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Emmure - Hard Club, Porto [3Jul2018] Texto + Fotos

07 de Julho, 2018 ReportagensJorge Alves

Os Emmure podem estar constantemente envolvidos em polémica devido às fortes declarações do vocalista Frankie Palmeri, mas depois de assistirmos ao poderosíssimo concerto que a banda norte-americana protagonizou na passada terça-feira, no Hard Club, chegamos à conclusão que a música é – e sempre será – o critério de avaliação mais importante.

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Hard Club

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Com uma formação completamente renovada (Frankie é, neste momento, o único membro original), os Emmure instalaram um clima de puro caos mal subiram ao palco, debitando furiosas malhas onde o metalcore, por vezes bem próximo do território do deathcore, se cruza com o nu-metal (as influências de Slipknot e Korn são mais do que evidentes) para criar uma sonoridade tão pesada quanto moderna. Ao vivo, a sua música é elevada a um novo patamar, tornando-se infinitamente mais intensa e devastadora, originando prestações endiabradas e orgulhosamente selvagens. Assistir a uma atuação dos Emmure constitui uma experiência arrepiante e, acima de tudo, marcante: submetemos os nossos ouvidos a uma severa dose de brutalidade sonora, mas saímos de lá com uma maravilhosa sensação de felicidade depois de sentirmos na pele a pujança de temas como ”Shinjuku Masterlord”, “Natural Born Killer”, “Ice Man Confessions”, “ Flag of the Beast” ou “Solar Flare Homicide”, interpretados com uma paixão verdadeiramente louvável por uma banda coesa e tecnicamente proficiente (com destaque para o guitarrista Josh Travis). O concerto pode não ter sido necessariamente longo (nem a uma hora chegou), mas foi sem dúvida soberbo. Que jarda!

Na primeira parte, os The Year e os Borderlands trataram de aquecer o público presente, os primeiros com um hardcore melódico e os últimos com um metalcore de tons progressivos. Embora não apresentem nada de novo, conseguiram pôr a plateia a mexer, pelo que a tarefa de iniciar com energia a noite de concertos foi cumprida.

Há igualmente que reconhecer o excelente trabalho que a Ample Talent (aqui em colaboração com a Out of Sight Booking) tem desenvolvido nos últimos tempos, trazendo a Portugal algumas das mais interessantes e relevantes jovens bandas do atual panorama da música pesada. Um cenário como o desta noite, onde a sala nem a meio gás estava, não é obviamente motivador para uma promotora, pelo que a insistência da mesma em dinamizar a oferta cultural do país deve ser valorizada por todos aqueles que nutrem carinho por este tipo de som. Que continuem por muito mais tempo.

Emmure, Borderlands e The Year
por
em Reportagens
fotografia Mariana Vasconcelos

Emmure - Hard Club, Porto [3Jul2018] Texto + Fotos
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