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Indouro Fest - Dia 1 [2Mai2015] Texto + Fotos

04 de Maio, 2015 ReportagensLuís Sobrado

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Indouro Fest – Dia 2 [3Mai2015] Texto + Fotos

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Finda a primeira edição do Indouro Fest, tempo de balanços. Em linhas gerais, o festival foi marcado por algumas surpresas (umas boas e outras más) e alguns problemas já há muito adivinhados, resultantes de uma organização inexperiente e pouco cuidadosa, minuciosa e, de certa forma, ambiciosa.

Para começar, o já de si nublado dia de sábado ficou ainda mais cinzento com o cancelamento dos Clinic, a banda de maior nome do cartaz da jornada de concertos inaugural e que certamente era uma das que mais público levaria à Serra do Pilar.

Com este cancelamento, procedeu-se a uma reestruturação dos horários, e uma das bandas portuguesas com atuação prevista inicialmente para o palco grátis montado no Jardim do Morro passaria a abrir o palco principal na Serra do Pilar, com todas as bandas seguintes a passarem para o horário seguinte, compensando assim a saída do cartaz dos Clinic.

Assim sendo, pouco depois das 17h30, e já depois dos Barry White Gone Wrong terem estreado o palco Fnac, os Rainy Days Factory subiriam ao palco situado numa das zonas de Vila Nova de Gaia com melhores vistas para o Rio Douro e para a cidade do Porto, localização essa que acaba por ser mesmo um dos pontos altos do festival, apesar do muito vento, frio e chuva que se fizeram sentir durante toda a tarde e noite de Indouro Fest.

Com a tarefa ingrata embora honrosa de abrir o alinhamento do palco principal, os Rainy Days Factory, cujo nome não podia ser mais adequado tendo em conta as condições climatéricas que rodeavam o recinto do Indouro Fest 2015. O seu estilo igualmente sombrio assentava bem para dar início a um festival que teve no seu cartaz particular incidência no pós-punk.



Seguiram-se The Lost Rivers. Entraram e saíram de palco sem proferir uma única palavra perante as pouco mais de cem pessoas que se juntavam na Serra do Pilar num fim de tarde frio e ventoso - a quantidade de público não foi, de todo, uma das vitórias do Indouro Fest 2015.

O noise psicadélico da banda não conseguiu cativar o público que se juntava timidamente à volta do palco principal do festival, certamente com maiores expectativas para as bandas que atuariam mais tarde. A caminho do jantar, tempo ainda para dar uma espreitadela no palco Fnac, onde atuavam os Black Sombrero, que animavam as pessoas que ali se encontravam.



Uma das surpresas da noite chegou logo a seguir. Os britânicos Electric Litany ofereceram o primeiro momento de verdadeira energia da noite: o revivalismo pós-punk inspirado nos Editors foi eximiamente interpretado ao vivo pela banda que, liderada pelo versátil grego Alexandros Miaris acabou por conseguir chegar a um público até ali algo adormecido.

O concerto da banda baseada em Londres teve em canções como "Enemy" ou "Tear" dois dos seus momentos altos, com os seus crescendos finais e a voz poderosa de Miaris a arrancarem do público portuense e gaiense as primeiras ovações da noite. Caía a noite sobre o recinto quando terminava o concerto dos londrinos, o primeiro momento alto do dia inaugural de Indouro Fest.



Algum tempo depois, e já sob uma chuva cada vez mais ameaçadora, subiu ao palco a primeira das duas bandas francesas contempladas no cartaz do primeiro dia de festival. Sorridentes, The Limiñanas, num formato alargado em relação ao duo normalmente composto pelo casal Marie e Lionel Limiñanas, apresentaram-nos o seu indie rock carregado do espírito da pop francesa dos anos 60.

