavo Ribeiro (voz/guitarra), Paulo Noronha (bateria), Pedro Carvalho (guitarra) e Marcelo Peixoto (baixo). Podemos ouvir algumas faixas do novo trabalho como “Lady Fern” que apresenta riffs mais pesados e uma distorção mais desconcertante e forte. Ao vivo, levam uma experiência extrassensorial audiovisual de harmonia com a natureza ao ouvinte, com vídeos que exploram os quatro elementos naturais e a nossa relação com eles. Tudo isto, num som forte e consonante que levou o público a pedir por mais uma música no final.

No domingo em que o sofá foi trocado pela noite, a sala 2 do local dos sonhos portuense aguardava os Elder já bem composta. Reflections of a Floating World era desejado onde as suas composições de rock em escala pudessem encher uma sala fechada. Se a vontade de espiralar e envolvermo-nos no mundo flutuante que nos querem presenciar é forte ao ouvir o disco, ao vivo torna-se efetivamente possível. O tempo não se fazia sentir e o seu passar emaranhava-se onde as músicas aparentavam ser uma só. Apenas pequenas intervenções do vocalista se escutavam entre faixas e assim deixavam-nos cair ainda mais nos instrumentais assombrosos.

“Sanctuary” abriu as honras da noite com o seu riff reconhecível. A faixa lança um leque mais progressivo que naquele momento preencheu a sala com os seus diferentes ritmos e passagens. E nós, nesse santuário que criamos nas nossas cabeças, íamos deixando-nos cair no que seria uma verdadeira reflexão do mundo que criamos para nós próprios ou do que nos permitimos criar. A letra, proferida como que de uma conjuração dos nossos monstros se tratasse, ecoou de forma certeira por DiSalvo. Seguia-se “Dead Roots Stirring”, que nos transportou de volta para as origens dos Elder. Esse voltar no tempo, ou aqui no alinhamento, relembra-nos de onde vieram e que os novos trabalhos não são um desapegar completo desses trabalhos, mas sim um desenvolvimento gradual. Logo depois, voltava-se para o mais recente trabalho com “Staving Off Truth” e “Blind”, que deu intensidade ao concerto com o seu momento solo em piano e voz.

Um sticker sobressaia no lado direito da mala de mixagem de som de Dr. Space, que se juntou ao grupo de Massachusetts para uma jam session exclusiva e a comunhão de ambos os artistas pela primeira vez. Nele podia-se ler visivelmente “Heavy Psych Sounds”. Essas palavras, apesar de se referirem a uma editora, podem sumarizar o que se iria passar após os primeiros acordes de “III”, do álbum Dead Roots Stirring, começarem a soar. A passagem de uma guitarra em slide para a distorção foi levada a uma paisagem psicadélica e sentida por todos os presentes um alargamento da realidade. O sorriso espetado de Jack Donovan cruzava-se com o olhar de Nick DiSalvo numa total entrega ao presente. O toque de Midas de Dr. Space excedeu todas as expectativas e, mesmo que não se tenha percebido bem quando foi o começo, levou “III” a uma improvisação transcendental que apenas o volume alto das palmas o podiam agradecer.

A sua saída levou à consequente falta do mesmo, em que se podia ouvir um fã gritar “Stay, it was so good with you!”. Porém, “Compendium”, do penúltimo disco Lore, voltou à formação original em palco e pôde-se ouvir como um choque para o real de novo, com uma distorção límpida e com potenciais despertadores. O fim que se avizinhava trouxe de volta um Dr. Space a entrar em palco com um à-vontade único, aceitando a sua pertença para a última “The Falling Veil”. Foi um final perfeito, apesar da falta que sempre se sente de “Gemini”, que já nos presentearam em Moledo no ano passado.

Elder e Vircator
por
em Reportagens
fotografia Bruno Pereira

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