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FLIC - Festa Lotação Ilimitada Coliseu [18Abr2015] Texto + Fotos

23 de Abril, 2015 ReportagensLuís Sobrado

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The Dodos @ Musicbox - Lisboa [23Mar2015] Foto-reportagem

Scott Matthew @ Cinema S. Jorge - Lisboa [20Abr2015] Texto + Fotos
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Foi num Coliseu do Porto cada vez menos habituado a receber música alternativa nacional que, no último sábado, a FLIC, Festa Lotação Ilimitada Coliseu, fez literalmente abrir as portas a salas não usadas há vários anos e que lhes fosse dada a finalidade para que foram originalmente construídas: receber concertos.

Desde o Garden Saloon, mais orientado para o rock e derivados, até ao fantástico Salão Ático, que recebeu dois dos melhores nomes da música independente nacional, foi a Sala Praça, outrora a principal sala de concertos da Invicta, que recebeu o nome que mais público levou à FLIC.

Foi no Salão Ático que a noite começou. Os Memória de Peixe subiram ao palco, perante pouco público que tardava em chegar, e deram um concerto extremamente competente. Mais agressivos e menos clean que em estúdio, as linhas de guitarra de Miguel Nicolau permaneciam irrepreensivelmente perceptíveis e contagiantes, tal como no disco homónio de estreia da banda lisboeta, lançado em 2012.

Os loops sucediam-se a um ritmo alucinante, as canções criadas em "tempo real" com pequenos riffs a sobreporem-se uns aos outros são a imagem de marca da banda das Caldas da Rainha, e as várias canções novas que nos apresentaram deixaram-nos com água na boca (não fosse esta uma banda de peixes) para um novo disco que, segundo a banda, sairá em Outubro.

Do disco homónimo de 2012, só as primeiras duas músicas do concerto: "7/4" e "Dayjob" abriram caminho para cinco canções novas, entre elas as desconcertantes "Easy Jet" e "Crash".



Poucos minutos depois das 22 horas, B Fachada chegava ao palco desse mesmo Salão Ático, numa altura em que uma sala muito mais composta se preparava para assistir ao que nos tinha para dizer o trovador de guitarra na mão, Bernardo Fachada, um dos grandes protagonistas da noite.

Tudo começou por prometer muito: duas músicas do fabuloso EP pré-sabática, O Fim, abriram um concerto que até deu tempo para clássicos como "Joana Transmontana" ou um punhado de canções de Criôlo, mas que, da sua setlist, fizeram maioritariamente parte composições do mais recente disco do músico lisboeta.

Apesar da setlist surpreendente, particularmente na sua revisita a Há Festa Na Moradia, houve várias coisas a apontar. Em primeiro lugar, o som estava a ter constantes problemas, levando Fachada a abandonar mesmo o palco durante instantes, visivelmente mal-humorado. Além disso, infelizmente e especialmente tendo em conta que Fachada era um dos cabeças de cartaz da FLIC, o set revelou-se muito curto, não tendo durado mais que 40 minutos.





Todavia, até podemos agradecer esse favor e pudemo-nos dirigir mais cedo do que esperávamos para o Garden Saloon, onde, dez minutos antes, haviam subido ao palco os Black Bombaim, ainda com marcas da festa que tinha acontecido antes com os contagiantes Les Crazy Coconuts, estando ainda parte do palco e do chão cobertos de confetis que Adriana Jaulino faz explodir durante os concertos. E a verdade é que foram um dos embaixadores da capital do rock nacional, Barcelos, a dar o grande concerto da noite.

Atravessaram praticamente toda a discografia, desde o lado B de Saturdays And Space Travels até "Arabia" e "Africa II" de Far Out, o último disco da banda, passando ainda por uns riffs do aclamado Titans. Os Black Bombaim foram irrepreensíveis. O stoner abrasivo da banda encheu por completo a sala do Coliseu, culmimando num dos grandes concertos da noite.



Seguiram-se os Throes + The Shine. Os primeiros trinta segundos desta banda que, mérito lhes seja dado, foi pioneira do rockuduro, foram brilhantes, sentimo-nos numa rave. A sala completamente cheia explodia e escorria suor por todo o lado. Muito moshe e muito twerk de início ao fim, durante um concerto em que o ritmo simplesmente não abrada, nem em palco nem na plateia.



Dirigimo-nos, então, à sala principal do Coliseu do Porto, onde terminaria a noite. Quando chegámos, ainda estavam em palco os Dealema, que sucediam a outro grupo histórico de hip-hop da cidade do Porto, os Mind da Gap, e a quem se juntaram no final do concerto para uma desinspirada performance da já clássica malha "Brilhantes Diamantes" de Serial, um dos membros dos Mind da Gap.

Para o último concerto "de facto" da noite, um dos nomes mais esperados, The Legendary Tigerman, que no ano passado lançou True. Subiu ao palco acompanhado de baterista e saxofonista na maioria do concerto, mas também fez jus à sua imagem de marca de one-man band ou "homem orquestra" num bom par de canções.

A balada bluesy "Life Ain't Enough For You" inaugurou um concerto que viu sair do disco dessa mesma canção, Femina, uma boa parte da setlist. Paulo Furtado, por entre apelos a um público que, já cansado, se dispersara pelos lugares sentados da sala principal do Coliseu para que se chegasse aos que resistiam de pé a assistir ao concerto nas primeiras filas, deu tudo em palco, como habitual.

O rock & roll puro e duro de malhas saídas de Fuck Christmas, I Got The Blues, de 2003, ou Masquerade, de 2006, e até de "Naked Blues", faixa-título do primeiro LP do músico de Coimbra no seu período pós-Wraygunn e Tédio Boys foram os momentos altos de um concerto que, apesar de, musicalmente, não ter deixado margem para críticas a nenhum dos músicos que subiram ao palco, acabou por se tornar algo monótono.



Para fechar a noite, os Gin Party Soundsystem brindaram os poucos resistentes das três da manhã com um set basicamente só composto por clássicos do eurodance, do mais foleiro que há, claro está. Como o objectivo era claramente esse, o de pôr toda a gente a dançar com a pior música possível, creio que podemos dizer que os Gin Party Soundsystem conseguiram alcançar, novamente, uma vitória.



Assim se encerrava uma noite de altos e baixos mas que, para além dos concertos, valeu também pela oportunidade dada ao público de entrar em salas do icónico Coliseu do Porto onde, provavelmente, este nunca teria tido oportunidade de entrar. Como principal destaque da noite, fica-nos na retina (e nos tímpanos) o concerto dos Black Bombaim, que conseguiram provar, novamente, o porquê de serem uma das bandas portuguesas com maior aclamação internacional.
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