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Filho da Mãe & Ricardo Martins @ Maus Hábitos - Porto [20Fev2016] Texto + Fotos

24 de Fevereiro, 2016 ReportagensSara Dias

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Marching Church @ Maus Hábitos - Porto [27Fev2016] Texto + Fotos

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filhodamae14

“Uma guitarra poderosa, enérgica, explosiva e uma bateria em constante convulsão. Estes são os ingredientes para uma verdadeira Tormenta: apenas dois, mas ambos com um travo incrivelmente ativo.” (Luís Sobrado, Tormenta review)



 
Rui Carvalho nem sempre foi um Filho da Mãe. Conhecido membro duns If Lucy Fell ou duns I Had Plans, foi só em anos bem recentes que o vimos largar o punk frenético e distorcido por uns não menos furiosos dedilhados em discos como Palácio e Cabeça, de 2011 e 2013, respetivamente. Às paisagens pintadas pela sua guitarra junta-se agora o rufar de Ricardo Martins, baterista de um sem número de projetos, dos quais enumeramos uns Lobster ou Papaya (estes últimos que vão inclusivamente abrir os concertos de Black Bombaim & Peter Brötzmann em Lisboa e de Marching Church no Porto). Em construção desde 2014, a colaboração entre ambos vê agora a luz do dia em formato físico.

Foi pela mão da Revolve, editora e promotora vimaranense, que no passado sábado e sob o telhado do Maus Hábitos assistimos à apresentação de Tormenta na cidade do Porto. Perante uma sala bem composta, o duo abriu com “Pessoal Beto Em Sítios Chungas” e  “A Tia Dela”, num arranque que depressa vincou a diferença crucial entre o trabalho de estúdio e o que é uma performance ao vivo: a pujança. Em comparação com o que ouve no disco, em concerto é tudo representável na forma de um soco na pança, com o duo a atacar a plateia com uma energia e garra palpáveis.  Diferença igualmente assinalável algures na marca de metade pela colaboração com Cláudia Guerreiro (Linda Martini) e Óscar Silva (JIBÓIA), trazendo uma dimensão ainda maior à música. O alinhamento abrangeu também faixas como “Tartaruga”, “Tritão” e “Estrela Acabada”, seguindo de forma óbvia o regime de apresentação de Tormenta, ao longo do que foram cerca de 45 minutos de atuação. Findo o alinhamento de forma explosiva, somos deixados ao chinfrim estridente das guitarras numa espécie de parede sonora, escolta perfeita ao duo e convidados enquanto abandonam o palco.

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