Apesar de tudo, a receita a início bem recebida pelo público do Indouro Fest, acabou por se tornar algo repetitiva: todas as composições da banda giravam à volta de um riff que, ora no órgão, ora na guitarra, se prolongava por toda a extensão das curtas canções de 2/3 minutos da banda francesa. Apesar de tudo, o concerto foi bem recebido pelo público que, ainda fresco, dançou ao som das catchy e orelhudas "Je M'En Vais" ou "Salvation".



Já perto das onze da noite, cada vez mais público se juntava para assistir aos concertos no palco principal do Indouro Fest, embora a chuva se fosse gradualmente intensificando. A verdade é que, com a subida ao palco dos Tristesse Contemporaine, a chuva como que desapareceu e a festa reinou na Serra do Pilar.

Maik, vocalista da banda, foi o primeiro a comunicar realmente com o público e logo num dia em que este bem necessitava de algum incentivo e isso fez com que se criasse automaticamente uma empatia entre os Tristesse Contemporaine e as poucas centenas que à volta do palco se reuniam.

O carácter antémico de irrepreensíveis malhas de indie pop como "Hell Is Other People" ou de "Daytime Nighttime", esta última quase a piscar o olho ao hip-hop de uns Gnarls Barkley, deixaram o público gaiense completamente cativado pelo concerto. Pela primeira vez naquele dia, os quarenta e cinco minutos de atuação de uma banda pareceram menos. Bem menos.



Depois do grande momento do dia com os Tristesse Contemporaine, particularmente no que à interação com o público diz respeito e à reacção do mesmo, veio outro excelente e surpreendente concerto. The Lucid Dream, de sotaque british carregado, deram aos resistentes, que já perto da meia-noite e sob chuva verdadeiramente intensa se juntavam perto do palco, o melhor concerto da noite.

O space rock da banda de Carlisle encheu por completo o recinto. Por entre composições experimentais e com crescendos de distorção e outras composições em que o líder da banda, Mark Emmerson, emprestava a sua voz à canção, foi uma atuação cheia de energia, atitude e, acima de tudo, excelentes malhas. Os Lucid Dream, a penúltima banda da noite mas certamente não tão esperada como os Tristesse Contemporaine ou mesmo The Limiñanas, conseguiram arrebatar o prémio de melhor concerto da noite.



Por fim, e após um longo soundcheck que deixava impacientes os já cada vez menos resistentes à chuva, ao frio e ao vento de Vila Nova de Gaia, subiram ao palco os White Haus. Apesar de talvez serem o projeto mais conhecido dos que iriam atuar na primeira noite desta edição inaugural do Indouro Fest, a hora avançada e o cansaço terão sido fatores determinantes para a debandada de muito público da Serra do Pilar.

Apesar de tudo, não temos dúvidas que valeu a pena ficar até ao fim. Embora os pés já estivessem demasiado desgastados por uma longa jornada de concertos, ainda foi possível que nos deixássemos invadir pelo dance-punk de João Vieira, portuense e um dos embaixadores da música alternativa da Invicta, não só com este seu projeto a solo como especialmente com o seu trabalho com os já míticos X-Wife.

Largamente inspirados na DFA de James Murphy mas sem nunca desprimorarem um toque pessoal, João Vieira e os seus três companheiros de banda apresentaram-nos um set maioritariamente dançável, com, entre outras, as viciantes "How I Feel" e "No Mistakes", sempre com as linhas de baixo extremamente funky em grande destaque.

Para fechar, o melhor momento do concerto e, sem dúvida, um dos mais bonitos do primeiro dia de festival: "Far From Everything", imaculado exemplo do melhor que se faz e já se fez na música portuguesa, concluiu um concerto que, embora longe de ter sido brilhante, demonstrou todo o potencial de exportação que tem a música de João Vieira e os seus White Haus.



Terminado um primeiro dia cheio de altos e baixos, restava-nos esperar um melhor clima no segundo e último dia, domingo no qual subiriam ao palco alguns dos nomes mais aguardados do cartaz do Indouro Fest 2015, desde a noise pop dos Yuck ao rock musculado dos British Sea Power.
por
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