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Go!Zilla + The Glockenwise + CityZens @ Sabotage Club - Lisboa [14Mar2015] Texto + Fotos

17 de Março, 2015 ReportagensDiogo Alexandre

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go!zilla (30 de 31)_DONE

Mais uma noite de puro rock no clube mais rockeiro de Lisboa, o Sabotage Club, sala pequena e escura, cheia de fumo, como manda a coisa.

Os concertos começaram 1h depois do previsto. Aparentemente, a banda apanhou um trânsito descomunal a vir do Porto para Lisboa. Os The CityZens foram os primeiros a subir ao palco, por volta das 23h40, e consigo trouxeram as malhas do seu primeiro disco Medicine For Open Minds. Aquilo que no primeiro EP era psicadelismo nítido, muito devido à utilização de teclados, agora (neste primeiro longa-duração), torna-se no garage mais puro e duro. Um concerto com duração de, sensivelmente, meia hora que, decerto, entreteu os presentes tanto como nos entreteu a nós.



Seguiram-se os The Glockenwise, vindos diretamente de Barcelos (neste caso, do Porto), e sem soundcheck pronto. Despejaram largas doses de energia sobre o público que se amontoava por esta altura nas filas da frente do palco. “Uma banda garage é tipo uma banda punk: usam as duas 3 acordes nas músicas só que nós somos mais paneleiros”, foi a definição dada por Nuno Rodrigues (voalista da banda) antes de se iniciar o concerto. O alinhamento baseou-se, essencialmente, no seu último disco, Leeches, editado em 2013, mas no entanto, também houve espaço para recordar músicas mais antigas e desvendar músicas novas. “Time To Go”, supostamente, encerraria o alinhamento, mas ainda houve tempo para “Stay Irresponsible”, tema onde, finalmente, explodiu o mosh que se cozinhara desde o início da primeira música. Final caótico para um concerto do mesmo nível. De fora ficou “Bardamu Girls”, single forte da banda. Esperemos que a toquem para a próxima.



Os Go!Zilla, que também não tinham feito o soundcheck, mantiveram o feeling e a sonoridade daquilo que se ouvia nas colunas do bar, debitando da melhor forma que conseguiram o seu psych garage destruidor de neurónios. Um LP e dois EPs depois, os italianos de Florença, estrearam-se finalmente no nosso país. A noite já ia longa, mas isso não importou para os Go!Zilla, tocando um set de mais de uma hora, dividido entre (muitos) temas novos e outros mais antigos. A festa foi feita da mesma maneira, fazendo valer a espera a todos aqueles que chegaram à sala antes das 22h e que por volta da uma da manhã ainda não tinha sido “atendidos”. Não faltaram canções como “I'm Bleeding”, “Magic Weird Jack”, “Roswell, NM” e “Go!Zilla Surf”, que acabou com um crowdsurf por parte do vocalista, com os outros dois membros da banda a fazerem puro noise em cima do palco. O concerto, esse, já estava acabado, mas a noite continuaria até às tantas da madrugada.

Os Go!Zilla provaram que a música Italiana não é exclusivamente feita de Eros Ramazzoti's e Laura's Pausini's, e que também há espaço para bandas emergentes de rock se mostrarem ao mundo.

Il rock forte della casa di Rinascimento vene, vide e vito. Fino alla prossima Firenze! Ciao Bella!

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