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For The Glory + Grankapo + FPM @ Sabotage Club - Lisboa [11Mar2016]

21 de Março, 2016 ReportagensDiogo Alexandre

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Ben Frost @ gnration - Braga [18Mar2016] Texto + Fotos

The Soft Moon @ Musicbox - Lisboa [12Mar2016]
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Exatamente uma semana depois, a Infected Records volta atacar o Sabotage, organizando mais uma noite dedicada ao Punk e Hardcore nacional. Três bandas foram suficientes para se fazer a festa, entre as quais o anunciado regresso dos Grankapo, após hiato de ano e meio.

Com disco recém lançado e com a responsabilidade de abrir a noite estavam os FPM, recém editados pela própria Infected Records, que proporcionaram um concerto enérgico q.b. ainda para um público algo frio: efeitos colaterais de se ser banda de abertura. No entanto, nada que impedisse o quinteto lisboeta de apresentar Já Estou Farto de forma competente, sabendo tirar o melhor partido do mesmo. Houve direito a parceria com Rui Correia (Fuck para os amigos) e cover, como não poderia deixar de ser, do clássico dos Kú De Judas que dá nome ao próprio disco, esta com forte apoio do público presente, encerrando assim o curto set de cerca de 25 minutos. Curto e intenso. Queríamos mais, mas foi o que houve.

Pouco tempo depois entram os Grankapo em cena para mais meia hora de destruição. Após o soundcheck habitual de início de concerto, lançam-se a "Feel My Hate" sempre incitando os presentes ao movimento, que é como quem diz: ao mosh pit e crowdsurf. “Won't Fall Down” a sua nova música acabadinha de sair, foi logo a segunda a ser tocada, mostrando que esta “reunião” é para continuar e, quem sabe, até haver novo disco, supomos nós. “Left For Dead” e “My Son”, já verdadeiros clássicos, foram tocadas de seguida, a segunda com direito a coro do público e um tímido circle pit.

Sempre com Fuck a incitar o público ao mosh, chengando, por vezes, o próprio a descer do palco e a ir de encontro ao público que se agitava no meio do pit (ou aquilo que nos parecia um), a banda prossegue intercalando temas dos seus dois registos de estúdio Confessions e The Truth (2008 e 2011, respetivamente). A atuação terminaria de forma gloriosa com os fãs a gritarem o nome da banda aquando de “Grankapo”, tema homónimo retirado do seu primeiro EP, de 2007, e também primeiro lançamento da Hell Xis Records, a título de curiosidade. Rápido chegaram e rápido saíram, arrumando os instrumentos e preparando tudo para a entrada em palco dos For The Glory.

O público por esta altura já se encontrava, supostamente, aquecido, mas mesmo assim só sentimos a sua interferência no concerto quando já os For The Glory iam no início do segundo terço do alinhamento. O cansaço de mais um dia de trabalho e os curtos sets dos concertos anteriores talvez tenham sido causadores desse “resguardo”. Não que isso seja algo de muito essencial num concerto, de hardcore ou de outro género qualquer, porque não é, mas quando o público está entusiasmado e rema todo para o mesmo lado, a festa é mais saborosa.

“Fall In Disgrace”, diretamente de 2004, abre o concerto, seguida por “Lisbon Blues” e pela rapidíssima “110” - descarga elétrica sobre os presentes, deixando-os sem saber o que fazer. Pausa para conversa e é “Armor Of Steel” que acorda definitivamente este Sabotage que há muito ansiava por um abanão. Tal como os Grankapo, também os For The Glory trouxeram material novo para apresentar: podemos adiantar que a faixa, ainda sem nome, mantém o cunho/sonoridade típica da banda, conjugando bem com as restantes malhas do alinhamento. Em bom português: é a chapada do costume. Ricardo Dias (também conhecido por Congas), adianta que se tudo correr bem, há álbum novo lá para setembro/outubro deste ano. Esperemos que sim.

“No Color” é a faixa que se segue, após a explicação/“sermão” de Congas (vocalista) sobre como não devemos julgar as pessoas pela sua cor, roupa, orientação sexual, etc. “No judgement, no hate! No color of skin makes you a better man” é a mensagem que passa a música e não poderíamos estar mais de acordo. Por mais que digam o contrário, mensagens destas nunca são demais. “All Alone” e “Survival Of The Fittest” (o tema maior da banda) são tocadas de seguida e funcionam como rastilho à onda de stage dive e crowdsurf que permaneceria até ao final do concerto. “Drown In Blood”, outro clássico, encerra definitivamente uma atuação efusiva, enérgica e com muitos momentos de conversa sempre tentando consciencializar os presentes sobre os mais variados temas actuais e outros tantos que já perduram há séculos.

À 1h15 da manhã saímos do Sabotage, cansados, suados e roucos, sem nos arrependermos de ter saído de casa mesmo ainda sem estarmos recuperados da gripe que nos assolava há cerca de uma semana. Saímos com um sorriso na cara, após grande comunhão com as bandas e público, contando os dias para a próxima noite do género. Resta-nos agradecer à Infected Records pela oportunidade e por organizar noites como esta frequentemente, e às bandas pelas suas excelentes atuações. Se a felicidade se comprasse, então 6€ parece-nos um preço justo.

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