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Indie Music Fest 2015 - Dia 3 [5Set2015] Texto + Fotos

15 de Setembro, 2015 ReportagensJoão Rocha

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Indie Music Fest 2015 - Dia 2 [4Set2015] Texto + Fotos

A paisagem sónica que o Reverence leva a Valada


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Imbuído do espírito campista que tinha reinado durante a noite, e enquanto uns apanhavam o transfer para a piscina, decidimos ir conhecer as pessoas que estavam no acampamento. Maioritariamente entre os dezasseis e os vinte e dois anos, das primeiras coisas que percebemos foi que maior parte deles estavam a viver o seu primeiro festival. Durante o sábado havia a nuvem das colocações na universidade a pairar na cabeça de muitos deles, mas mesmo assim o bom ambiente não era afetado. Nem o facto de pela manhã as casas de banho continuarem por limpar, e a água continuar a falhar deixava entrar a antipatia, mas todos apontavam esses defeitos.

A maioria vinha das localidades envolventes ao Porto, mas encontrámos também pessoal de Lisboa e Leiria. Encontrámos também um grupo de solitários de vários pontos de país, que chegando sozinhos a Baltar logo trataram de se conhecer e acampar juntos. Sempre que interpelava-mos algum grupo, logo eramos convidados a sentarmo-nos com eles e a beber e comer do que eles tinham, e portanto a nossa concepção do ambiente só podia ser positiva, mas o verdadeiro factor que contribuiu para a nossa boa opinião dele, não o esperávamos encontrar. Efectivamente todas aquelas pessoas tinham um vasto conhecimento das bandas que iam actuar e do panorama nacional. Fazer o exercício de inventar nomes de bandas e perguntar o que achavam delas, era um jogo que em Baltar iria sair furado. Conversas bem elaboradas e opiniões bem formadas rechearam as conversas sobre o paradigma Português e convidavam a que se fizesse uma interessante troca de sugestões de bandas do presente e do passado. Ao terceiro dia, seria comprovado, o presente mostra-se brilhante.

É logo na abertura do palco principal que entregamos o prémio de surpresa do ano. Os Thunder & Co. são um projecto de música electrónica que apesar de criar ambientes tensos e algo melancólicos nunca deixa escapar uma batida dançante. Rodrigo Gomes não parou de dançar ao som enquanto obrigava em músicas como “Up, Down, Strange, Charm, Bottom and Top” ou “Apples” a que dançassem com ele. A certa altura avisa, Álvaro Costa está por aí a ver como eles se portam, e não querem desiludir. Não o fizeram. Eletrizante e cativante foram o melhor início que poderíamos pedir para a última noite (também teriam sido o melhor fim, para dançar até cair para o lado).

Seguiam-se os Toulouse, e pedia-se uma nova atitude. Cada vez mais maduros, a sua música é a banda sonora perfeita para passar um serão a vaguear por aquele bosque entre a imaginação e o sonho. Obrigando o público a não se acostumar com uma sonoridade, seguem-se os Keep Razor Sharp, e o ambiente aquece. Rock a rasgar e volta-se a instaurar o mosh e o crowdsurf. O background dos músicos que compõem a banda é já extenso, e isso faz se notar na técnica e precisão com que dão música em Baltar. Músicas como “Cold Feet” e “I See Your Face” levaram o público ao rubro. Infelizmente a certa altura alguém decide encher um balão gigante e este causa alguma distração enquanto as pessoas o têem de enxotar para outro lado (sim enxotar, ninguém queria jogar ao balão, estávamos a ter um excelente concerto a acontecer).

Mais tarde, subiriam àquele palco os cabeça de cartaz e embaixadores da mudança de paradigma da música portuguesa. Os Linda Martini foram os responsáveis pela maior enchente de todo o festival, e mesmo com uma baixa no grupo, mostraram o porquê. Sem Cláudia Guerreiro (Makoto dos Paus a fazer a substituição), deram música sem medo a mostrar que não vivem apenas do nome, e o público cantava música a seguir a outra, tendo como momento alto “Dá-me a tua melhor faca”. Com uma nuvem de pó no ar provocada pelos saltos, do mosh, do crowdsurf, Hélio não resistiu e atirou-se para cima do público. No fim, agraciados como Deuses, não conseguiam esconder a alegria. Não foi o melhor concerto deles, diferente de outros, mais íntimo, ou com mais gente, simplesmente o Indie é o lugar onde bandas como os Linda Martini têm sempre um trono à sua espera.

Os melhores concertos do último dia foram também eles sugeridos na nossa antevisão, Big Red Panda e Stone Dead. Os Big Red Panda atuaram antes dos cabeça de cartaz, e uma música depois ninguém conseguia compreender como é que deram a uma banda daquelas um palco tão pequeno. Dos projectos mais interessantes que por aí anda, o psych rock da banda chamava de música para música mais pessoas para o Cisma, que por ser pequeno demais obrigou a que muitos tivessem de assistir ao concerto do recinto do palco principal.

Para fechar o Indie Music Fest ficaram os Stone Dead, que nem de uma música precisaram para por o público a arrasar com tudo. O mosh, totalmente justificável, instaurou-se logo, e até as grades que criam o fosso entre o palco e o público vacilaram. Com a segurança a tentar segurar as grades, e o público em total delíro ao som do stoner dos quatro jovens músicos, concretizava-se e finalizava-se mais uma edição do Indie Music Fest, e os recém-festivaleiros voltariam para casa com uma fantástica experiência inaugural e muitas boas memórias.

Em boa verdade, apesar de um público muito novo, a concepção de “ambiente sudoeste” não se fez sequer cheirar. Viveram um festival de forma intensa e viveram-no seguindo a doutrina das histórias que contamos dos tempos áureos dos festivais. Viveram-no à sua maneira, sem pretensões, num festival que de tão pequeno, se torna facilmente numa grande família. São férias sim, mas acima de tudo o que os move é a música. Querem bons concertos, boas bandas, e lá tiveram tudo isso. Até para o ano Indie Music Fest.

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Indie Music Fest 2015 - Dia 3 [5Set2015] Texto + Fotos
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