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Fat Freddy’s Drop - Coliseu dos Recreios, Lisboa [12Abr2016]

18 de Abril, 2016 ReportagensDiogo Alexandre

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Três anos após a edição de Blackbird e respetivo concerto de apresentação no nosso país, curiosamente na mesma sala, os Fat Freddy's Drop regressam mais fortes que nunca e apresentam um espectáculo com mais de duas horas diante de um Coliseu dos Recreios praticamente cheio e em delírio absoluto. 

Ainda em modo de preparação, MC Slave sobe ao palco com a sua mesa de mistura para “entreter” o ainda pouco público presente ao som dos mais variados temas de Dancehall, Dub e Reggae mais popular. Descobrimos durante a sua atuação (e por culpa das suas frequentes perguntas dirigidas à plateia) que existiam espectadores de países como Canadá, Holanda, Polónia, Espanha e França, em número bastante razoável, impressionando até mesmo o próprio DJ.

Numa transição super rápida do DJ Set (de MC Slave) para o Live Act (dos Fat Freddy's Drop) e após entrada de Chris Caiumu (ou DJ Fitchie) em palco, às 21h15 em ponto, “Slings & Arrows”, primeiro single de Bays, lançado já no “longínquo” ano de 2014, dá início ao espetáculo já com toda a banda presente, seguido por “Blackbird” que “levantou” a plateia que ainda não tinha sido conquistada pelo poder dos sopros na música anterior. Sopros esses que estiveram sempre em destaque ao longo de toda atuação.

Apesar da grande quantidade de pessoas em palco (sete!), todos os membros da banda tinham uma função específica (e nada supérflua ou simples, diga-se) durante a atuação. Ocorreram inúmeras improvisações ao longo dos temas e sem baixo físico (era Fitchie que inseria o baixo e outros componentes na música) desengane-se aquele que pensar que os neo-zelandeses cantam em cima de backtracks pois não é verdade. Ian Gordon e até o próprio Dallas modelavam e “brincavam” com os sons produzidos em palco (algo que já deve estar exaustivamente ensaido, é certo, mas sempre prazeroso de se ver).

Os Fat Freddy's Drop apresentaram um alinhamento bastante diversificado, percorrendo todos os quatro discos da sua carreira, com óbvio destaque para o mais recente, mas sem uma sobredosagem de canções de um ou de outro álbum como é costume em tournés de lançamento, o que ajudou a que o concerto não tivesse nenhum momento morto. Os neo-zelandeses já andam nisto há tempo suficiente para saber como providenciar grandes atuações sem fazer com que o seu público, em momento algum, tenha vontade de olhar para o relógio. Nós não olhámos. E logo após uma música menos conhecida, seguia-se de imediato um clássico recente, fosse este de Blackbird ou de Based On A True Story (os de Dr. Boondigga (…) foram deixados para o fim), causando logo grande impacto no público que não parou de se mexer um segundo que fosse, nem mesmo na pausa do encore.

Após Dallas Tamaira pedir permissão ao público se poderiam tocar mais músicas do novo álbum (ao que o público respondeu afirmativamente) e, consequentemente, aproveitar para falar um pouco do disco em questão e apresentá-lo formalmente, é que se inicia o primeiro e único momento de repetição de canções de um mesmo disco. “Fish In The Sea” (meticulosamente explicada e associada à pequena vila pescatória de onde a banda provém), “Razor” (malha super espacial que hipnotizou todos no Coliseu) e “Cortina Motors”, encerram o espaço dedicado ao novo trabalho, partindo assim para o ponto alto da noite: a interpretação de “Shiverman”, super faixa, em crescendo, convertida, ao vivo, num verdadeiro hino tech-house de 20 minutos, com direito a introdução de harmonica e dança efusiva por parte do incansável trompetista chamado Joe Lindsay, que explode com a secção de sopros a dar tudo de si e 5000 pessoas aos saltos, e “The Raft”, no encore, a mostrar e a terminar com o lado mais reggae/dub da banda um concerto em tudo surpreendente.

Foi com as mensagens positivas provenientes das diversas canções da banda (“I wanna love, I don't wanna fight”, refrão de “This Room”) que saímos da sala lisboeta, descontraídos e pensativos, juntamente com outros tantos fãs. Foi após termos sido premiados com posters da tour, oferecidos pela própria banda, que percebemos que já passavam 2h30 desde que entrámos no Coliseu. 2h30 que passaram rápidas demais.

Já na rua (e com amigos), perguntam-me como tinha corrido e, após explicação devida, perguntam-me se via isto amanhã novamente. Ao que eu respondo, sem exitar: “Sem dúvida que sim, e mesmo sem terem tocado a minha preferida” (que é a “Ernie”, a título de curiosidade). Penso que isso diz tudo sobre o que se passou na noite de terça-feira.
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